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terça-feira, 9 de março de 2021

Família Baum - Estudos de Genealogia & História

 

Trata-se de um breve estudo de Genealogia e História da Família Baum, de cujo ancestral, Heinrich Baum, descende minha cunhada, esta que foi a primeira esposa de meu falecido irmão. O estudo resultou num interessante trabalho, ainda que, infelizmente, não me tenha sido possível, por causa da pandemia, ir até o local onde a família residiu no passado, nem procurar as lápides dos ancestrais imigrantes. Dedico este trabalho aos descendentes da Família Baum, que imigraram no Brasil, na segunda década do Século XIX.


O IMIGRANTE HEINRICH BAUM

Heinrich Ludwig Baum nasceu na Alemanha em 30/07/1785, no município de Ober Kostenz, localizado no distrito de Rhein-Hunsrück, no Estado da Renânia-Palatinado. Era filho de Johann Adam Baum e Maria Elisabeth Ochs, membros de uma família de confissão luterana. Ober Kostenz é um município principalmente voltado para a agricultura e o artesanato, porém Heinrich seguiu a profissão de Mestre de Escola, dedicando-se também ao canto, nos ofícios religiosos de sua igreja.


Panorama de Ober Kostenz – Foto: Wikipedia


Heinrich casou-se por volta de 1808, provavelmente em Ober Kostenz, com Maria Elisabeth Weirich, nascida em 24/05/1788, em Todenroth na Renânia-Palatinado, filha de Johann Nicolaus Weirich e Anna Elisabeth Lauf. O casal teve pelo menos sete filhos, três destes nascidos em Ober Kostenz, dois provavelmente no Ducado de Oldemburgo (Oldenburg), e dois em território brasileiro. A listagem de passageiros do navio Argus no qual partiram revela que a família Baum residia no Ducado de Oldemburgo, um antigo estado germânico, que se situava na desembocadura do Rio Weser, no atual estado da Baixa Saxônia, porém a cidade de residência não foi possível precisar. Uma hipótese é a de que residissem na própria capital do Ducado, a cidade de Oldemburgo e, provavelmente, tenham ido lá morar depois de 1812. Há, ainda, a hipótese de que residissem na pequena possessão do Ducado, do lado esquerdo do Reno – Birkenfeld – Land, sendo que esta pertence na atualidade ao Estado alemão da Renânia-Palatinado.

Nota da Pesquisadora: os dados acima foram pesquisados nos Familienbücher evangélicos de Ober Kostenz e Todenroch, contrariando o que se encontra publicado em alguns livros e sites, provavelmente por falta de acesso dos pesquisadores às fontes primárias, o que exigiria um estudo e um conhecimento mais amplos. As importantes informações foram-me fornecidas pelo genealogista alemão Dieter Loyo.


A VIAGEM PARA O BRASIL

No ano de 1823, a família Baum decidiu emigrar para o Brasil, que acenava aos imigrantes com um futuro promissor, oferecendo lotes de terras e incentivos para o trabalho na agricultura. Graças à proximidade de Oldemburgo com o porto de Bremen, Bremenhaven, depois dos trâmites legais, a família Baum, zarpou deste porto até o local de partida do veleiro Argus, no porto de Den Helder, uma cidade portuária dos Países Baixos, situada no extremo da península da Holanda do Norte.

Providencialmente, o operador de navio Conrad Meyer elaborou as listagens de passageiros do Argus, além de descrever as situações ocorridas dentro do veleiro durante a viagem. Na primeira listagem, que englobava os emigrantes que pagaram as passagens integralmente, consta no nº 31 Henrich (escrito ‘Henri’) Baum, lavrador, chefe de uma família composta por cinco pessoas, incluindo-se a esposa Maria Elisabeth e os filhos Maria Elisabeth, Maria Catharina e Johann Wilhelm. Os filhos Johann Mattias e Elisabeth Margaretha haviam falecido poucos anos antes na cidade de origem. Além disso, constou como proveniência da família o Ducado de Oldemburgo, onde residiam. Os emigrantes da referida listagem estavam destinados às colônias a eles reservadas no Brasil, sendo que a maioria deles era formada por agricultores, os quais trouxeram na viagem os apetrechos necessários às lides da agricultura. Além destes, havia colonos de outras profissões, como as de moleiro, alfaiate, carpinteiro, sapateiro, vidraceiro, etc. 

O veleiro Argus era comandado pelos capitães B. Ehlers e Peter Zinkque, o qual partiu de Amsterdã, através do porto de Den Helder, na data de 27/07/1823. Este seria o começo de uma longa e penosa viagem, que envolveu inicialmente uma forte tempestade, que ocasionou a perda do mastro principal. Depois deste acidente, o veleiro foi obrigado a atracar no porto de Texel, na Holanda, para a realização de reformas. Nesta ocasião, alguns passageiros chegaram a desistir da viagem com medo de novos incidentes. Em 10 de setembro, o Argus seguiu viagem, mas uma nova tempestade obrigou o veleiro a ancorar na Ilha de Wight. Depois de mais algum tempo de navegação, um furacão o fez atracar num porto da província de Biscaia, na Espanha. Seguiram-se outras tempestades, até que ancoraram com segurança na Ilha de Tenerife, de onde finalmente partiram para o Brasil no dia 8 de novembro. 


Cartaz de anúncio do veleiro Argus, de bandeira holandesa, com capacidade total de 300 passageiros – Fonte: Argus Nesbitt & CO. Printers - Nacional Library of RJ


Depois de dois meses de navegação, o veleiro chegou ao Rio de Janeiro em 07/01/1824, trazendo 284 passageiros: 150 soldados para os batalhões alemães e 134 colonos, sob as ordens do comandante de transporte Conrad Meyer. Ao chegarem ao Brasil, foram alojados por três meses na Armação da Praia Grande, em Niterói RJ. Conforme o contrato existente com os imigrantes e o Major Schäffer, estes estavam destinados às colônias de Frankenthal e Leopoldina, na Província da Bahia, porém estas ainda não se encontravam em condições para recebê-los. Como alternativa (e sob protestos), os colonos alemães foram levados à colônia suíça de Nova Friburgo, ao norte do Rio de Janeiro, como tentativa de revitalizá-la, já que esta se encontrava em pleno declínio. Os subsídios seriam pagos por dois anos, e os imigrantes teriam a posse das terras abandonadas pelos suíços.



A Colônia Suíça de Nova Friburgo – Fonte: Raízes Suíças – Nova Friburgo - Facebook


A família Baum foi residir na casa de nº 69, localizada no Lote nº 102, em Macaé de Cima, localidade de Novo Friburgo. Na listagem ‘Controle dos colonos alemães chegados a esta colônia a 9 de maio de 1824, dia em que principiaram a vencer subsídios’, constam os nomes de Henrique (38 anos, casado, Mestre de Escola), a esposa Elisabeth (36 anos) e os filhos Catharina (4 anos) e João Guilherme (2 anos). Não consta o nome da filha Maria Elisabeth, porque, quando da chegada da família ao Rio de Janeiro, esta permaneceu na casa do negociante Cossen, para aprender o português, até o ano de 1825, seguindo depois para a casa dos pais em Nova Friburgo. Na mesma casa de nº 69, consta o nome da viúva Maria (Margarita) Daut como residente nesta, fato este que se pode traduzir numa adequação do número de casas com o número de pessoas existentes na colônia.


Trecho do Livro da Comunidade Luterana de Nova Friburgo, onde consta o nome de Heinrich ou Henrique Baum, morador do Lote nº 102, na casa nº 69, tendo a família quatro integrantes


Heinrich Baum exercia nestas terras as atividades de agricultura, porém, na chegada ao Brasil, ele havia se candidatado como professor de primeiras letras da escola alemã, sendo que tal pretensão foi indeferida pelo governo imperial, talvez por achar que o desenvolvimento cultural pudesse comprometer os interesses da colônia.

Há mais um fato interessante a ser mencionado. Heinrich pagou o valor total das passagens de toda a família, tendo requerido ao governo imperial o reembolso da quantia por ele despendida pela vinda ao Brasil no veleiro Argos, conforme consta no ofício do Ministro dos Negócios do Império, Visconde de São Leopoldo, ao Monsenhor Miranda pedindo a este o seu parecer. No Arquivo do Museu Imperial de Petrópolis, encontra-se outro documento que é a ‘Liste nº 1 des Emigrés Allemands qui ont payés les fraix de passage en entier’, onde consta o nome de Heinrich sob nº 31, como Laboureur (lavrador), do Grão Ducado de Oldemburgo, cuja família era composta por cinco pessoas: o casal e três filhos, que seriam Maria Elisabeth, Maria Catharina e Johann Wilhelm. O desfecho do pedido de devolução não é conhecido.


