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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Família Trocourt - Estudos de Genealogia & História


Este é um pequeno estudo de Genealogia e História da Família Trocourt. Embora a pesquisadora não seja descendente desta família, ao longo do tempo foram sendo coletados dados e fotos, que levaram à apresentação deste estudo. A principal motivação para o mesmo surgiu a partir da constatação de que alguns dos membros da Família Trocourt, descendentes de Anna Maria Trocourt, Maria Verônica Trocourt e Magdalena Trocourt, uniram-se no passado a alguns descendentes da Família Göller. Assim sendo, este pequeno estudo é dedicado aos descendentes da Família Trocourt, que imigraram ao Brasil no Século XIX, vindos da Alemanha. Por fim, cabe aqui referir que o sobrenome original – TROPCOURT -, sugere uma origem francesa, o que vem corroborar as afirmações neste sentido encontradas ao longo das pesquisas.


A FAMÍLIA DO IMIGRANTE ANTON TROCOURT 


Katharina Holz
Anton Trocourt






















Nascido em Hasborn, Saarland, Alemanha, na data de 08/10/1852, o imigrante Anton Trocourt era filho de Johannes Trocourt e Barbara Kuhn, cujo casal teve ainda mais oito filhos: Petrus, Barbara, Anna Maria, Michael, Peter, Catharina, Johann e Nicolaus. Além destes, Anton teve, ainda, mais dois meio-irmãos do primeiro casamento de sua mãe com Georg Lauck, chamados Johannes Lauck e Mathias Lauck. Anton casou-se com Katharina Holz (*01/11/1852 Hasborn, Saarland, Alemanha/+12/04/1935 Joaneta, Picada Café RS), filha de Mathias Holz e Maria Schäfer, tendo sido realizada a cerimônia de casamento civil em 15/01/1875, em Tholey, e a cerimônia religiosa celebrada na data de 23/01/1875 em Hasborn.


O casal Trocourt - Fonte: Picada Café, Hilda e Moacyr Flores

Anton Trocourt foi ex-soldado prussiano, exercendo na década de 1870 a profissão de açougueiro (Metzger) na Alemanha. Conforme consta na Liste der Auswanderer aus dem Saarland, Kreis Ottweiler, Gemeinde Hasborn-Dautweiler, Anton, a esposa Katharina e as filhas Katharina, Maria e Barbara emigraram após 17/02/1879 do Saarland para o Brasil. A data se refere ao pedido de permissão para emigrar para o Brasil (data de solicitação, emissão de passaporte ou partida), com a esposa e as três filhas, conforme Die Auswanderungen aus den ehemals preußischen Teilen des Saarlandes im 19. Jahrhundert (II): Die Auswanderer, de Josef Mergen (Saarbrücken: Institut für Landeskunde im Saarland, 1987), p. 390 (Veröffentlichungen des Instituts für Landeskunde im Saarland; Banda 28).


A assinatura de Anton Trocourt

A Família Trocourt zarpou do porto de Bremen, no vapor alemão Kronprinz Friedrich Wilhelm, com destino ao Rio de Janeiro, onde atracou na data de 11/05/1879. 



Imagem extraída da relação de passageiros do Kronprinz Friedrich Wilhelm - Fonte: Arquivo Nacional – Divisão de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras – DPMAF – Relação de Passageiros em Vapores – Porto do Rio de Janeiro – Notação: BR.AN.RIO.OL.0.RPV. PRJ. 920


O VAPOR KRONPRINZ FRIEDRICH WILHELM


O vapor Kronprinz Friedrich Wilhelm (Príncipe Herdeiro Friedrich Wilhelm), que possuía dois mastros e uma chaminé, com capacidade para transportar 560 passageiros, realizou a viagem inaugural Bremen-Southampton-Colón, na data de 07/04/1871, navegando durante 26 anos, até ser desmanchado no ano de 1897 na Itália – Fonte da imagem: www.philaseiten.de/

