Blog criado para a divulgação das pesquisas genealógicas e históricas referentes às famílias dos meus antepassados Abarno, Di Giuseppe, Göller, Kossmann, Mossmann, Schmitz, Schuster, Strasser, Welter, além de outros sobrenomes a elas relacionados. Porto Alegre – RS – Brasil – Ano 2013. Autoria: Lisete Göller, Genealogista.
Mensagem
Os artigos veiculados neste blog podem ser utilizados pelos interessados, desde que citada a fonte: GÖLLER, Lisete. [inclua o título da postagem], in Memorial do Tempo (https://memorialdotempo.blogspot.com), nos termos da Lei n.º 9.610/98.
IMIGRANTE ANNA MARIA GÖLLER E ESPOSO NICOLAU SCHABARUM
RAMO ELISABETHA SCHABARUM E NICOLAU KUHN
O casal Nicolau Stoffel e Anna Kuhn, esta filha de Nikolaus Kuhn, neta de Anna Maria Göller e Nicolau Schabarum. Da esquerda para direita os filhos: Anna Lidwina, Rosalina, Albino, Alfredo, João e José João Stoffel – Picada Café – 1914. Foto: Felipe Kuhn Braun
IMIGRANTE ANNA MARIA GÖLLER E ESPOSO NICOLAU SCHABARUM
RAMO ELISABETHA SCHABARUM E NICOLAU KUHN
Família de Leopoldo Marschall, filho de Jorge Marschall e Maria Kuhn, neto de Nicolau Kuhn e Elisabetha Schabarum, bisneto de Nikolaus Schabarum e Anna Maria Göller, com a esposa Elisabetha Goldschmidt e seus 15 filhos (atrás, da esq. p/dir.): Basílio, Guido, Pedro Simão, Verno (falecido), Querino, Arminda, Hilga Rosa, Helga e Eli; (sentados) Jacó, Calisto (falecido), Gregório, Elisabetha, Jorge (ao colo), Leopoldo, Margarida e Noeli – São Paulo das Missões – Foto: Acervo de Mara Catarina Marschall Hadwig
Fonte: Acervo Benno Lermen - Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS:
IMIGRANTE JACOB MOSSMANN E ESPOSA MARGARETHA SCHNEIDER
Obituário de Margaretha Schneider Mossmann (*15/11/1830 Picada Schneider, Presidente Lucena RS/+14/01/1905 Linha Bonita, São José do Sul RS), filha dos imigrantes Peter Schneider e Maria Margaretha Strohm, viúva do imigrante Jacob Mossmann
IMIGRANTE JACOB MOSSMANN E ESPOSA MARGARETHA SCHNEIDER
SUB-RAMO PEDRO MOSSMANN E LEOPOLDINA WOHLFART
Obituário de Pedro Mossmann (*02/09/1856 Bom Fim, Feliz RS/+18/12/1922 São José do Sul RS), filhode Jacob Mossmann e Margaretha Schneider, casado com Leopoldina Wohfart. Obs.: o ano de nascimento conf. o registro de batismo)
Obituário de Leopoldina Wohlfart Mossmann (*21/09/1856 Ivoti RS/+18/12/1922 São José do Sul RS), filha de Valentin Wohlfart e Maria Spohr, viúva de Pedro Mossmann
IMIGRANTE JACOB MOSSMANN E ESPOSA MARGARETHA SCHNEIDER
SUB-RAMO CARLOS MOSSMANN E CAROLINA FELL
Obituário de Carolina Fell Mossmann (13/04/1865 Picada Schneider, Presidente Lucena RS/+09/12/1893 Linha Bonita, São José do Sul RS), filha de Peter Fell e Margaretha Weber, esposa de Carlos Mossmann
Obituário de Susanna Junges Mossmann (*1894 Linha Bonita, São José do Sul RS/+14/07/1916 Linha Bonita, São José do Sul RS), filha de Jacob Junges e Susanna Neis, esposa de Daniel Leopoldo Mossmann, filho de Carlos Mossmann e Carolina Fell
IMIGRANTE JACOB MOSSMANN E ESPOSA MARGARETHA SCHNEIDER
SUB-RAMO GUILHERME MOSSMANN E CATHARINA LUDWIG
Obituário de João Mossmann (*13/10/1888 Linha Bonita, São José do Sul RS/+09/07/1933 Taquari RS), filho de Guilherme Mossmann e Catharina Ludwig, casado com Carolina Felippina Kochen
Obituário de Carlos Mossmann (*28/12/1929 Linha Bonita, São José do Sul RS/+24/03/1934 Taquari RS), filho de João Mossmann e Carolina Felippina Kochen, neto de Guilherme Mossmann e Catharina Ludwig
IMIGRANTE JACOB MOSSMANN E ESPOSA MARGARETHA SCHNEIDER
SUB-RAMO FREDERICO MOSSMANN E ELISABETHA HELENA LENHARD
Obituário de Frederico Mossmann (*24/02/1865 Picada Café RS/+06/08/1935 Linha Bonita, São José do Sul RS), filho de Jacob Mossmann e Margaretha Schneider
Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Jornal do Dia (Porto Alegre RS), Suplemento St. Michaelsblatt:
Obituário de Elisabetha Forneck Mossmann (*22/12/1893 Linha Bonita, São José do Sul RS/+05/09/1964 Linha Bonita, São José do Sul RS), filha de João Forneck e Maria Amélia Specht, esposa de José João Mossmann, este filho de Frederico Mossmann e Elisabetha Helena Lenhard
IMIGRANTE JACOB MOSSMANN E ESPOSA MARGARETHA SCHNEIDER SUB-RAMO PAULINA MOSSMANN E JACOB ANSCHAU
Obituário de Jacob Anschau (*08/09/1868 Linha Bonita, São José do Sul RS/+11/10/1920 Santa Clara do Sul RS), filho Georg Anschau e Anna Maria Kuhn, esposo de Paulina Mossmann
Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Jornal do Dia (Porto Alegre RS), Suplemento St. Michaelsblatt:
Obituário de Margaretha Hoffmann Anschau (*1889 RS/+16/10/1921 Picada Aurora, Lajeado RS), filha de Jacob Hoffmann e Regina Ledur, esposa de Francisco Anschau Sobrinho, este filho de Paulina Mossmann e Jacob Anschau
AS BODAS DE OURO DO CASAL JACOB FÜHR E MARIA REICHERT
Jacob Führ casou-se com Maria Reichert, filha de Nicolau Reichert e Margarida Klein, na data de 01/08/1911 em Poço das Antas RS, onde fixaram residência. Em 01/08/1961, o casal comemorou 50 anos de casados em São José do Inhacorá, que pertencia na época ao município de Três de Maio RS, tendo se emancipado em 1992. A foto foi publicada no Jornal do Dia, de Porto Alegre, no suplemento em língua alemã, chamado St. Michaelsblatt. Naquela data, Jacob e Maria tinham 13 filhos, 82 netos, sendo 13 falecidos, e um bisneto.
Jacob Führ, nascido em 23/08/1887 na Linha Bonita, atual São José do Sul RS, era filho de Pedro José Führ e Anna Maria Meinerz, neto dos imigrantes Anna Maria Schmitz e Mathias Meinerz, bisneto dos genearcas Johann Peter Schmitz e Elisabetha Dapper. Teve os filhos: Advino, Ervino, Aloísio, Osvino, Pedro Otto, Arlindo, Vilma, Irma, Olívia, Cecília, Terezinha, Melita e Amélia. Viúvo, faleceu aos 90 anos de idade, na data de 09/04/1978, em São José do Inhacorá RS.
AS QUATRO GERAÇÕES
Na data das Bodas de Ouro, foi realizado o registro fotográfico de quatro gerações da família (da direita p/ esquerda): Jacob Führ, 74 anos, Advino Führ, 49 anos, Armando Führ, 22 anos e Antônio com 8 meses de idade.
Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Jornal do Dia (Porto Alegre RS), Suplemento St. Michaelsblatt, Edição de 24/01/1962. Fotos: W. Meurer.
Fonte: Acervo Benno Lermen - Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS.
IMIGRANTE ELISABETHA SCHMITZ E ESPOSO PETER HARTMANN
O imigrante Peter Hartmann (*27/11/1824 Lütz, Cochem-Zell, Renânia-Palatinado, Alemanha/+08/07/1906 Bom Princípio RS), filho de Mathias Hartmann e Maria Christina Hammes, era casado com Elisabetha Schmitz
IMIGRANTE ELISABETHA SCHMITZ E ESPOSO PETER HARTMANN
SUB-RAMO JOÃO HARTMANN II E ESPOSA MARGARETH MACHRY
Alfredo Roque Colling (*10/10/1938 Pareci Novo RS/+12/03/2023 Porto Alegre RS), filho de Julio José Colling e Regina Ottilia Marx, neto de João Colling e Maria Hartmann e bisneto de João Hartmann II e Barbara Junges - "É com muito pesar que recebemos a notícia do falecimento de Alfredo Roque Colling no dia de hoje. O Seu ‘’Roque’’, como era chamado pelos amigos, escreveu o livro 'ERS 124 - a História' e é autor da letra do Hino de Pareci Novo, tendo uma grande atuação na história de Pareci Novo. Exerceu os cargos de Secretário da Fazenda, Secretário de Administração e Planejamento e Chefe de Gabinete em nosso Município e teve participação importantíssima na conquista da ERS 124. Respeitado pela comunidade, foi um grande ser humano e sua falta será sentida por todos nós. Nesse momento de dor, a Prefeitura de Pareci Novo se solidariza com todos os familiares e amigos". Fonte: Prefeitura de Pareci Novo.
Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Jornal do Dia (Porto Alegre RS), Suplemento St. Michaelsblatt
IMIGRANTE ELISABETHA SCHMITZ E ESPOSO PETER HARTMANN SUB-RAMO PEDRO HARTMANN E MARIA HECK
José Affonso Hartmann (*17/06/1883 Salvador do Sul RS/+30/06/1964 São Pedro da Serra RS), filho de Pedro Hartmann e Maria Heck, neto de Elisabetha Schmitz e Peter Hartmann. Era casado com Emília Catharina Stamm
IMIGRANTE ELISABETHA SCHMITZ E ESPOSO PETER HARTMANN
SUB-RAMO FELIPPE HARTMANN E ANNA MARIA BARDEN
Renê Luiz Hartmann (*29/07/1949 Bom Princípio RS/+31/01/2023 São Sebastião do Caí RS), filho de Albino David Hartmann e Paulina Erna Schmidt, neto de Felippe Hartmann e Anna Maria Barden – Fonte: Funerária Hartmann
IMIGRANTE JOHANN GÖLLER E ESPOSA MARGARETHA SCHMITZ
SUB-RAMO PEDRO GÖLLER E MARIA AHREND
Fonte: Acervo Benno Lermen - Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS
Obituário de Maria Ahrend (*29/06/1855 Ivoti RS/+27/05/1932 Ivoti RS), filha de Friedrich Ahrend e Anna Maria Marx, esposa de Pedro Göller
IMIGRANTE JOHANN GÖLLER E ESPOSA MARGARETHA SCHMITZ
SUB-RAMO MARIA GÖLLER E JORGE (GEORG) MARMITT
Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Jornal do Dia (Porto Alegre RS), Suplemento St. Michaelsblatt
Obituário de Isolde Therezinha Marmitt (*28/03/1947 RS/+20/03/1963 Hamburgo Velho, Novo Hamburgo RS), filha de Guilherme Marmitt e Francisca Idalina Dillenburg, neta de Jacob Marmitt e Josephina Denig, bisneta de Maria Göller e Jorge Marmitt
IMIGRANTE JOHANN GÖLLER E ESPOSA MARGARETHA SCHMITZ
SUB-RAMO MARGARIDA GÖLLER E JOÃO (JOHANN) JUNG
Fonte: Acervo Benno Lermen - Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS
Obituário de Margarida Göller (*12/02/1860 Picada Feijão, Ivoti RS/+15/06/1900 Picada Feijão, Ivoti RS), filha de Johann Göller e Margaretha Schmitz, esposa de João Jung, filho de Mathias Jung e Elisabetha Lauermann
IMIGRANTE ANNA MARIA GÖLLER E ESPOSO NIKOLAUS SCHABARUM
Fonte: Acervo Benno Lermen - Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS
Obituário de Anna Maria Göller (*15/05/1827 Dörrebach, Renânia-Palatinado, Alemanha/+04/05/1902 Picada Holanda, Picada Café RS), filha de Jakob Göller e Susanna Lunkenheimer, esposa de Nikolaus Schabarum, filho de Mathias Schabarum e Anna Gertrudes Mosel (Musel)
IMIGRANTE ANNA MARIA GÖLLER E ESPOSO NIKOLAUS SCHABARUM
SUB-RAMO GUILHERME (WILHELM) SCHABARAUM E THERESIA JUNG
Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Jornal do Dia (Porto Alegre RS), Suplemento St. Michaelsblatt
Obituário de Jacob Schabarum (*14/08/1883 Picada Holanda, Picada Café RS/+15/06/1961 Joaneta, Picada Café RS), filho de Guilherme Schabarum e Theresia Jung, neto de Anna Maria Göller e Nikolaus Schabarum. Era casado com Margarida Utzig
Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Jornal do Dia (Porto Alegre RS), Suplemento St. Michaelsblatt
JOHANNES WELTER E ESPOSA MARIA CATHARINA HEIL
SUB-RAMO JACOB WELTER E CATHARINA ANSCHAU
Obituário de Maria Margarida Winter Welter (*14/07/1875 São Sebastião do Caí RS/+30/10/1960 São Bento, Lajeado RS), filha de Felippe Winter e Elisabetha Dillenburg, esposa de Pedro Welter, este filho de Jacob Welter e Catharina Anschau
Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Jornal do Dia (Porto Alegre RS), Suplemento St. Michaelsblatt
IMIGRANTE ANDREAS SCHUSTER E ESPOSA APPOLONIA HUPPES (2ª ESPOSA)
SUB-RAMO FELIPPE ALOYSIO SCHUSTER E ANTONIETA WOLLMANN
Obituário de Antonieta Wollmann Schuster (*25/12/1894 RS/+27/07/1965 Harmonia RS), filha de Anton Wollmann e Maria Schons, esposa de Felippe Aloysio Schuster
É um sobrenome de origem saxônica. Os saxões viviam no território que corresponde ao noroeste da Alemanha e ao leste da Holanda, mas não à área que hoje corresponde à da Saxônia. A alcunha de família surgiu na Idade Média, mais precisamente na região da Boêmia. Uma das referências mais antigas é a de Georg Schuster, que tem como registro o ano de 1340.
O SIGNIFICADO
O sobrenome Schuster é de origem ocupacional, derivado da atividade profissional do primeiro portador da linhagem. Schuster significa sapateiro em alemão.
O BRASÃO
O brasão dos Schuster é composto por um escudo de ouro, tendo como peça principal uma bota com espora de prata e três rosas heráldicas no seu interior. O ouro indica nobreza, riqueza, esplendor, glória, poder e força. Indica as virtudes de justiça, clemência e benignidade. A bota com uma espora de prata significa que o cavaleiro deve proceder ponderadamente na sua vida, com sagacidade, precisão e inteligência, e que o cavaleiro deve com o seu exemplo esporear e incitar o povo a viver honestamente e caminhar pela estrada direita dos bons costumes. As três rosas heráldicas que saem do interior da bota é um verdadeiro enigma que podem significar: a beleza, a honra imaculada, a pureza de sentimentos, a nobreza e o mérito reconhecido do homem, que descobriu através da fé que o “Mestre Supremo” sempre esteve e sempre estará no coração daquele que trilha o árduo caminho da verdade. O numero três significa a Santíssima Trindade.