A COLÔNIA SUÍÇA DE NOVA FRIBURGO

A primeira colônia baseada na propriedade agrícola e no trabalho livre do imigrante estrangeiro e branco foi a de Nova Friburgo RS, formada por colonos suíços provenientes de sete cantões da Suíça. Fundada por D. João VI em 1819, a colônia deveria servir de exemplo tanto na agricultura, como na pecuária, visando principalmente a produção de leite e a de laticínios. A colônia, entretanto, fracassou por dois principais motivos: a topografia do terreno, por ser muito acidentada, não era apropriada para a agricultura, e a má escolha de emigrantes, pessoas estas que a própria Suíça desejava se livrar. Ocorreu, então, a evasão dos colonos suíços artífices para a capital, que facilmente progrediram, enquanto que outros se alistaram em batalhões de estrangeiros. Os que ficaram na colônia estavam destinados à miséria. Com esta situação, surgiu a idéia de recolonizar com imigrantes alemães, que seriam engajados pelo Major von Schaeffer.

A vila se dividia em 4 partes, à margem do Rio Bengala. Aos pés do Morro Queimado, à margem oeste, situava-se a Administração Colonial, onde habitavam o administrador e os funcionários portugueses. As habitações dos colonos eram distribuídas por três quarteirões, do outro lado do rio.


Colônia Suíça no Morro Queimado – J. J. Steinmann


Mas já nos primeiros tempos da esperada recolonização vieram as dificuldades, como a infertilidade do solo, a má distribuição dos lotes e a dificuldade de escoamento da produção, que acabaram levando à dispersão dos colonos insatisfeiros para outras localidades, os quais vendiam os seus lotes ou mesmo os abandonavam, o que levou ao enfraquecimento do núcleo inicial. A colônia, por fim, seria extinta em 1831.

Com a falta de progresso e de perspectiva da colônia de Nova Friburgo, os Baum, acompanhados de outros colonos, decidiram migrar para o Rio Grande do Sul. O embarque foi feito no bergantim Conceição Imperador, que havia sido contratado pelo Monsenhor Miranda no dia 24/10/1827, para trazê-los ao Rio Grande do Sul. O valor do frete correspondia a 12$000 por pessoa, pagos pelo governo, conforme acordo com o capitão da embarcação. O barco costeiro Conceição Imperador partiu do Rio de Janeiro em 12/11/1827. Os passageiros deste formaram a leva VII, dividida com outro costeiro, o brigue-escuna Dido. No ofício de 03/12/1827, do Monsenhor Miranda, este observa que Heinrich Baum, por ter feito parte da colônia de Nova Friburgo e já ter recebido nesta os subsídios pelo prazo de 2 anos, deveria somente receber terras, na proporção dos demais colonos (Avisos de Governo, AHRGS). O navio chegou a Porto Alegre na véspera de 16/12/1827, sendo que, nesta última data, chegaram a São Leopoldo.

A listagem do bergantim Conceição Imperador englobava 53 famílias e 16 avulsos de um total de 17, pois um destes não embarcou. A família Baum encontra-se no nº 53 da primeira listagem, composta por 4 integrantes. Observa-se que se trata do casal e das duas filhas, deduzindo-se que o filho Johann Wilhelm deve ter falecido, ou no Rio de Janeiro, ou durante a viagem para o Rio Grande do Sul.

Chegando ao Rio Grande do Sul, os Baum se estabeleceram no Lote nº 30, no lado Leste, da antiga Linha ou Picada Dois Irmãos. O lote correspondia a duas partes de uma colônia, medindo 56 braças de frente e 1.600 braças de fundos, o que equivale a 43,37 hectares de área. O lote foi avaliado em 700 mil réis, conforme constou no inventário de Heinrich Baum.


Localização do Lote nº 30, Leste na antiga Picada Dois Irmãos: Mapas de Colônias Alemãs e Italianas no Rio Grande do Sul, por Otávio Boni Licht e Colaboradores, Instituto de Informática da UFRGS


Passaram-se cerca de oito anos, findo os quais sobreveio a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, período compreendido entre 20/09/1835 e 01/03/1845. Esta revolução de caráter republicano era contrária ao governo imperial brasileiro, na medida em que os revoltosos buscavam uma maior autonomia para as províncias, com menos impostos e maior competitividade no mercado externo, especialmente para o couro e o charque, que eram os produtos mais importantes da economia do Rio Grande do Sul, na época chamada de Província de São Pedro.


Carga de Cavalaria Farroupilha de Guilherme Litran – Acervo do Museu Júlio de Castilhos – Porto Alegre RS


Heinrich Baum manteve-se ao lado da causa rio-grandense e, por conseqüência, sofreu represálias por parte do governo local. O desfecho desta complicada situação teve como resultado a sua deportação da Província. Juntamente com outros desafortunados alemães, Augusto Neudorff, Johann Müller e Ernest Beck, estes foram enviados ao Rio de Janeiro, lá chegando em 08/06/1837, como passageiros do patacho União (Jornal do Comércio RJ, Movimento do Porto, 09/06/1837, Ed. 126. Fonte: Hemeroteca do Arquivo Nacional).


Barco semelhante ao Patacho União, um tipo de barco à vela de dois mastros, tendo na proa uma vela redonda e, na popa, uma do tipo latina, sendo que o patacho começou a ser utilizado no final do século XVI


O FALECIMENTO DE HEINRICH BAUM

A próxima informação que se tem notícia sobre Heinrich Baum é a do seu inventário, tendo sido inventariante a viúva Maria Elisabeth. Esta compareceu ao Cartório em 03/02/1847, na Vila de São Leopoldo, tendo declarado que o seu marido havia falecido há 9 anos (1837 ou 1838), porém, em determinada parte do processo, declara que o mesmo faleceu no ano de 1839. Apresentou-se com inventariante dos bens deixados pelo ‘de cujos’ e solicitou a partilha destes entre ela e os herdeiros Maria Catharina, Maria Elisabeth, esta já falecida e com descendência, e o filho mais jovem, Martin, sendo que Henrique Baum não havia deixado testamento conhecido. A data real do falecimento deste não consta nos autos do processo, embora no Termo de Julgamento conste que "declara-se o dia, mês e ano em que seu marido tinha falecido". Foi advogado no inventário o Barão Hubert Von Schlabrendorff. O único bem a ser partilhado era o Lote nº 30, Leste, da Picada Dois Irmãos.

Aqui cabe uma reflexão sobre o local onde teria falecido Heinrich Baum. Teria ele voltado ao Rio Grande do Sul, ainda no curso da Guerra dos Farrapos, que somente findaria em 1845, tendo falecido em algum conflito? Teria ele falecido no Rio de Janeiro? A busca por estas respostas resultaram frustradas. Esta pesquisadora entrou em contato com a Igreja Evangélica Luterana do Rio de Janeiro, que fez uma busca nos óbitos de 1837 a 1839, não sendo encontrado nenhum registro com o nome de Heinrich Baum. Da mesma forma, foi feito contato com a Igreja Evangélica Luterana de Nova Friburgo, a qual indicou fazer a busca no site da Fundação D. João VI, sendo que, nos seus registros de óbitos, o nome de Heinrich não consta. Nos registros evangélicos de São Leopoldo, ele também não aparece, mas os registros de Dois Irmãos da época foram perdidos, não sendo possível esclarecer definitivamente a dúvida. Assim, permanece o mistério sobre os locais de morte e de sepultamento de Heinrich, até que surja algum dado ainda não conhecido e devidamente explorado.

Anteriormente ao inventário, a viúva Maria Elisabeth Weirich casou-se em segundas núpcias com o viúvo Johann Christoph Müller (*22/04/1793 Güstrow, Mecklemburgo, Pomerânia Ocidental/+09/01/1853 Dois Irmãos RS), na data de 15/05/1845, na Igreja Evangélica de Dois Irmãos, não tendo o casal tido filhos. No ano de 1847, segundo o inventário, Maria Elisabeth já residia na Vila de São Leopoldo, sendo corroborado pelo recenseamento de 1847-1849, na Colônia de São Leopoldo, onde aparecem residindo no 3º quarteirão da Vila os evangélicos Maria Elisabeth, o esposo Johann (João) Müller e o filho Martin Baum (João Henrique Frederico Martin Baum).