O Kronprinz Friedrich Wilhelm foi construído para a Norddeutscher Lloyd, para o serviço às Índias Ocidentais (ilhas do Caribe) e Colón (província do Panamá), pela Caird & Co, Greenock, no estaleiro nº 156, sendo lançado na data de 13/09/1870. O navio pesava 2.387 toneladas, media 97,05 metros de comprimento por 11,89 metros de largura, apresentando um clipper bow, sendo este o último navio construído para a Norddeutscher Lloyd com este tipo de proa. Possuía uma chaminé, elemento que foi introduzido em face da utilização da energia a vapor pelos navios do século XIX, 2 mastros, construção em ferro, com propulsão por hélice de parafuso (screw propulsion), com 1.200 hp, atingindo a velocidade de serviço de 10 nós. O vapor apresentava alojamentos para 105 passageiros na 1ª classe, 50 passageiros na 2ª classe e 405 passageiros na terceira classe, sendo que a tripulação variava de 61 a 89 pessoas.



Sede da Norddeutscher Lloyd em Bremerhaven em 1870 - Fonte: Internet


A viagem inaugural, no percurso Bremen-Southampton-Colón, realizou-se em 07/04/1871. Na data de 14/05/1873, foi realizada a viagem Bremen-Southampton-Nova York. No ano de 1875, foram-lhe acrescentados um motor composto, além de novas caldeiras, aumentando a velocidade de serviço para 12 nós. No ano de 1876, foi realizada a primeira viagem Bremen-América do Sul. Ao longo dos anos, outras melhorias lhe foram acrescentadas. Em 10/04/1897, foi realizada a sua última viagem Bremen-América do Sul. Neste mesmo ano, foi vendido a Gebruder Mosbacher, sucateiros de Frankfurt am Main, depois, foi revendido a La Spezia, Itália, sendo por fim desmanchado neste país. Fonte: http://www.theshipslist.com/


O IRMÃO PETER TROCOURT


Segundo a listagem citada anteriormente, o irmão de Anton, Peter Trocourt (*25/08/1857 Hasborn, Saarland, Alemanha) emigrou no ano de 1881 para o Brasil. Peter foi Inspetor de Quarteirão no município de Picada Café, no Rio Grande do Sul, na década de 1890, tendo comandado o patrulhamento nas picadas Café e Holanda, durante a Revolução Federalista (1893-1895), período em que ocorreram sérios incidentes, decorrentes da passagem dos maragatos por esta região. Peter Trocourt casou-se com Barbara Link (*1867 Picada Café RS), filha de Johannes Link e Barbara Kuhn, na Capela de Nossa Senhora da Visitação em Picada Holanda, na data de 21/09/1886. A filha do casal, Maria Margarida (*16/11/1895 Joaneta, Picada Café RS), casou-se com o neto de Anton, Antonio Utzig Sobrinho (*17/01/1894 Joaneta, Picada Café RS), filho de Catharina Trocourt e Pedro Utzig Filho, em 20/05/1918, na localidade de Joaneta. Peter e Margarida tiveram, ainda, os filhos Albino Trocourt (*23/08/1904 Ivoti RS/+30/06/1967 Porto Alegre RS), casado com Clementina Meinhardt, filha de José Meinhardt e Elisabetha Kraemer, na data de 12/08/1926, em Joaneta RS, e João Bernardo Trocourt (*11/12/1908 São Leopoldo RS).

João Bernardo Trocourt foi Professor na Josefschule em Porto Alegre RS, uma antiga escola situada na Av. Alberto Bins, ao lado da Igreja São José, entre os anos de 1929 a 1936. Neste último ano, Trocourt deixou o Rio Grande do Sul, para lecionar na Escola Rio-Grandense em São Paulo, onde começou a atuar na data de 10/12/1936. A Colônia Rio-Grandense foi fundada em 1922 na região de Assis, no Estado de São Paulo, entre os municípios de Maracaí e Cruzália. A colônia era composta por famílias de origem alemã, principalmente vindas do Rio Grande do Sul, as quais exerceram grande influência na economia, cultura e educação da região. Além destas, vieram famílias do Espírito Santo, Paraná e até mesmo da Europa. Devido à falta de um projeto educacional oficial, os colonos organizaram a sua própria escola, a partir de um modelo que lhes era peculiar, isto é, utilizando a língua alemã e valorizando a sua própria cultura, sem, no entanto, negligenciar o contexto cultural do país que escolheram para viver. A primeira escola da colônia foi inaugurada no ano de 1925.