AS ORIGENS
Adam Schuster, com sua terceira esposa Anna Barbara Müller e seus quatro filhos: Franz Anton, Andreas, Maria Anna e Catharina, partiram da cidade de Dörzbach, mais precisamente da localidade de Laibach da qual faz parte, rumo ao porto de Hamburgo. A cidade situava-se no antigo Reino de Württemberg, que atualmente faz parte de Baden-Württemberg na Alemanha. Há registros de que a família possuía um criado chamado Johann Michael Eberhardt da cidade de Dörzbach. Deste povoado, conforme mencionam os registros, vieram 18 pessoas no total. Eles tiveram, ainda, um segundo criado de sobrenome Krüger, que teria se envolvido num furto de joias do Monsenhor Miranda (Hunsche).
A CIDADE DE DÖRZBACH
O nome de Dörzbach foi mencionado pela primeira vez em 1230, num documentário de caça sob a denominação de Torzebach. Os túmulos e os achados antigos indicam que Dörzbach foi povoada há milênios pelos celtas. São atrações a capela de St. Wendel em pedra, entre a cidade e o riacho e, dentre os três castelos existentes nos limites da cidade, o mais famoso é o que pertenceu aos senhores Von Berlichingen, que ali chegaram em 1371, o qual foi comprado em 1601 pelos senhores Von Eyb, que deu o nome ao castelo há mais de 400 anos. Dörzbach é uma cidade vinícola.
LAIBACH
Laibach, cujo nome apareceu pela primeira vez no ano de 1307, é uma localidade de Dörzbach essencialmente rural, possuindo um lago natural e um parque muito apreciado para atividades de lazer e turismo. O Castelo de Laibach é uma das atrações da cidade.
Laibach – Dörzbach – Baden-Württemberg – Alemanha – Imagem: Site de Dörzbach
Mapa de Dörzbach e da localidade de Laibach - Fonte: plz-suche. org
O IMIGRANTE JOANNES ADAM SCHUSTER
Joannes Adam Schuster, meu pentavô (5º avô), filho de Joannes Schuster e Maria Barbara, nasceu por volta de 1760, provavelmente na localidade de Laibach onde residia, a qual faz parte do município de Dörzbach, no antigo Reino de Württemberg, atualmente Baden-Württemberg na Alemanha. Era agricultor e de religião católica. Adam é uma forma alemã de Adão. Este nome vem do hebraico Adham que significa “homem de terra vermelha”, como referência ao solo vermelho da Palestina, onde este nome foi criado.
O 1º CASAMENTO
Adam Schuster casou-se com Anna Maria Heindler (*10/06/1761 Laibach, Dörzbach, Baden–Württemberg, Alemanha/+09/11/1800 Laibach, Dörzbach, Baden–Württemberg, Alemanha), filha de Joannes Adam Heindler e Anna Maria Schmidt, na data de 30/11/1794, na Igreja de Rengershausen, Mergentheim, Württemberg (Diocese de Rottenburg-Stuttgart, Registros da Igreja Católica, 1520-1975). O casal teve 4 filhos.
Casou-se em segundas núpcias com Anna Magdalena Mohr (*1762/1763 Marburg, Hesse, Alemanha/+23/05/1811 Laibach, Dörzbach, Baden–Württemberg, Alemanha), filha de Sebastian Mohr e Eva, na data de 07/01/1801, na Igreja de Rengershausen, Mergentheim, Württemberg (Diocese de Rottenburg-Stuttgart, Registros da Igreja Católica, 1520-1975). O casal não teve filhos.
O 3º CASAMENTO
Adam Schuster casou-se com Anna Barbara Müller (*1785 Dörzbach – Baden-Würtemberg/+1847 Dois Irmãos RS), minha pentavó (5ª avó), filha de Joseph Müller e Anna Catharina Bauer, na data de 20/10/1811, na Igreja de Rengershausen, Mergentheim, Württemberg (Diocese de Rottenburg-Stuttgart, Registros da Igreja Católica, 1520-1975). O casal teve 5 filhos na Alemanha e um no Rio Grande do Sul.