Em 10/03/1847, João Müller e Maria Elisabeth venderam a Carlos Arnd um terço do Lote nº 30 na Picada Dois Irmãos, com 33 braças de frente por 1.600 braças de fundos, pelo valor de 600 mil réis, sendo este havido por meação, que lhes coube no inventário pelo falecimento de Henrique Baum, marido e antecessor deles vendedores (Arquivo Público do RS, São Leopoldo, Livro de Transmissões/Notas, 1º Tabelionato, nº 1, fl. 27). Segundo o recenseamento da Colônia de São Leopoldo, o comprador Carlos Arnd, evangélico, brasileiro, era seleiro, residindo na colônia nº 30 com sua mulher Elisa (ou Elisabeth) e a filha Margarida, também evangélicas.

Maria Elisabeth faleceu na data de 09/07/1851 e Johann Christoph em 09/01/1853, em Dois Irmãos, segundo informações não confirmadas quanto à precisão do local.


OS FILHOS DO CASAL HEINRICH BAUM E MARIA ELISABETH WEIRICH

1-Johann Mattias Baum (*05/06/1809 Ober Kostenz, Renânia-Palatinado, Alemanha/+ Ober Kostenz, Renânia-Palatinado, Alemanha);


2-Maria Elisabeth Baum (*19/09/1810 Ober Kostenz, Renânia-Palatinado, Alemanha/+antes de 03/02/1847 Dois Irmãos RS), quando da chegada da família ao Rio de Janeiro, esta permaneceu na casa do negociante Cossen, para aprender o português, até o ano de 1825, seguindo depois para a casa dos pais em Nova Friburgo RJ. Casou-se com Johann Adam Haack (*18/10/1805 Lötzbeuren, Renânia-Palatinado, Alemanha/+22/02/1881 Campo Bom RS), pedreiro, evangélico, filho de Johann Philipp Haack e Maria Elisabeth Faller, na data de 16/11/1828, em São Leopoldo RS. O casal teve duas filhas: Anna Maria Haack (*1833 Dois Irmãos RS) e Anna Margarida Guilhermina Haack (*06/06/1836 Dois Irmãos RS). Residiram no Lote nº 2, Oeste, da Picada Dois Irmãos.

Em 25/02/1847, João Adão Haack vendeu a Jacob Lemmertz um terço do Lote nº 30 na Picada Dois Irmãos, que houve por herança de seu sogro Heinrich Baum, dividindo-se por um lado com Guilherme Matte e, pelo outro, com Conrado Herz, pela quantia de 400 mil réis (Arquivo Público do RS, São Leopoldo, Livro de Transmissões/Notas, 1º Tabelionato, nº 1, fls. 23 verso e 24). O comprador Jacob Lemmetz, evangélico, prussiano, era lavrador, passando a residir na colônia nº 30 com sua mulher Catharina e o filho Jorge, estes católicos, conforme o recenseamento realizado nas colônias de São Leopoldo e Mundo Novo entre 1847 e 1849.

Com a morte da esposa, Johann Adam casou-se em segundas núpcias com Anna Maria Koch em 18/07/1847, em Hamburgo Velho, tendo com ela o filho Christiano (*1847 Dois Irmãos RS). No recenseamento de 1847 da Colônia de São Leopoldo, aparecem os nomes do viúvo, da segunda esposa, das filhas Anna Maria e Anna Margarida e do filho Christian do segundo casamento de Johann, no Lote nº 2, Oeste, da Picada Dois Irmãos.

Os nomes das filhas órfãos de Maria Elisabeth aparecem na abertura do inventário de Henrique Baum como Maria Catharina e Anna Catharina, menores de idade; porém, numa petição posterior ao juiz por parte de Martim Baum (João Henrique Frederico Martin Baum), posto que ele havia sido nomeado tutor das mesmas, este pede a descontinuidade da tutela em favor do pai destas, João Haack, constando no documento os nomes corretos de Anna Maria, que havia se casado com Adão Becker em 09/09/1851, e da órfão Margarida Guilhermina.


3-Elisabeth Margaretha Baum (*22/11/1812 Ober Kostenz, Renânia-Palatinado, Alemanha/+04/12/1813 Ober Kostenz, Renânia-Palatinado, Alemanha);


4-Maria Catharina Baum (*c. 1820 Ducado de Oldemburgo, Alemanha/+após 1847 RS) veio com os pais ao Rio Grande do Sul. A idade aproximada tem por base o 'Controle dos colonos alemães chegados a esta colônia a 9 de maio de 1824, dia em que principiaram a vencer subsídios', de Nova Friburgo. Seu nome aparece no inventário do pai Heinrich, como solteira e ausente. Sua mãe revela estar ‘em lugar incerto do Império brasileiro’. De sua parte da herança, não se sabe o destino. Sem mais notícias;


5-Johann Wilhelm Baum (*c. 1822 Ducado de Oldemburgo, Alemanha/+entre 09/05/1824 e 1827 Brasil). A idade aproximada tem por base o 'Controle dos colonos alemães chegados a esta colônia a 9 de maio de 1824, dia em que principiaram a vencer subsídios', de Nova Friburgo. Falecido antes da imigração dos pais ao Rio Grande do Sul. A única notícia é a de que constava da listagem da colônia de Nova Friburgo RS, aos 2 anos de idade, conforme a fonte citada acima;


6-Johann Nicolaus Baum (*17/03/1826 Nova Friburgo RJ/+antes 1827 Brasil – Registros de Batismos da Igreja Evangélica Luterana de Nova Friburgo, Livro A, Ano 1826). Faleceu antes da imigração dos pais no Rio Grande do Sul;


Registro de Batismo de Johann Nicolaus Baum na Igreja Evangélica Luterana de Nova Friburgo


7-João Henrique Frederico Martin Baum (*11/02/1831 Dois Irmãos RS - Registros de Batismos Evangélicos de São Leopoldo Livro nº 1B, nº 9) /+31/12/1892 Mariana Pimentel RS), conhecido como Martin Baum, residia em 1849, aos 18 anos, no 3º quarteirão da antiga Vila de São Leopoldo, juntamente com sua mãe e padrasto, conforme consta no recenseamento deste mesmo ano, onde figuram os evangélicos João Müller (nº 110), Elisabeth (esposa, nº 111) e Martin Baum (nº 112). Após a morte da mãe, depois de ter perdido o pai e os irmãos, estando desaparecida a que seria a única irmã viva, resolveu constituir família, casando-se com Maria Julianne Koch (*1830 Alemanha/+13/03/1914 Barra do Ribeiro RS), filha de Heinrich e Julianne Koch, na data de 03/11/1852 (Registros de Casamentos Evangélicos de Hamburgo Velho Livro nº 1), em Hamburgo Velho, atual bairro de Novo Hamburgo RS. O casal teve 9 filhos conhecidos.

Após o casamento, o casal decidiu residir em Walachai, Morro Reuter RS, conforme registro do filho Pedro Nicolau (*12/09/1853), conhecido apenas como Nicolau. Após, os Baum foram residir na Picada Herval, atual Santa Maria do Herval RS, fundada a partir de 1853, conforme registro de batismo do filho Jacob Frederico (*03/12/1855), além de lá terem ocorrido os nascimentos dos filhos Luísa Emília (*15/05/1858), Guilherme (*06/06/1860), Guilhermina (*26/05/1862), Carlos (*11/08/1864) e Henrique (*14/01/1867). Possivelmente, também tenham lá nascido as filhas Mathilde Christina (*c. 1869), cujos registros de nascimento e batismo não foram encontrados, e Anna Francisca Eugenia (*12/01/1874), batizada somente em 1893, na Capela da Colônia de Mariana Pimentel, por imposição do casamento religioso desta, realizado neste mesmo ano, na Igreja Matriz de Guaíba RS. Martin Baum desempenhava as lides da agricultura, assim como sua esposa Maria Julianne.