O Professor João Bernardo Trocourt com seus alunos, diante do novo prédio da escola da Colônia Rio-Grandense – Assis - São Paulo – Década de 1930

Trocourt foi o terceiro Professor da escola da Colônia Rio-Grandense, lecionando da 1ª à 4ª série primária. Foi um bom mestre, mas também era muito rígido. Além das matérias de ensino, ensinava canções alemãs e ensaiava pequenas peças de teatro, para as festas da escola. Solteiro, ele morava um pouco na casa de cada um dos colonos, deles recebendo o salário e a alimentação. Mas os bons tempos não duraram muito. Com a Campanha de Nacionalização do Ensino determinada pelo Presidente Vargas, houve a proibição de línguas estrangeiras nas escolas, principalmente associadas à propaganda nazista e fascista. Foi assim que esta e as demais escolas alemãs que havia no país desapareceram. A escola da Colônia Rio-Grandense existiu até 1938, quando foi substituída por escolas rurais públicas, tendo o português como idioma obrigatório. Trocourt chegou a lecionar em português, após a nacionalização do ensino. Ele era poliglota, falando alemão, português, espanhol, francês e inglês. A partir da Segunda Guerra Mundial, os colonos alemães passaram por momentos muito difíceis, sendo vistos como um perigo em potencial para o Brasil. A polícia entrava em suas casas, confiscava objetos e impressos que eram escritos em alemão, ou mesmo os queimavam. Foi neste clima que João Bernardo Trocourt, simpatizante o nazismo, teve que partir às pressas, pois a polícia começou a procurar qualquer pessoa que tivesse ligação com o partido nazista. A partir deste fato, não se obteve mais notícias sobre o seu paradeiro. 


A VIDA DA FAMÍLIA TROCOURT NO RIO GRANDE DO SUL


Na correspondência particular de Anton Trocourt, atualmente em poder de descendentes, relatava aos parentes do velho continente os acontecimentos relativos ao cotidiano da família, assim como as dificuldades pelas quais eles e os demais colonos passavam na nova pátria, referindo as adversidades do clima, a incidência de pragas, as carestias, entre outros eventos de difícil condução.   


A casa que pertenceu ao casal Anton e Katharina Trocourt foi restaurada pela comunidade de Joaneta – Picada Café RS – 20/05/2018 – Foto: Lisete Göller


A casa Trocourt foi construída com a técnica enxaimel, utilizada pelos imigrantes alemães quando chegaram ao Brasil - Joaneta – Picada Café RS – 20/05/2018 – Foto: Lisete Göller

No Rio Grande do Sul, Anton Trocourt exerceu com distinção a profissão de Professor durante 40 anos na cidade de Picada Café RS, cavalgando diariamente entre Jammerthal e Joaneta, localidades deste Município, para lecionar. O prédio da escola comunitária de Joaneta foi erguido pela própria comunidade no ano de 1890. Naquela época, as escolas comunitárias eram construídas e mantidas pelos pais dos alunos, os quais escolhiam e sustentavam os professores, que tinham a nobre missão de dar instrução aos seus filhos.