OS FILHOS DO 3º CASAMENTO
V-Franz Anton Schuster (*22/12/1812 Laibach, Dörzbach, Baden–Württemberg, Alemanha/+19/07/1846 Travessão, Dois Irmãos RS) foi batizado na data de 23/12/1812, em Rengershausen, Mergentheim, Württemberg, conforme consta no arquivo da Diocese de Rottenburg-Stuttgart. Seu óbito é encontrado no Arquivo Público do RS, no Processo de Inventário, Órfãos e Ausentes, 1º Cartório, São Leopoldo, Nº 81, Maço 4, Estante 71, Ano 1853. Franz casou-se com Barbara Sausen (*21/04/1821 Bengel, Bernkastel-Wittlich, Renânia-Palatinado, Alemanha/+02/11/1896 Santa Cruz do Sul RS), filha de Peter Sausen e Anna Maria Goebel, na data de 11/01/1837, na Igreja Matriz de São Leopoldo RS (Cúria Metropolitana de Porto Alegre, Casamentos, São Leopoldo, Livro nº 1, pág. 41 v). Possuía meia colônia de terras de nº 3 na antiga Picada Dois Irmãos, e outra meia colônia na Picada Verão, esta pertencente na atualidade ao município de Sapiranga RS. Franz foi atacado por uma cobra venenosa, a qual deixou em sua mordida um dente, que ficou preso ao cano de sua bota. O veneno oriundo deste dente ficou roçando a perna, formando uma ferida e desenvolvendo uma grave intoxicação. O fato resultou em sua morte. O casal teve 4 filhos: João (Johann), Hubert, Ermina (Minna) e Henrique (Heinrich). VER FAMÍLIA SCHUSTER 2ª PARTE – RAMO FRANZ ANTON SCHUSTER – DESCENDENTES
Juliana Schuster, neta de Franz Anton Schuster, com o esposo Walter Simon, filhos e genros
VI-Andreas Schuster (*07/08/1815 Laibach, Dörzbach, Baden–Württemberg, Alemanha/+13/01/1890 Harmonia RS), meu tetravô (4º avô), casou-se com Maria Anna Kossmann (*1819 Província Prussiana do Reno/+11/12/1856 Costa da Serra (Novo Hamburgo RS), minha tetravó (4ª avó), na data de 10/08/1836, em São Leopoldo RS, filha de Johann Peter Kossmann e Genoveva Rosbach (Cúria Metropolitana de Porto Alegre, Casamentos, São Leopoldo, Livro nº 1, pág. 38 v). Casou-se novamente com Appolonia Huppes, em 19/01/1857, em São Leopoldo, filha de Pedro e Margarida Huppes (Cúria Metropolitana de Porto Alegre, Casamentos, São Leopoldo, Livro nº 2, pág. 22 v). Residiu na localidade de Picada Verão (atualmente pertencente ao município de Sapiranga), na localidade de Travessão em Dois Irmãos e, por volta de 1873, foi residir em Harmonia com sua família. Foi enterrado no Cemitério antigo de Harmonia, porém, com a mudança de todos os túmulos para o novo cemitério, a sua lápide não foi conservada, devendo ter sido sepultado junto a algum de seus filhos ou descendentes. Andreas teve 10 filhos do casamento com Maria Anna Kossmann: Carlos, Pedro, meu trisavô (3º avô), Ernesto, Jacob, Hubert, Andreas Filho, Catharina, Maria, Maria Isabel e Rosina. Do casamento com Appolonia Huppes teve 5 filhos: Magdalena, Philippe, Maurisio, Luiza e Appolonia. Andreas é o avô de Catharina Schuster, que foi sogra de Jacob Göller Sobrinho, neto este de Johann Göller, genearca-imigrante da família Göller;
Catharina Schuster, neta de Andreas Schuster, com o esposo Jacob Schmitz e os filhos
VIII-Anna Maria Walburga Schuster (*01/05/1820 Laibach, Dörzbach, Baden–Württemberg, Alemanha/+RS) foi batizada no dia de seu nascimento, conforme registro no Livro da Igreja Católica, que se encontra na Diocese de Rottenburg-Stuttgart. Anna Maria casou-se às 10h da manhã na Igreja Matriz de Santa Anna, com João (Johannes) Balthasar Severin (*1806 Urmersbach, Renânia-Palatinado, Alemanha/+entre 1854 e 1863 RS), agricultor, filho de Stephan (Estevão) Severin e Anna Catharina Kossmann, em 28/10/1837, em Capela de Santana, antiga Sant’Ana do Rio dos Sinos (Cúria Metropolitana de Porto Alegre, Casamentos, Capela de Santana, Livro nº 1, pág. 67).
A família Severin (Seferin, Sefferin, Sefrin) veio ao Brasil no veleiro trimastro Olbers, que zarpou de Bremerhaven, Alemanha, em 26/09/1828. No dia 17/12/1828, os passageiros do navio chegaram ao Rio de Janeiro, depois de 83 dias de viagem, desembarcando na praia da Armação, hoje cidade de Niterói. O desembarque dos passageiros finalizou-se em 02/01/1829. João e seus irmãos Mathias e Jacob, figuravam na relação de Rol dos Moços do Olbers, referente àqueles que estavam obrigados a prestar serviço militar no Brasil. Ainda no Rio de Janeiro, o pai destes, Estevão Severin, solicitou ao Ministro dos Negócios do Império que seus filhos fossem liberados do compromisso militar, sendo atendido pelo mesmo. A família Severin, com todos os seus membros, foi então embarcada no bergantim Dez de Maio, com partida prevista para o dia 21/03/1829. Conforme Hunsche e Astolfi, a data de chegada a Porto Alegre é ignorada, mas a viagem deve ter se prolongado por algum motivo, pois os primeiros colonos vindos neste barco chegaram a São Leopoldo nos dias 06/05/1829 e 09/05/1829. Conforme Leopoldo Petry, em seu livro, ‘São Leopoldo’, a origem dos Severin era Koblenz, na Renânia-Palatinado, isto é, a família havia partido inicialmente desta cidade, e o destino final seria São José do Hortêncio. No ano de 1828, começava a colonização desta futura cidade, que surgiu a partir da interiorização do processo de colonização alemã, iniciada em 25/07/1824 em São Leopoldo.