A MUDANÇA PARA A COLÔNIA DE MARIANA PIMENTEL 

A chegada dos primeiros imigrantes alemães e italianos em Mariana Pimentel teve início no ano de 1888, tendo sido encerrada a demarcação de lotes coloniais no mês de outubro do referido ano, quando ali chegaram 118 italianos, 2 alemães e 3 belgas. A colônia havia sido dividida em 7 linhas: Linha José Evaristo, Linha Alves, Linha Flores, Linha Azevedo, Linha Saint Brisson, Linha Vasques e Linha Vitorino Monteiro. Cada lote destas linhas possuía 25 hectares, o que corresponde a 150 m de frente por 1.666 m de fundo. A sede urbana de Mariana Pimentel, chamada de Vila Bela, totalizando 75 hectares, possuía um traçado formado por ruas, que remete ao formato de um tabuleiro de xadrez. Lá se encontravam as principais edificações, como a da Capela e futura Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, e onde foi construída, posteriormente, a Praça 15 de Novembro.

O período de 1888 a 1892 representou o auge da chegada dos alemães à Colônia de Mariana Pimentel, totalizando o número total de 251 até o último ano, conforme o levantamento da Comissão de Terras e Colonização no Município de São Jerônimo em dezembro de 1892. Foi durante este período que João Henrique Frederico Martin Baum, conhecido como Martin Baum, estabeleceu-se em Mariana Pimentel, mas, infelizmente, por pouco tempo, dado que este veio a falecer em 1892.


Mapa da Colônia Mariana Pimentel – Fonte: Bongiovanni/Tremea – raízes resgatadas

 
Conforme a informação obtida através dos registros civis da família, a viúva de Martin Baum, Maria Julianne Koch, residia no Lote nº 37 da Linha Vitorino Monteiro em Mariana Pimentel. Porém, esta pesquisadora acredita que a família morasse inicialmente em Boqueirão, onde Martin foi sepultado.


Mapa da Linha Victorino Monteiro, onde residiam Martin Baum e a família no Lote nº 37


Os imigrantes, com destino a Mariana Pimentel, começaram a longa jornada através de duas prováveis maneiras: ou teriam subido em barcos o rio Jacuí até a cidade de São Jerônimo e, de lá, seguiram à colônia em carroções puxados por bois ou usando burros carregados de balaios, depois abrindo picadas pelas zonas atuais de Terra Dura e Boqueirão, ou teriam chegado a São Jerônimo, alcançando depois a Colônia de Barão do Triunfo, até o lado oeste de Mariana Pimentel. Há, ainda, uma terceira hipótese, a de que teriam chegado através de Barra do Ribeiro, vindos pelo lado leste.

No caso dos Baum, há mais uma particularidade interessante: os casamentos dos filhos Guilherme e Luisa Emília foram realizados na Igreja Matriz de Guaíba (antiga Pedras Brancas), em julho e setembro de 1887, respectivamente. Isto significa que a família já se encontrava na região, antes de tomarem posse do lote em 1888. Como no referido ano chegaram apenas dois alemães na colônia, deduz-se que Martin Baum tenha se radicado neste mesmo ano com a sua família. A esposa Maria Julianne, segundo consta, também seria alemã, o que pode ser interpretado como a segunda pessoa alemã em 1888, porém, há a hipótese de que os dois alemães tenham sido classificados como chefes de família no censo realizado e, portanto, tratava-se de outro alemão. Na análise feita, levou-se também em consideração o fato de que alguns dos registros de nascimentos de descendentes dos Baum foram feitos tardiamente no cartório de Mariana Pimentel, sendo que nestes foram declarados nascimentos ocorridos desde o ano de 1880, o que é inverossímil! Assim sendo, estes registros devem ser considerados com cautela.

Depois da chegada dos imigrantes à colônia, estes eram alojados num barracão, que se localizava próximo à ponte de entrada, situada à margem do arroio. Próximo a este local, foi levantada uma cruz de madeira, como símbolo do cristianismo. No barracão, os imigrantes aguardavam as provisões prometidas pelo Governo, as quais eram enviadas através de um fazendeiro da região. Mesmo assim, a alimentação era escassa e a fome rondava os imigrantes. Quando estes descobriram que havia desvio destas provisões, os mesmos incendiaram o barracão, pondo um final na irregularidade. 

Em que pese haver promessas de ajuda por parte do governo, houve muitas dificuldades na colonização de Mariana Pimentel, como por exemplo, a dificuldade de acesso às linhas, pela existência de inúmeras pedreiras, que dificultavam o trânsito de pessoas e da produção destas e a precária comunicação terrestre, dificultada nos períodos de cheias. Estes e outros problemas levaram à estagnação da colônia, assim como das demais que, na época, faziam parte das Colônias da Serra do Herval. Administrativamente, Mariana Pimentel foi elevada à condição de 8º distrito de Porto Alegre no ano de 1896, a 9ª distrito em 1915 e a 11º distrito em 1926. Com a criação do Município de Guaíba, neste mesmo ano, Mariana Pimentel passou à condição de 3º distrito deste, depois a 2º distrito em 1990, emancipando-se, por fim, em 1992.


O FALECIMENTO DE MARTIN BAUM

Martin Baum faleceu às 17 horas do dia 31/12/1892, aos 61 anos de idade, em sua residência, em Mariana Pimentel, sem assistência médica, por não haver médico naquele lugar, sendo a morte ocasionada pelo tifo. Este foi sepultado no Cemitério de Boqueirão, na mesma cidade. O falecimento da esposa Maria Julianne Koch ocorreu em 13/03/1914, às 8 horas, aos 84 anos de idade, na casa do filho Guilherme, o qual residia em Potreiro Grande, em Barra do Ribeiro RS, tendo como causa mortis hidropisia, o que pode sugerir uma insuficiência cardíaca congestiva. Maria Julianne foi sepultada no Cemitério Público de Mariana Pimentel.

As informações levantadas sobre ela ao longo da pesquisa com base nos registros são as seguintes: residiu em Guaíba, antiga Pedras Brancas (1893); idem, no Lote nº 37 da Linha Victorino Monteiro em Mariana Pimentel (1897); idem, no Lote nº 39 da Linha Saint Brisson (1902); idem, em Taquara RS (1908); residindo finalmente em Barra do Ribeiro RS, antigo 7º distrito da Capital Porto Alegre (1910 a 1912).


Assinatura de Maria Julianne Koch Baum 


DESCENDENTES DE MARTIN BAUM E MARIA JULIANNE KOCH

7.1. Nicolau Baum – Nasceu em 12/09/1853 em Walachai, atual distrito de Morro Reuter RS, tendo sido batizado na Igreja Evangélica como Peter Nicolaus Baum, na data de 17/09/1853 (Registros de Batismos Evangélicos de Dois Irmãos Livro 1A). Segundo consta em registros de seus descendentes, Nicolau casou-se com Joanna Felisbina Trentini (*RS/+18/06/1902 Mariana Pimentel RS), filha de Giuseppe Trentini e Maria Margaretha Ohlweiler, na data de 19/01/1880, na Igreja Protestante de Porto Alegre.


Assinatura de Nicolau Baum


O casal de agricultores teve 10 filhos, sendo que, no nascimento do último filho, Arnaldo Baum, ocorrido em 18/06/1902, Joana Felisbina faleceu durante o parto, sendo sepultada no Cemitério de Mariana Pimentel (CRCPN Mariana Pimentel, Livro Registro de Óbitos L-1, nº 36, fls. 116 verso e 117).

Nicolau alega ter batizado os filhos no devido tempo, antes da criação da Lei do Registro Civil, mas o pastor não lhe havia fornecido as certidões de batismo. Por este motivo, registrou os filhos tardiamente no Cartório de Mariana Pimentel, resultando na existência de quatro registros de filhos nascidos anteriormente à existência da própria Colônia Mariana Pimentel. Assim sendo, os locais reais de nascimentos, do ponto de vista histórico, ficaram indefinidos.

Como membro atuante dentro da Igreja Protestante, Nicolau fez parte da Diretoria da Comunidade Evangélica Alemã da Costa da Serra, no Município de Montenegro, conforme consta no Jornal A Federação do ano de 1910 (Edição nº 74 - Hemeroteca do Arquivo Nacional).

Conforme o inventário da esposa Joanna Felisbina, a família possuía como bens o Lote nº 41 da Linha Saint Brisson, com 250.000 m², comprada por título de propriedade do Governo em 13/02/1899; uma casa de moradia e um galpão no mesmo lote; meio lote de terras do Lote nº 41 B, com 125.000 m², comprado do Governo, recebendo deste o título definitivo em 27/10/1902. Além destes bens, possuíam um cavalo, objetos e utensílios de cozinha e instrumentos agrícolas (Arquivo Público do RS, Inventários, Órfãos e Ausentes, Nº 34, Ano 1906, Município: Porto Alegre, Distrito Mariana Pimentel).