A Escola Comunitária de Joaneta – 04/12/1937 – Fonte: Picada Café, Hilda e Moacyr Flores

Anton atuava também na área de saúde, visando o bem estar da comunidade, colocando em prática os seus conhecimentos em homeopatia, cuidando de fraturas, abscessos, mordidas de cobras e outros primeiros socorros prestados aos colonos. Além disso, escrevia cartas, quando solicitadas pelos colonos, a fim de que estes enviassem notícias para os seus parentes na Europa. Nos últimos meses de vida, contribuiu com a quantia de um conto de réis, para a construção da futura Igreja Matriz de Picada Café: a Igreja de Santa Joana Francisca de Chantal. Anton Trocourt, em sua trajetória, sempre orientada ao bem comum, foi e sempre será uma pessoa muito estimada pela comunidade de Picada Café.

Anton Trocourt faleceu em 05/02/1928 no distrito de Joaneta. A esposa Katharina Holz faleceu em 12/04/1935, na mesma localidade. Ambos foram sepultados no Cemitério Católico de Joaneta. A seguir, seguem os seus obituários.


Jazigo onde se encontram o casal Anton Trocourt e Katharina Holz e três de seus filhos: Pedro, João Baptista e Maria Margarida – Joaneta –Picada Café RS – Foto: Lisete Göller







Obituário e Agradecimento



Transmitimos a notícia aos parentes, amigos e conhecidos de perto e longe, que foi levado por Nosso Senhor nosso querido pai, avô e bisavô



Anton Trocourt 

no dia 5 deste mês, às 7 horas, depois de receber a extrema-unção. A causa da morte foi gastrite.

Nascido em 8 de outubro de 1851 em Haßborn (Região do Saar) e emigrou para o Brasil no ano de 1879 com sua esposa e 3 filhos, estabelecendo-se no Vale da Joaneta, Bom Jardim. Por quase 40 anos, foi professor na escola municipal católica e, por 48 anos, apoiou e defendeu a publicação da “Gazeta do Povo Alemão”. Deixa para trás a esposa em luto, 12 filhos (um deles já falecido antes dele), 66 netos e 35 bisnetos, todos moradores da região, exceto um filho estabelecido em Coronel Selbach. 

Nossos sinceros agradecimentos a S. S. Vig. J. Willibald Schmitz, de Bom Jardim, por ministrar os santos sacramentos, pelo funeral, pelo conforto no leito de morte, onde ministrou a extrema-unção até que falecesse; a S.S. Padre Jakob Seger de Bom Jardim, que trouxe ao falecido (...), como também à S. S. Padre José Rolling, quando aqui ministrou diariamente a santa eucaristia ao enfermo. Também agradecemos aos seminaristas Sr. Alfons (...) e Raulino (...) pelo seu apoio no falecimento e a todos os seminaristas que compareceram ao enterro e serviram na missa de réquiem, aos coveiros, aos vizinhos e todos que estiveram ao nosso lado e que prestaram a sua última homenagem ao falecido, adornando o seu túmulo com tantas guirlandas e flores.
Descanse em paz.
Vale da Joaneta, fevereiro de 1928.
A esposa em luto:
Katharina Trocourt e família.


Tradução: Alessandra Gusatto
Nota 1: Joaneta, onde viveram Anton Trocourt e sua família é atualmente um distrito de Picada Café RS. 
Nota 2: A data de nascimento correta é 08/10/1852. 




Obituário e Agradecimento





Transmitimos a notícia aos parentes, amigos e conhecidos de perto e longe, que foi levada inesperadamente rápida pelo Deus Todo-Poderoso deste vale de lágrimas para o céu, nossa querida mãe, sogra, avó e bisavó 


Katharina Trocourt, nascida Holz 

no dia 12 deste mês, às 9:30 da manhã, depois de receber a eucaristia sagrada e a extrema-unção. De manhã, a querida mãe foi à igreja ainda saudável e forte para assistir à missa e comungar. Às 8 horas ficou tonta, foi à casa do genro, Joseph Schmidt e imediatamente exigiu que o padre trouxesse a comunhão. Depois de uma hora e meia ela já era um cadáver.