O fato de o casamento de João e Anna Maria ter ocorrido na Paroquia de Sant’Ana do Rio dos Sinos, em 1837, pode ser explicado pelo fato de que a Paroquia de São José do Hortêncio somente foi criada em 18/07/1848, e a pequena capela que existia foi construída entre os anos de 1845 e 1847. Não há outras informações sobre o local exato de residência da família. Pelo menos, pode-se dizer que esta viveu inicialmente na região de São Leopoldo RS. Na data de 26/08/1848, João decidiu naturalizar-se brasileiro, constando o pedido no Livro de Naturalizações, fls. 2, conforme certificação fornecida pela Câmara Municipal de São Leopoldo. Seu irmão Mathias já havia feito o mesmo pedido no dia 07/08/1848. No recenseamento de 1847-1849, feito pelo Diretor da Colônia de São Leopoldo, constou que a família morava no chamado Campo Ocidental, correspondente na atualidade aos territórios dos municípios de Estância Velha e Portão, mais precisamente entre Estância Velha e o Bairro Scharlau em São Leopoldo. A família consta no nº 913 da listagem. Entretanto, essa lista não registra os números dos lotes habitados pelos colonos. No recenseamento, constaram apenas as 4 primeiras filhas do casal: Anna, Magdalena, Maria e Catharina. Estranhamente, não constou o nome de Estevão, o filho mais velho, nascido em 1838. Acredito que possa ter havido um engano de registro, pois a idade da dita ‘Anna’ corresponderia a de Estevão. João e Anna Maria possivelmente sejam os vendedores de uma ‘morada’ de casas a Pedro Huss em 18/09/1849 (Arquivo Público do RS, São Leopoldo, Livro de Transmissões/Notas, 1º Tabelionato, nº 10, fls. 107 verso e 108 (1846-1852) (atualmente com imagem restrita no site do Familysearch).
Cabe aqui fazer um esclarecimento importante: a grafia correta do sobrenome é SEVERIN. Nos registros brasileiros, aparecem outras formas de escrita, como Seferin, Sefferin, Sefrin, Seffrin, etc. É compreensível, pois a pronúncia do ‘v’ em alemão é a do ‘f’ em português. Mesmo dentro de um mesmo ramo, e até para a mesma pessoa, as grafias diferem na escrita, motivo pelo qual, adotei a escrita original de início, para os relatos que apresento. Outro assunto importante é a origem do patriarca Estevão (Stephan). Este nasceu em 10/12/1784, em Urmersbach, na região da Renânia-Palatinado. Ele se casou com Anna Catharina Kossmann (Cossmann), em 29/09/1808, em Trimbs. Lá tiveram apenas os filhos Mathias (*28/12/1809 Trimbs) e Margaretha (*06/06/1811 Trimbs). Dos demais filhos, não se tem comprovação onde nasceram, embora se adote em publicações que teria sido em Urmersbach (Fonte: Dieter Loyo). Como já dito, eles vieram de Koblenz, o que pode significar uma origem, não só de residência, mas também de nascimento, para os demais filhos de Estevão. Portanto, ficaremos dentro deste hiato sem comprovação. O casal teve pelo menos 8 filhos: Estevão, Anna, Magdalena, Mathias, Maria Guilhermina, Catharina, Elisabeth e João Pedro. VER FAMÍLIA SCHUSTER 4ª PARTE – RAMO ANNA MARIA WALBURGA SCHUSTER SEVERIN - DESCENDENTES
Maria Cecília Mörschbächer, filha de Luiza Frederica Zimmermann e João Mörschbächer Filho, neta de Maria Guilhermina Seferin e Carlos José Zimmermann e bisneta de Anna Maria Walburga Schuster e João Balthasar Severin, com o esposo Guilherme Blume e os 14 filhos do casal – Estrela RS – Foto: Luiz Oto Sulzbach
IX-Catharina Barbara Schuster (*23/03/1823 Laibach, Dörzbach, Baden–Württemberg, Alemanha/+03/09/1872 São José do Hortêncio RS – Cúria Metropolitana de Porto Alegre, Óbitos, Capela de Santana, Livro nº 1, pág. 68) casou-se com João José Fritsch (*26/12/1817 Alemanha/+RS), em 28/07/1838, filho de Cornélio Fritsch e Anna Catharina Fritsch, em Capela de Santana (Cúria Metropolitana de Porto Alegre, Casamentos, Capela de Santana, Livro nº 1, pág. 68). A família vivia em São José do Hortêncio. Tiveram pelo menos 6 filhos: Pedro, Maria, Jorge, Barbara, Daniel e Sofia;
X-Henrique Schuster (*26/03/1828 São Leopoldo RS – Cúria Metropolitana de Porto Alegre, Nascimentos, São Leopoldo, Livro nº 1, pág. 12 v/+ RS), sem mais notícias. É confundido com o imigrante Heinrich Schuster, imigrado em 1858, evangélico, que viveu em Lajeado RS, tendo diversos descendentes nesta região.