Após a morte da esposa, os registros revelam que Nicolau Baum residiu na Linha Dr. Flores (1907), na Linha Azevedo (1909), no 6º distrito de Porto Alegre, Belém Novo (1910), novamente em Mariana Pimentel (1912 a 1926), no município de Porto Alegre (1926) e, finalmente, em Cerro Grande do Sul (1927).

Nicolau Baum faleceu, aos 75 anos de idade, de câncer de estômago, em 13/03/1929, na casa de seu filho Fernando, em Cerro Grande do Sul (CRCPN Cerro Grande do Sul, Livro Registro de Óbitos C-1, nº 12, fl. 42 e verso). Foi sepultado no Cemitério de Brasino, neste Município. O casal teve os filhos:

7.1.1. Guilherme Baum Sobrinho (*18/12/1880 Mariana Pimentel RS/+Antes 1957 RS), agricultor, casou-se com Rosa Naibert (*18/02/1880 Mariana Pimentel RS/+07/04/1957 Mariana Pimentel RS), filha de João Ricardo Naibert Filho e Luísa Emília Baum, na data de 12/12/1900, em Mariana Pimentel. Eram agricultores e católicos. Residiram na referida cidade, nas Linhas Saint Brisson e Dr. Flores e, em Sentinela do Sul (antiga Dores de Camaquã, depois Vasconcelos, que pertenceu a Tapes), na localidade de Fortaleza. Tiveram 10 filhos: Leopoldina, Alexandrina, Manoel Antenor, Saturnina, Ernesto, Maria Joanna, Adão, Noë, Lorenzina, e Marcindo.

7.1.2. Emília Baum (*29/07/1882 Mariana Pimentel RS/+1941 RS), acatólica, casou-se com Melitino Bento da Silva (*1875 RS), filho de José Ricardo da Silva e Bibiana Bento, na data de 02/12/1901 em Mariana Pimentel. Eram agricultores. Residiram nesta cidade, por algum tempo. O único filho conhecido é Mario Bento da Silva, casado com a prima Idalina Baum, em Mariana Pimentel.

7.1.3. Fernando Baum (*21/05/1884 Mariana Pimentel RS/+30/08/1964 Cerro Grande do Sul RS), católico, agricultor, casou-se em primeiras núpcias com Alvira Brock (*08/11/1889 Colônia de Caxias do Sul RS/+20/05/1947 Porto Alegre RS), filha de Martin Brock e Luigia Brock, na data de 29/06/1908, em Mariana Pimentel. Casou-se em segundas núpcias com Raymunda Tavares Schimski (*04/08/1913 Cerro Grande do Sul RS), filha de Max Frederico Julio Schimski e Maria Julia Tavares, na data de 29/07/1949 em Barra do Ribeiro RS. Fernando Baum residiu com sua família no Lote nº 66 da Linha Saint Brisson em Mariana Pimentel, em Vasconcelos (que veio a se chamar Sentinela do Sul) e na Linha Morgante em Cerro Grande do Sul RS. Faleceu de problemas cardíacos, sendo sepultado no Cemitério de Brasino, nesta última cidade. Do primeiro casamento teve 13 filhos: Domingo Agostinho, Luiza Felisbina, Cesarina, Jacob, Alzira, Germano, Adão, Eva, Julia, Hollanda, Fernandes Martins, Álvaro, e Alvina. Do segundo casamento teve 2 filhas: Joana e Mafalda.

7.1.4. Rosa Baum (*09/04/1887 Mariana Pimentel RS/+25/06/1942 Cerro Grande do Sul RS) casou-se com o agricultor Eduardo Julio da Silveira (*c. 1879 RS), filho de Julio Henrique Ruis e Maria Francisca da Silveira, na data de 20/01/1902, em Mariana Pimentel, onde residiram. Mais tarde, o casal se mudou para Cerro Grande do Sul. Rosa Baum faleceu na casa do irmão Fernando, de causa ignorada e sem assistência médica. Foi sepultada no Cemitério de Dona Basília Teixeira de Carvalho, em Cerro Grande do Sul. O falecimento de Eduardo Julio não é conhecido. O casal não teve filhos.

7.1.5. Martim Baum (*10/07/1889 Mariana Pimentel RS/+12/08/1957 Cerro Grande do Sul RS), agricultor, casou-se com Luiza Buffi (*24/05/1900 RS/+28/07/1972 Tapes RS), filha de Boaventura Buffi e Maria Buffi, em Mariana Pimentel. Residiram em Tapes e em Cerro Grande do Sul. Martim Baum faleceu de morte natural e sem assistência médica, sendo sepultado no Cemitério de Brazino. Luiza Buffi faleceu de insuficiência cardíaca, no Hospital Nossa Senhora do Carmo. Foi sepultada no mesmo cemitério. O casal teve 6 filhos: Veledo, Celina, Mathilde, Albertina, Lourdes e Antonio Pedro.

7.1.6. Attilio Baum (*20/03/1892 Mariana Pimentel RS/+12/07/1974 Sentinela do Sul RS), agricultor, casou-se com Albertina Buffi (*12/06/1892 RS/+20/10/1975 Tapes RS), filha de Boaventura Buffi e Maria Buffi, na data de 01/05/1913, em Mariana Pimentel. Residiram na Serra do Douradilho, pertencente à Mariana Pimentel; após, em Tapes, Cerro Grande do Sul e em Sentinela do Sul (ex-distrito de Vasconcelos). Attilio Baum faleceu de morte natural, em seu domicílio, em Potreiro Grande, no referido distrito Foi sepultado no Cemitério de Brazino, em Cerro Grande do Sul. Albertina faleceu de insuficiência cardíaca, em Potreiro Grande, sendo sepultada no mesmo cemitério. O casal teve 6 filhos: Felício (Feliz), Pedro, Zeferino, João Felipe, Joana e Claudio.

7.1.7. Adolpho Baum (*12/09/1894 Mariana Pimentel RS/+01/06/1932 Cerro Grande do Sul RS), agricultor, casou-se com Maria Brock (*09/09/1894 Guaíba RS/+28/05/1977 Cerro Grande do Sul RS), filha de Martin Brock e Luigia Brock, na data de 17/06/1915, em Mariana Pimentel. Residiram em Tapes e em Cerro Grande do Sul. Adolpho Baum faleceu de tuberculose pulmonar, sendo sepultado no Cemitério de Brazino em Cerro Grande do Sul. Maria Brock faleceu de AVC e foi sepultada no mesmo cemitério. O casal teve 9 filhos: Joanna, Carlos, Luiz, Adelayde, Arlindo, José, Adolpho Filho, Olga e Selma.

7.1.8. Clementina Baum (*05/03/1897 Mariana Pimentel RS) casou-se com o agricultor Stanislau Goleinski (*24/01/1899 RS), filho de Wadislau Goleinski e Marianna Goleinski, na data de 04/09/1920, em Barra do Ribeiro RS. Sem mais notícias.

7.1.9. Reinaldo Baum (*30/09/1899 Mariana Pimentel RS), agricultor, casou-se com Mauricia Lopes Meirelles (*c. 1900 Tapes RS), filha de Francisco Lopes Meirelles e Francisca Mendes, na data de 15/07/1922, em Tapes RS. O único filho conhecido é Adão Baum, nascido em Cerro Grande do Sul RS. Residiram nas duas cidades citadas.

7.1.10. Arnaldo Baum (*18/06/1902 Mariana Pimentel RS/+01/03/1903 Mariana Pimentel RS).



7.2. Jacob Frederico Baum (*03/12/1855 Santa Maria do Herval RS/+Antes 1914 RS) foi batizado em 01/11/1856. Foram padrinhos os colonos Friedrich Closs e Jakob Augustin, as senhoras Margaretha Land e Maria Haack (Registros de Batismos Evangélicos de Dois Irmãos Livro 1A). Sem mais notícias.