Nascida em 1° de novembro de 1852 em Haßborn (Região do Saar) atingiu a idade avançada de 82 anos, 5 meses e 11 dias. Há 62 anos teve o seu santo casamento celebrado com Anton Trocourt. Seis anos depois emigraram para o Brasil e se estabeleceram aqui mesmo em Joaneta, onde também passaram a vida. Depois de 5 anos aqui, seu marido assumiu a escola local e  administrou a mesma por 40 longos anos. De seu casamento afortunado e feliz, nasceram 13 filhos, 81 netos e 103 bisnetos. Seu querido marido, 3 filhos, 3 netos e 11 bisnetos precederam a boa mãe na morte. "Ore e trabalhe" era o seu lema. De manhã cedo, ao meio-dia e à noite, onde encontrar a boa Trocourt? Na igreja no seu lugar de sempre; ela sempre foi a guarda de honra do Santíssimo. No dia 13 partiu para o descanso eterno perante muita gente, apesar da forte chuva.

Retornados do cemitério, não podemos deixar de expressar nossos sinceros agradecimentos a S.S. Vig. Balduin Spengler por ministrar os santos sacramentos, pelo funeral, pelas palavras de conforto e solene réquiem; ao professor e seu coro pelos cânticos em casa, na igreja e na sepultura; aos bons vizinhos, aos coveiros e a todos que prestaram algum serviço de carinho para prestar sua última homenagem a nossa mãe adornando o seu túmulo com tantas guirlandas e flores. 

Recomendamos a sua alma às preces do sacerdote no altar e às orações dos fiéis.
Joaneta, 15 de abril de 1935.
Em nome dos parentes enlutados:
O genro: Joseph Schmidt e esposa nascida Trocourt.

Tradução: Alessandra Gusatto

Fonte dos Obituários: Acervo Benno Lermen - Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS.


OS FILHOS DO CASAL ANTON TROCOURT E KATHARINA HOLZ


1-Katharina Trocourt (*13/02/1872 Hasborn, Saarland, Alemanha/+13/02/1942 Joaneta, Picada Café RS), emigrou aos 7 anos de idade, com seus pais e irmãs. Casou-se com o agricultor Pedro Utzig Filho (*27/01/1868 Picada Holanda, Picada Café RS/+29/01/1948 Joaneta, Picada Café RS), filho de Pedro Utzig e Barbara Schorr, na data de 17/10/1891, na Capela de Nossa Senhora da Visitação, na localidade de Picada Holanda. Ambos faleceram na casa do genro João Sander Sobrinho, esposo de Verônica Utzig, em Joaneta, sendo sepultados no Cemitério Católico desta localidade. O casal teve dez filhos: 


Pedro Utzig Filho
Katharina Trocourt






















Túmulo do casal Catharina Trocourt e Pedro Utzig Filho – Joaneta –Picada Café RS – Foto: Lisete Göller

1-1-Pedro Utzig Neto (*16/10/1892 Joaneta, Picada Café RS/+24/09/1971 Joaneta, Picada Café RS) casou-se com Maria Schabarum (*29/12/1898 Joaneta, Picada Café RS/+20/12/1958 Joaneta, Picada Café RS), em 07/12/1923, em Ivoti RS;

1-2-Antonio Utzig Sobrinho (*17/01/1894 Joaneta, Picada Café RS/+13/09/1976 Humaitá RS) casou-se no religioso com Maria Margarida Trocourt (*16/11/1895 Joaneta, Picada Café RS/+27/07/1970 Humaitá RS), na data de 20/05/1918, em Joaneta RS. O casamento civil foi realizado, em 04/01/1919, em Ivoti RS;


Maria Margarida Trocourt e o esposo Antonio Utzig Sobrinho tiveram os filhos Anna Martha, Caciano, Almiro, Léo, João, Cecília, Eugênio, Elsa, Marta e Valéria – Foto: Loisane Ames


Valéria Utzig, filha de Maria Margarida Trocourt e Antonio Utzig Sobrinho, casou-se com Eugênio Otomar Ames - Foto: Loisane Ames



1-3-João Utzig Sobrinho (*23/02/1896 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Maria Wolf (*28/05/1905 Picada São Paulo, Morro Reuter RS/+RS), em 30/10/1922, na Picada São Paulo, Morro Reuter RS;  