A VIAGEM PARA O BRASIL
Acredita-se que a Família Schuster tenha vindo ao Brasil no navio Caroline, pois este havia aportado no Rio de Janeiro, na mesma época em que os Schuster chegavam ao Rio Grande do Sul, saídos daquele mesmo porto. Assim sendo, os Schuster deixaram a Alemanha através do porto de Hamburgo, embarcaram com destino ao Brasil em 16/11/1825 no navio Caroline, com cerca de 200 passageiros. O navio Caroline fazia a sua terceira viagem com este objetivo. O capitão do navio chamava-se Jakob Von Der Wettern e o comandante de transporte Karl Seidler. Este navio transatlântico, como todos os navios empregados no início do século XIX para cruzarem o Oceano Atlântico, era um veleiro de três mastros. O navio chegou ao Rio de Janeiro em 26/02/1826.
O antigo porto de Hamburgo
Veleiro semelhante ao Caroline
Após alguns dias, a família Schuster embarcou na data de 23/03/1826, num barco costeiro, a sumaca de nome Argelino, rumo ao Rio Grande do Sul. Era uma pequena embarcação veleira de três mastros. O proprietário deste costeiro era Manuel José Pereira Graça e seu capitão chamava-se Victoriano José Pereira. Foram 193 pessoas, que nela embarcaram. A família Schuster chegou a São Leopoldo em 17/04/1826 (Códice 333, fl. 49, linhas 37 a 42). VER FAMÍLIA SCHUSTER – A VIAGEM DE NAVIO
Representação de uma sumaca
O LOCAL DE RESIDÊNCIA
Os primeiros anos da família Schuster, desde a chegada em 17/04/1826, foram passados em São Leopoldo RS, primeiramente se instalando na casa da Feitoria Velha.
A casa da Feitoria Velha em São Leopoldo, onde os imigrantes se instalavam logo após a chegada
Mais tarde, a família Schuster se estabeleceu no Travessão de Dois Irmãos RS, no Lote nº 3. Os trechos na carta do imigrante Johann F. Friedrich, vizinho de Adam Schuster, que residia no Lote nº 5 no Travessão, descreve a vida na antiga colônia em 01/01/1832 (carta original extraída do livro dos 1000 anos de Mulfingen - 1980, pesquisado por Luis Alberto Friedrich, e a tradução foi feita por Mário Silfredo Klassmann em novembro/2002):
“...Depois da chegada a este país desconhecido, tivemos que ficar, por quatro meses, num lugar de encontro dos alemães chamado “Feitorim” (Feitoria) até recebermos a nossa propriedade. Recebi a minha terra na mata virgem, porque a terra livre já há muito tinha sido distribuída. A minha propriedade, contudo, fica apenas a meia hora de distância das terras da Província. Minha roça, igual a todos os alemães que habitam a grande floresta virgem, é toda coberta por mata, mas, apesar disso, fácil de nivelar e preparar para plantação. As árvores são derrubadas, a madeira seca pelo calor do sol é queimada, e logo se inicia a plantação. Minha propriedade, livre e incontestada, compreende 400 Morgen...” Obs1. do tradutor: em português morgo corresponde a 0,25 ha, ou seja, 50 por 50 metros. Obs.2 do tradutor: um morgo corresponde, assim como na Alemanha, a 160 varas (uma vara corresponde a uma braça ou 2,20 m). Assim, a propriedade do autor da carta era de 100 hectares.
“ ...O solo de mato é mais fértil e mais produtivo que o de campo e, nos primeiros 10 anos, não necessita de adubos nem correção. O milho (Welschkorn) e o feijão são os principais produtos, mas o centeio e o trigo produzem muito bem, além de batata inglesa duas vezes por ano, ervilha, lentilha, arroz e cana de açúcar, maçã e pêssegos. Quase todos os produtos agrícolas alemães se dão bem aqui, mas frutas de árvore como na Alemanha não se encontram aqui, a terra ainda não está preparada para elas. Com o vinho estão sendo feitas as primeiras tentativas. A criação de gado vacum é importante, dela se obtém manteiga e bastante dinheiro. Os porcos podem ser engordados excessivamente. A pecuária é o ramo principal da alimentação deste país. Desde que estou na minha colônia, 5 vacas e 5 terneiras além de terneiros e bois. No primeiro ano de estada aqui, nós recebemos, como qualquer outra família alemã, 8 vinténs por dia cada um, no segundo ano 4 vinténs por dia; 18 vinténs correspondem a um florim, 48 vinténs formam um Taler. Estes subsídios recebidos do Imperador nos foram de grande valia. Durante 10 anos estamos isentos de qualquer tributo e depois desse período os impostos representam muito pouco. Tranquilidade e paz é a nossa felicidade todo esse tempo. Trabalhar é obrigação de cada pessoa em qualquer lugar, se ela quiser ter sucesso honestamente. Todos os produtos da terra podem ser colocados facilmente e convertidos em dinheiro. Um clima saudável, ar puro, água limpa e saborosa temos aqui. Pelo Natal, temos o calor mais intenso, mas ele é bem tolerado; tudo verdeja e floresce durante o ano todo e duas colheitas (por ano) alegram os habitantes. Neve e gelo, como na Alemanha não temos aqui, pouco frio, às vezes geada noturna e muita chuva no inverno daqui nos meses de maio, junho, julho, agosto...”.