7.3. Luísa Emília Baum (*15/05/1858 Santa Maria do Herval RS) foi batizada em 18/07/1858. Foram padrinhos os rapazes Matthias Hoch e Christoph Schneider, as senhoritas Luise Fries e Emilie Schüssler (Registros de Batismos Evangélicos de Dois Irmãos 1A). Casou-se na Igreja Católica, na Igreja Matriz de Guaíba RS, com o agricultor católico João Ricardo Naibert Filho (*20/08/1868 Guaíba RS/+22/07/1927 Barão do Triunfo RS), filho de João Ricardo Naibert e Maria Joaquina dos Santos, na data de 12/09/1877 (Cúria Porto Alegre, Guaíba, Livro Casamentos nº 2, fls. 45 verso e 46). Residiram no Lote nº 39 da Linha Saint Brisson em Mariana Pimentel RS e, mais tarde, em Barão do Triunfo RS. Não foi encontrado o registro de óbito de Luísa Emília. João Ricardo faleceu de morte natural em Barão do Triunfo, tendo sido sepultado no Cemitério de Sertão Santana RS. O casal teve 9 filhos: Rosa, Amália, Floriano, Narciso, Narcisa, Faustina, Artelina, Albertina e Eugenio.



7.4. Guilherme Baum (*06/06/1860 Santa Maria do Herval RS/+19/08/1936 Mariana Pimentel RS), agricultor, foi batizado em 05/08/1860. Foram padrinhos: o colono e tenente Wilhelm Blauth, o rapaz Wilhelm Hack, a senhora Adelheid Seidler e a senhorita Katharina Fischborn (Registros de Batismos Evangélicos de Dois Irmãos 1B). Casou-se na Igreja Católica, na Igreja Matriz de Guaíba RS, com Marphisa Bohnenberger (*12/12/1868 Guaíba RS/+25/02/1952 Barra do Ribeiro RS), filha de Jacob Bohnenberger e Maria Aldina das Neves, na data de 16/07/1887 (Cúria Porto Alegre, Guaíba, Livro Casamentos nº 2, fl. 45 verso). Residiram no nº 31 da Linha Saint Brisson em Mariana Pimentel, na Linha Victorino Monteiro e em Barra do Ribeiro RS. Recebeu o título definitivo do lote em Saint Brisson, Mariana Pimentel, o qual foi encaminhado em correspondência, com data de 06/06/1894, ao Chefe da Comissão de Terras em São Jerônimo, por parte de João Montaury Aguiar Leitão, Delegado (Fonte: Códice C-163 (1893-1894), AHRGS, nº 321, fl. 50).


Assinatura de Guilherme Baum


Guilherme Baum faleceu às 16 horas, em sua casa, na localidade de Potreiro Grande, em Mariana Pimentel, aos 76 anos de idade, de moléstia ignorada, sem assistência médica. Foi sepultado no Cemitério da Linha Saint Brisson. No registro de casamento do filho Eduardo, constou que falecera em ‘Cerro Negro’ (deve estar se referindo à Linha Alves) em Mariana Pimentel. Segundo o seu inventário, foram bens do espólio: uma carroça; uma pequena casa de tijolos e benfeitorias na Linha Victorino Monteiro; terras de cultura, onde se achava a casa, com 49 hectares; terras de cultura na mesma Linha com 4 hectares. Os imóveis foram comprados de Honorato Affonso Kroeff e sua mulher, Ottilia Kroeff, na data de 23/01/1901, com escritura lavrada em Barra do Ribeiro e transcrita no Cartório de Registro Geral de Porto Alegre (Arquivo Público do RS, Inventários (Arrolamento), Órfãos e Ausentes, Nº 166, M 5, E 41, Ano 1936, Município Guaíba). O casal teve 15 filhos: Ursulina, Fernando, Avelino, Arthur, Guilherme Filho, Eduardo, Ottilia, Julia, Agostinho, Etelvino, Idalina, Carlos, Maria Fermina, Clementino e uma natimorta, cujo parto foi em 1912.

Destaca-se aqui o filho Guilherme Baum Filho, nascido na data de 02/11/1892, em Mariana Pimentel RS (CRCPN Guaíba, Rio Grande do Sul, Livro Registro de Nascimentos L-2, nº 10, fls. 11 verso e 12), agricultor, casou-se com Rufina Rodrigues da Cunha (*26/04/1901 Mariana Pimentel RS), filha de Candido Rodrigues da Cunha e Mathilde Christina Baum, na data de 19/05/1917 em Mariana Pimentel (CRCPN Mariana Pimentel, Livro Registro de Casamentos B-3, nº 10, fl. 98 e verso). Residiram na Linha Victorino Monteiro em Mariana Pimentel. Não foram localizados os registros de óbito do casal. Tiveram 4 filhos: Alcides, Henrique, Luiz e Maria Magdalena. O filho Henrique Baum (*02/04/1921 Mariana Pimentel RS/+01/05/1972 Barra do Ribeiro RS), agricultor, casou-se com Verônica Maria Fasoli (*13/10/1913 Mariana Pimentel RS/+26/01/1964 Porto Alegre RS), filha de Giovanni Baptista Fasoli (*20/09/1874 Itália/+27/03/1942 RS) e Margarida Lazzarotti (*18/01/1887 Itália/+04/04/1964 Mariana Pimentel RS), na data de 07/04/1945, em Mariana Pimentel (CRCPN Mariana Pimentel, Livro Registro de Casamentos B-2, nº 55, fls. 142 a 143). O casal teve 6 filhos: Terezinha, Tarcísio, Roque, Inês, Elizabete Maria e Ivone Margarida.



7.5. Guilhermina Baum (*26/05/1862 Santa Maria do Herval RS/+22/04/1940 Guaíba RS), protestante, solteira, teve como companheiro Vasco Moreira da Silva. Residiu no Lote nº 29 da Linha Saint Brisson; após, na Linha Victorino Monteiro, depois em Potreiro Grande, localidade de Barra do Ribeiro RS, mais tarde em Guaíba RS. Guilhermina faleceu aos 77 anos, no lugar denominado Piriry, de tuberculose pulmonar, como indigente. Foi sepultada no Cemitério Público de Guaíba (CRCPN Guaíba, Rio Grande do Sul, Livro Registro de Óbitos C-5, nº 1.103, fl. 22). O casal teve 11 filhos: Anna Florentina, Maria Emília, Adolpho, Silvano, Adelina, Adelino, Quirino, Amélia, Pedro Alfredo, Carolina e Eugenia Carolina.



7.6. Carlos Baum (*11/08/1864 Santa Maria do Herbal RS/+Antes de 1914 RS) foi batizado em 18/09/1864. Foram padrinhos os colonos Karl Harres, e Karl Diesel, as senhoras Karoline Schüssler e Maria Kahl (Registros de Batismos Evangélicos de Dois Irmãos 1B). Sem mais notícias.



7.7. Henrique Baum (*14/01/1867 Santa Maria do Herval RS/+Antes de 1914 RS) foi batizado em 27/01/1867. Foram padrinhos os colonos Heinrich Peter Land e Heinrich Konrath, o rapaz Heinrich Becker, a senhorita Christina Schmidt, as senhoras Elisabetha Hoch e Agnesa Müller (Registros de Batismos Evangélicos de Dois Irmãos 1B). Sem mais notícias.



7.8. Mathilde Christina Baum (*c. 1869) casou-se com Cândido Rodrigues da Cunha (*RS/Antes de 1914 RS), filho de Francisco Rodrigues da Cunha e Maria de Jesus, na data de 04/02/1886, em Guaíba RS (Cúria Porto Alegre, Guaíba, Livro Casamentos nº 2, fl. 38). Residiram em Barra do Ribeiro e Mariana Pimentel. Tiveram pelo menos 4 filhos: Emília, Marfisa, Rufina e Jacob.



7.9. Anna Francisca Eugenia Baum (*12/01/1874 Mariana Pimentel RS/+19/07/1941 Sentinela do Sul RS) foi batizada em 18/02/1893 (Cúria Porto Alegre, Guaíba, Livro Batismos nº 8, fl. 15). Casou-se no civil com o comerciante Jacob (Giacomo) Pinzon (*29/06/1873 Itália/+17/08/1955 Sertão Santana RS), filho de Luigi Pinzon e Giacomina Rizzardo, na data de 02/12/1893, em Guaíba RS (CRCPN Guaíba, Livro Registro de Casamentos B-3, nº 38, fls. 61 verso e 62). O casamento religioso foi realizado na igreja católica da Freguesia de Nossa Senhora do Livramento das Pedras Brancas, posteriormente Guaíba, em 22/07/1894, na presença das testemunhas Jorge Ambos e Luiz Dideot. Residiram em Guaíba; após, no Lote nº 66 da Linha Saint Brisson em Mariana Pimentel. Na década de 1920, residiram em Emboaba, em Dores de Camaquã (depois chamada de Vasconcelos e, posteriormente, Sentinela do Sul).