1-4-Maria Utzig (*28/12/1898 Joaneta, Picada Café RS/+06/02/1972 Nova Petrópolis RS) casou-se com Albino Meinhardt (*05/07/1898 RS/+15/07/1966 Joaneta, Picada Café RS), em Ivoti RS;

1-5-Anna Utzig (*14/04/1900 Joaneta, Picada Café RS/+25/12/1994 São Carlos SC) casou-se com Felippe Alfredo Hansen (*10/06/1902 Dois Irmãos RS/+02/03/1979 RS), em 08/08/1922 no RS;

1-6-Elisabetha Utzig (*04/09/1903 Joaneta, Picada Café RS/+04/11/1938 Joaneta, Picada Café RS) casou-se com Alfredo Stoffel (*01/09/1904 Dois Irmãos RS/+18/10/1964 Joaneta, Picada Café RS), em 14/06/1926, em Ivoti RS;

1-7-Verônica Utzig (*24/12/1905 Joaneta, Picada Café RS/+02/11/1983 Nova Petrópolis RS) casou-se com João Sander Sobrinho (*28/06/1905 RS/+27/05/1975 Caxias do Sul RS), em 13/09/1926, em Joaneta RS;

1-8-Magdalena Utzig (*15/01/1909 Joaneta, Picada Café RS/+30/10/1976 RS); casou-se com Reinaldo Sander Sobrinho (*05/03/1910 Picada Café RS/+RS), em 12/03/1934, em Joaneta RS;

1-9-Aloysio Utzig (*25/03/1911 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Olga Link (*23/08/1918 Picada Café RS/+RS), em 23/08/1939, em Joaneta RS;

1-10-Catharina Ilma Utzig (*08/03/1915 Joaneta, Picada Café RS/+22/07/2007 São Carlos SC) casou-se com Alberto Maldaner (*02/09/1914 Dois Irmãos RS/+RS), em 21/05/1940, em Joaneta RS.



2-Maria Trocourt (*08/11/1875 Hasborn, Saarland, Alemanha/+18/10/1951 São Carlos SC), emigrou aos 3 anos de idade, com seus pais e irmãs. Casou-se com o agricultor Jorge Utzig (*16/10/1870 Picada Holanda, Picada Café RS/+18/03/1925 Tapera RS), filho de filho de Pedro Utzig e Barbara Schorr, na data de 06/08/1895, na Capela de São João Baptista, em Bohnenthal, Ivoti RS. Maria faleceu na casa do genro Manoel Klauck e da filha Maria Utzig, na cidade de São Carlos SC, onde foi sepultada. O esposo Jorge foi sepultado no Cemitério da cidade de Selbach RS. O casal teve nove filhos: 


Lápide de Jorge Utzig, no Cemitério de Selbach RS - Foto: Eurico Sander - Obs.: as datas na lápide estão incorretas



2-1-Pedro Utzig (*12/05/1896 Joaneta, Picada Café RS/+24/10/1973 Tapera RS) casou-se com Maria Lidwina Glöckner (*12/04/1905 RS/+01/01/1995 Tapera RS), em 05/05/1925, em Selbach RS;


Mário Roberto Utzig Filho, neto de Pedro Utzig e Maria Lidwina Glöckner, Prefeito de Santa Barbara do Sul – 2017/2020 – Foto: Site da Prefeitura de Santa Barbara do Sul

2-2-Nicolau Utzig Sobrinho (*06/12/1897 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Amália Heckler (*23/09/1900 Picada Holanda, Picada Café RS/+RS), em 05/11/1921, em Picada Holanda RS;

2-3-Maria Utzig (*12/01/1901 Jammerthal, Picada Café RS/+12/02/1987 São Carlos SC) casou-se com Manoel Klauck (*10/01/1893 Dois Irmãos RS/+13/06/1966 São Carlos SC), em 23/07/1918, em Jammerthal, Picada Café RS; 