“... Adam Schuster, de Laibach, que é meu vizinho aqui, saúda muitíssimo seu irmão Michael Schuster em Mulfingen (município ao lado de Dörzbach)...”.
No mapa da antiga Colônia de São Leopoldo, as localizações da Feitoria Velha (abaixo) e do Travessão (acima), na antiga Linha ou Picada Dois Irmãos
Há dois documentos que comprovam a passagem dos Schuster pela Picada Verão (atualmente uma localidade de Sapiranga RS): o inventário de Franz Anton, falecido em 19/07/1846 no Travessão de Dois Irmãos, no qual consta que este possuía meio lote naquela localidade e o registro de casamento do filho de Andreas, Pedro Schuster, no qual consta que este teria nascido na Picada Verão.
Entre 1847 e 1849, foi realizado um recenseamento dos moradores das antigas colônias de São Leopoldo, mandado fazer pelo Diretor desta Colônia. Neste recenseamento, entre 1848 e 1849, obtivemos a informação de que as famílias dos filhos Andreas e Franz Anton moravam ao sul da então Picada Dois Irmãos, num local denominado de Travessão. As duas famílias habitavam a colônia de nº 3 deste lugar. Franz Anton já teria falecido, restando os filhos Johann (9 anos), Hubert (7 anos), Minna (ou Ermina, com 5 anos) e Henrique (3 anos), sua viúva Barbara Sausen (26 anos) a qual casou-se novamente com João Recktenwald (31 anos), lavrador, nascido em Oldenburg. Desta união nasceu a menina Barbara Recktenwald (1 ano).
Andreas, 35 anos, lavrador, vivia na outra metade do lote com a esposa Maria Anna Kossmann (26 anos), os filhos Carlos (Carl, com 10 anos), Pedro (8 anos), Ernesto (Ernst, com 4 anos), Huberto (Ruberti, com 3 anos) e Andreas (2 anos). Com estes dados, é dado quase como certo que o genearca-imigrante Adam Schuster, a esposa Anna Barbara Müller já seriam falecidos à época do recenseamento. Neste mesmo período, a filha destes imigrantes, Maria Anna Schuster, com 31 anos de idade, o marido João Baltazar Severin (42 anos), lavrador, e as filhas Anna (11 anos), Magdalena (9 anos), Maria (3 anos) e Catharina (6 meses) habitavam numa região chamada Campo Ocidental, que corresponde na atualidade aos territórios de Estância Velha e Portão. A outra filha de Adam, Catharina, casada com João José Fritsch, residia em São José do Hortêncio.
Mapa do recenseamento de 1849
Pelos registros, Adam e Anna Barbara tiveram 6 filhos, sendo que do sexto, Henrique, nascido no Brasil em 26/03/1828, na cidade de São Leopoldo, não se tem notícias, não sendo verdadeira a afirmação que circula de que o mesmo tenha se tornado evangélico e se fixado com a família em Lajeado RS. Este Henrique Schuster é outro imigrante, vindo ao Brasil em 1858. Os descendentes de Franz Anton tomaram posteriormente os rumos de Santa Cruz do Sul, além de outras cidades. Andreas, com a primeira esposa Maria Anna Kossmann e os filhos, após residir em Picada Verão e Dois Irmãos, estabeleceu-se na cidade de Harmonia. Maria Anna Schuster, com o esposo João Baltazar Severin (Sefferin) e seus filhos, registraram sua passagem por Estância Velha. Catharina Schuster, casada com João José Fritsch, residia com a família em São José do Hortêncio.
O FALECIMENTO DE ADAM SCHUSTER
Adam Schuster faleceu antes de 04/03/1847, data em que houve a venda de parte do lote recebido como herança pelo falecimento do mesmo, pela filha Anna Maria Schuster e o genro João Severin, sendo compradora a viúva Barbara Schuster, que correspondia à ¼ da colônia de nº 3, da Picada Travessão, em Dois Irmãos (Arquivo Público do RS, São Leopoldo, Livro de Transmissões/Notas, 1º Tabelionato, nº 1, fls. 25 verso e 26). Assim sendo, estima-se que Adam Schuster tenha falecido no ano de 1847, em Dois Irmãos RS.
A viúva, Anna Barbara Müller Schuster faleceu no mesmo ano, entre as datas de 04/03/1847 e 01/07/1847, ou seja, entre a escrituração da venda do lote acima mencionada e de outra venda por parte da filha Catharina Schuster e do genro João Fritsch, de ¼ da colônia de nº 3, da Picada Travessão, para Andreas Schuster, irmão de Catharina, onde é mencionado que o vendedor João Fritsch recebera por herança do sogro e sogra, Adam Schuster e Barbara Müller (Arquivo Público do RS, São Leopoldo, Livro de Transmissões/Notas, 1º Tabelionato, nº 1, fls. 42 verso e 43). Então, Barbara Schuster faleceu realmente no ano de 1847, no referido período.
Ver a continuação: Família Schuster 2ª Parte – Ramo Andreas Schuster