Anna Francisca Eugenia faleceu de morte natural e sem assistência médica, na localidade de Emboaba, em Sentinela do Sul. Foi sepultada no Cemitério da Linha Victorino Monteiro em Mariana Pimentel (CRCPN Sentinela do Sul, Rio Grande do Sul, Livro Registro de Óbitos C-3, nº 903, fls. 53 verso e 54). Após a sua morte, Jacob casou-se novamente com Amabile Biasiabetti, filha de Giuseppe Biasiabetti e Angelica Elisabetha Turati, na data de 20/02/1943, em Sertão Santana RS. Jacob faleceu neste município em 17/08/1955, de apoplexia (AVC), sendo sepultado no cemitério desta cidade. Anna Francisca e Jacob tiveram 8 filhos: Agostinho, Cyrillo, Alvina, Trindade Vicentina, Adelayde Maria, Elvira, Olga e Margarida Fortunata.




Fontes de Pesquisa:

Familienbuch de Ober Kostenz – Igreja Evangélica;
Familienbuch de Todenroth – Igreja Evangélica;
Fundação D. João VI - Acervo Digital - Fundo da Igreja Luterana;
Hemeroteca do Arquivo Nacional – RJ
Mariana Pimentel – Patrimônio Natural, Histórico e Cultural – Autor: Valdivino Rodrigues da Silva;
Mapas de Colônias Alemãs e Italianas no Rio Grande do Sul – Otávio Boni Licht e Colaboradores, Instituto de Informática da UFRGS;
O Biênio 1824-1825 da Imigração Alemã no RS – Província de São Pedro – Autor: Carlos H. Hunsche;
O Quadriênio 1827 – 1830 da Imigração e Colonização Alemã no RS – Tomos I e II – Autores: Carlos H. Hunsche e Maria Astolfi
Os Alemães Pioneiros de Novo Friburgo chegados em 3 de maio de 1824 – Autor: Pastor Armindo Müller – Site da Fundação Dom João VI de Nova Friburgo;
Povoadores Alemães do RS 1847-1849 – Autor: Otavio Augusto Boni Licht
Raízes e crises do mundo caipira: o caso de Nova Friburgo, Tese de Doutorado de Jorge Miguel Mayer – Niterói, 2003.
Registros Civis do Site do Familysearch;
Registros Eclesiásticos Evangélicos de Nova Friburgo RJ;
Registros Eclesiásticos Evangélicos do Rio de Janeiro RJ;
Registros Eclesiásticos Evangélicos do RS;
Site A Voz da Serra – A chegada dos colonos à Vila de Nova Friburgo: A Imigração Alemã
Site Imigrantes Alemães em Nova Friburgo – Autor: Cesar Raibert Valverde;
Site Portal Luteranos;
Site do Wikipedia;
Vestígios suíços na história do Brasil – Autor: Carlos H. Oberacker Jr.


Agradecimentos:

Dieter Loyo, Genealogista – Rio de Janeiro
Gaspar Henrique Stemmer, Genealogista – Rio Grande do Sul






terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Família Kossmann - Obituários - Ramo Anton Kossmann


IMIGRANTE ANTON KOSSMANN E ESPOSA MARIA ANNA RECKTENWALD

SUB-RAMO CHRISTINA KOSSMANN E ÂNGELO TIECHER


Texto extraído da coluna ‘Descansam no Senhor!’, uma publicação do Jornal ‘Correio Riograndense’, de Caxias do Sul, na data de 24/08/1966, tendo como fonte de busca a Hemeroteca do Arquivo Nacional, no qual é relatado o falecimento de Ângelo Tiecher, filho de Luiz Tiecher e Adele Fachini, neto de Christina Kossmann e Ângelo Tiecher e bisneto dos imigrantes Anton Kossmann e Maria Anna Recktenwald.


+ DOM CARLOS – Município de Ponte Serrada – Vitimado por acidente de Jeep em Vargeão, Santa Catarina, faleceu o Sr.





















ÂNGELO TIECHER

A vítima de acidente era filho dos falecidos Luiz Tiecher e Adele Fachini e nascido em Jacarezinho, Município de Encantado (1), aos 4 de maio de 1906, Estado do Rio Grande do Sul. Casou-se em Putinga, no mesmo Município e Estado, aos 24/02/1926, com a já falecida Dominga Grassi em 02/11/1950. Em 1937 transferiu sua residência para Vargeão, no Estado de Santa Catarina, onde ficou até 1946, data em que se transferiu para o interior da mesma paróquia de Vargeão, no local denominado Santa Catarina. Na Paróquia de Vargeão, ele foi sócio fundador da mesma, serrou de graça toda a madeira da Igreja Matriz, que atualmente foi substituída por uma de material e as madeiras da Escola local. Na Capela de Santa Catarina, com poucas famílias, foi fundador e fabriqueiro da mesma Capela. Foi ali que a cruel morte ceifou a vida de sua esposa, Dona Dominga Grassi em 02/11/1950. No ano seguinte, contraiu novo matrimônio com Dona Luiza Grassi, irmã da primeira esposa. Não teve filhos deste matrimônio, sendo que da primeira possui 9 filhos vivos, sendo 6 casados e 3 solteiros. Em 1954 transferiu sua residência para a localidade de Dom Carlos, hoje Município de Ponte Serrada, Estado de Santa Catarina e Paróquia de Coronel Passos, Diocese de Lages. Ali foi fabriqueiro por duas vezes e um ano exerceu a difícil tarefa de Inspetor da Polícia.

Tranquilamente vivia Ângelo Tiecher naquela localidade, cuidando seus compromissos de agricultor e pai de família, dando a educação necessária aos seus filhos. Tinha ele, com suas parcas economias, conseguido comprar seu Jeep Willys Overland do Brasil, para as suas caminhadas e até às vezes socorrer os necessitados e, principalmente, em casos de doenças poder levar os mesmos para o recurso. Na madrugada de 15 de junho deste ano (1966), por insistência do casal André Battisti, aceitou de levar o mesmo casal, mais sua filha Irma e ainda Pedrinho Gugel à cidade de Vargeão, a fim de tomarem o ônibus, para irem assistir à cerimônia de vestição religiosa de sua filha Leonilda na Ordem das Carmelitas em Caravagio, Farroupilha, Estado do Rio Grande do Sul. Chegando à cidade de Vargeão e, como o ônibus não chegara ali, se viram na contingência de continuar a viagem com o veículo do acidentado, para tomarem o ônibus em outra localidade, Faxinal dos Guedes ou Xanxerê. Ao sair para a Estrada Municipal de Vargeão para a BR-36, desabou terrível vendaval, temporal e escuridão, sendo que o Sr. Ângelo Tiecher não conseguiu mais dominar o veículo e ainda mais com a estrada muito lisa, o mesmo foi tombar num aterro de uns quatro metros, o que causou a morte instantânea de Irma Battisti (2), e ainda após alguns minutos, a morte de Ângelo Tiecher. Seriam 6,30 horas da manhã. Assim acabou no sinistro a vida deste assíduo assinante do Correio Riograndense. Por vinte anos foi assinante do mesmo jornal, sendo que por quatro anos foi Agente do mesmo, fazendo, pois, a campanha em prol do mesmo. Ainda um mês antes do acidente, o mesmo havia recebido a Santa Comunhão na Capela de Dom Carlos.

A viúva e os nove filhos profundamente entristecidos pelo tão trágico e doloroso transe vem por intermédio desta agradecer profundamente ao Revmo. Padre João Bottero, Vigário da Paróquia, as consoladoras palavras pronunciadas por ocasião da missa de corpo presente. Ainda agradecem às autoridades do Município de Vargeão e demais pessoas ali residentes de sua relação de amizades, que prontamente atenderam ao pedido de socorro e não mediram esforços para que as vítimas do desastre fossem conduzidas às suas residências, bem como aos recursos. Agradecem também aos cantores da Capela de Santa Catarina e, enfim, a todas as pessoas que levaram as suas condolências e que de qualquer forma contribuíram e acompanharam o ente querido à sua última morada.

A família enlutada mandou celebrar as Missas Gregorianas. Paz à sua alma. 



(1) - Ângelo Tiecher nasceu na data de 04/05/1906, na casa dos pais, na Picada Arroio das Pedras, nome antigo do Município de Nova Bréscia RS.

(2) - Irma Battisti nasceu em 16/03/1944 em Dom Carlos, Município de Ponte Serrada SC, sendo filha de André Battisti e Judite Antoniazzi, agricultores, naturais do Rio Grande do Sul. Os pais de Irma e Pedro Gugel sofreram ferimentos leves no acidente.





sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Família Schmitz (Philipp) - Álbum de Família - Ramo Carlos Schmitz

RAMO CARLOS SCHMITZ - FILHO DOS IMIGRANTES PHILIPP SCHMITZ E SUSANNA ROHR – CASADO COM MARIA THERESA ARENDT

SUB-RAMO HENRIQUE SCHMITZ CASADO COM CAROLINA BÖHM


Família de João Reinaldo Schmitz, filho de Henrique Schmitz e Carolina Böhm: (atrás, da dir. p/ esq.) Edwig Sotéris (filha), Arno Alfredo (filho), Enio Utzig (genro), ao lado da esposa Lurti Rosália (filha); Amandio Balduíno (filho), ao lado a esposa Anita Irmgard Schlüter; Guido Venâncio (filho), Irika (filha), João Tobaldini (genro, casado com Edith Ivone) e Líria Hilária (filha); (sentados, da dir. p/esq.) Noemia Iria (nora, esposa de Arno Alfredo), João Reinaldo, a filha Irminda Cecília (Irmã Paulina), a esposa Florentina Catharina Steffens e Edith Ivone (filha); (crianças da esq. p/dir.) Gladis Terezinha (filha), Celso Amandio (neto, filho de Arno Alfredo e Noemia Iria) e Lurdes Marlene (filha deste último casal) – Santo Cristo, circa 1951 - Foto: Acervos de Eloise Schmitz e Suzete Beatriz Schmitz


Casamento de Arno Alfredo Schmitz, filho de João Reinaldo Schmitz e Florentina Catharina Steffens, com Noemia Iria Abegg, filha de Serafim e Maria Augusta Abegg, na data de 22/11/1947, em Santo Cristo RS - Foto: Acervo de Eloise Schmitz


Descendentes de Arno Alfredo Schmitz, filho de João Reinaldo Schmitz e Florentina Catharina Steffens, e de Noemia Iria Abegg: (atrás, da esq. p/dir.) Lurdes Marlene, Celso Amandio, José Elói (sentado), Maria Helena, Marlise Terezinha e Miria Lucia (à frente) – Santa Rosa RS – Circa 1960 - Foto: Acervo de Eloise Schmitz 


Família de Arno Alfredo Schmitz e Noemia Iria Abegg, no casamento da filha Marlise Terezinha Schmitz com Walter Eich: o primeiro à esquerda Celso Amandio, Lurdes Marlene, Maria Helena, Marisa Isabel, Marli Margarete, Marlise Terezinha (noiva), Noemia Iria, no colo desta, Paulo Rudinei, ao lado Arno Alfredo, Miria Lucia e José Eloi – Santa Rosa RS – 1982 – Foto Acervo de Eloise Schmitz


Família de Amandio Balduíno Schmitz (1º à direita), filho de João Reinaldo Schmitz e Florentina Catharina Steffens, neto de Henrique Schmitz e Carolina Böhm, e esposa Anita Irmgard Schlüter (1ª à esquerda), com seus sete filhos: Mircon Guido, Esmeria Maria, Mirtes Inês, Delci Helena, Ildo José, Anete Margarida e Ingrid Teresinha – Oberá, Misiones, Argentina – Foto: Ildo José Schmitz 


domingo, 22 de novembro de 2020

Família Göller - Sacerdotes & Religiosos

 









Irmão Arsênio Rambo Both (*23/06/1915 Poço das Antas RS/+09/07/1994 Porto Alegre RS)


Arsênio era o nome religioso de Casimiro Affonso Rambo Both, sendo filho de Balduíno Jacob Both e Rosa Maria Rambo, neto de Nicolau Both e Elisabetha Link, bisneto dos imigrantes Michael Both II e Anna Elisabetha Göller. Formado no magistério em 1939, salientou-se em toda a sua vida como Pedagogo de extraordinária cultura e elevado grau espiritual. O jovem educador seguiu a sua vocação, quando decidiu pertencer à Congregação Religiosa denominada Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, mais conhecida como Irmãos De La Salle, formada por irmãos leigos dedicados à educação cristã de crianças e jovens. A Congregação foi fundada por São João Batista de La Salle, um sacerdote da França, que criou escolas para as crianças das classes menos favorecidas. Atualmente, a Rede La Salle é formada por uma rede de escolas presentes em 80 países do mundo. O Irmão Arsênio faleceu aos 79 anos de idade em Porto Alegre RS, sendo sepultado no Cemitério Parque São Vicente em Canoas RS. 


Foto: Site dos Irmãos De La Salle





Família Göller - Escritores


 O AUTOR











BOTH, Irmão Arsênio Rambo (23/06/1915), nome religioso de Casimiro Affonso, era natural de Poço das Antas RS. Formou-se como Professor em 1939, salientando-se como Pedagogo de extraordinária cultura e elevado grau espiritual. Pertenceu à Congregação Religiosa denominada Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, formada por irmãos leigos dedicados à educação cristã de crianças e jovens, que foi fundada por São João Batista de La Salle. O Irmão Arsênio faleceu em 09/07/1994 em Porto Alegre RS, sendo sepultado na cidade de Canoas RS.

O Irmão Arsênio era filho de Balduíno Jacob Both e Rosa Maria Rambo, neto de Nicolau Both e Elisabetha Link, bisneto dos imigrantes Michael Both II e Anna Elisabetha Göller.  


 A OBRA


• “Genealogia do imigrante Mathias Rambo e Susanna Hochscheid: acrescida de aspectos histórico-geográficos, origem e migrações internas de famílias dos descendentes”. Canoas: Centro Educacional La Salle de Ensino Superior, 1994. O livro resgata a origem, a história e a genealogia da família materna do Irmão Arsênio Rambo Both. 




terça-feira, 10 de novembro de 2020

Família Di Giuseppe - Árvore Genealógica

 

ALBERO GENEALOGICO DEI DI GIUSEPPE


ELIGIO

(n. Padula, Salerno, Italia – m. circa 1802, Padula, Salerno, Italia)

Sposato circa 1770, Padula, Salerno, Italia, con

 Caterina Giano (n. Padula, Salerno, Italia – m. prima 1809, Padula, Salerno, Italia)

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DOMENICO

(n. circa 1770, Padula, Salerno, Italia – m. 28/03/1820, Anzi, Potenza, Italia)

Sposato circa 1792, Anzi, Potenza, Italia, con

Rosa Volpe (n. circa 1772, Anzi, Potenza, Italia – m. 24/09/1843, Anzi, Potenza, Italia)

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GIOSUÈ

(n. circa 1798, Anzi, Potenza, Italia – m. 12/08/1840, Anzi, Potenza, Italia)

Sposato il 19 febbraio 1827, Anzi, Potenza, Italia, con

Domenica Maria Garramone (n. circa 1809, Anzi, Potenza, Italia – m. 02/05/1876, Anzi, Potenza, Italia)

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FRANCESCO PAOLO DONATO

(n. 02/11/1833, Anzi, Potenza, Italia – m. 04/04/1900, Anzi, Potenza, Italia

Sposato il 09 settembre 1857, Anzi, Potenza, Italia, con

Angiola Carmela Filomena Donata (n. 18/01/1837, Anzi, Potenza,Italia – m. dopo 1910, Anzi, Potenza, Italia)

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ROCCO NICOLA

(n. 23/03/1876, Anzi, Potenza, Italia – m. 31/08/1949, Alegrete, RS, Brasile)

Sposato il 18 marzo 1905, Alegrete, RS, Brasile, con

Alfonsina Abarno (n. 01/01/1890, Alegrete, RS, Brasile – m. 13/12/1953, Porto Alegre, RS, Brasile)

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PHILOMENA ABARNO GIUSEPPE

(n. 16/11/1925, Alegrete, RS, Brasile – m. 10/02/1996, Porto Alegre, RS, Brasile)

Sposata il 26 febbraio 1949, Alegrete, RS, Brasile, con

Egon Göller (n. 13/08/1921, Pareci Novo, RS, Brasile – m. 12/08/1993, Porto Alegre, RS, Brasile)

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LISETE GÖLLER

(n. 06/02/1956, Porto Alegre, RS, Brasile)

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FERNANDA GÖLLER

(n. 22/08/1984, Porto Alegre, RS, Brasile)