2-4-Helena Utzig (*14/11/1904 RS/+RS) casou-se com Alfredo Schwaab (*1899 RS/+RS), em 25/05/1927, em Selbach RS; 

2-5-José Theobaldo Utzig (*01/07/1908 RS/+RS); 

2-6-João Utzig (*07/05/1911 RS) casou-se com Maria Eckert (*29/05/1915), em 10/11/1936, em Palmitos SC; 

2-7-Antonio Utzig (*1914 RS/+RS); 

2-8-Hilda Utzig (*1917 RS/+RS); 

2-9-Paulina Hilda Utzig (*25/02/1918 RS/+RS).



3-Barbara Trocourt (*29/10/1877 Hasborn, Saarland, Alemanha/+08/01/1965 Picada Café RS) emigrou com 1 ano e 8 meses de idade, com seus pais e irmãs. Casou-se com o agricultor Jacob Utzig (*27/03/1875 Picada Holanda, Picada Café RS/+19/10/1933 Picada Café RS), filho de Carlos Utzig e Catharina Rhoden, na data de 09/01/1897, na Igreja Matriz de São Miguel em Dois Irmãos RS. O casal foi sepultado no Cemitério Católico de Picada Café RS. O casal teve treze filhos: 


3-1-Carolina Utzig (*14/12/1897 Picada Café RS/+RS) casou-se com João Schorr (*13/05/1897 Picada Holanda, Picada Café RS), em 18/07/1916, em Picada Holanda RS; 

3-2-Maria Utzig (*23/10/1899 Picada Café RS/+07/02/1972 Nova Petrópolis RS) casou-se com João Kuhn (*26/09/1903 Picada Holanda, Picada Café RS/+RS), em 27/10/1923, em Picada Holanda RS; 

3-3-João Paulo Utzig (*24/01/1901 Picada Café RS/+RS) casou-se com Anna Ten Pass (*27/07/1899 RS/+02/12/1939 Joaneta, Picada Café RS), em 26/05/1923, em Ivoti RS;

3-4-Anna Utzig (*1903 Picada Café RS/+Antes de 1965 RS);

3-5-Pedro Utzig (*25/06/1904 Picada Café RS/+10/03/1992 Picada Café RS) casou-se com Luisa Wolf (*29/10/1909 RS/+10/09/1997 Picada Café RS), em 30/01/1933, em Joaneta RS; 


A família de Pedro Utzig e Luisa Wolf (ao centro), com os filhos (junto ao casal): Maria Flávia; (atrás da esq./dir.): José Victor, Maria Sidonia, Cláudio, João Cornélio, Liséria e Hugo Antonio. A filha Maria Glicéria era falecida – Janeiro 1953, Picada Café RS – Foto: Arquivo Pessoal de Felipe Kuhn Braun


3-6-Verônica Utzig (*18/09/1906 Picada Café RS/+09/11/1959 Picada Café RS); 

3-7-Paulina Utzig (*26/08/1908 Picada Café RS/+24/07/1995 Picada Café RS) casou-se com Jose Tem Pass (*Picada Café RS/+Picada Café RS), em Picada Café RS;

3-8-Rosalina Utzig (*14/02/1911 Picada Café RS/+RS);

3-9-Olga Utzig (*22/11/1913 Picada Café RS/+RS) casou-se com Leopoldo Christiano Kuhn (*RS/RS) no RS;  

3-10-Albino Utzig (*20/02/1915 Picada Café RS/+RS) casou-se com Anna Holz (*25/10/1913 Picada Café RS/+RS), em 28/08/1937, em Joaneta RS; 


Filhos do casal Albino Utzig e Anna Holz (da esq./dir.): Cirilo, Scholástica, Marta e Angelina – Cerca de 1945 – Picada Café RS – Foto: Arquivo Pessoal de Felipe Kuhn Braun

3-11-Theobaldo Utzig (*27/06/1918 Picada Café RS/+12/05/1997 Picada Café RS) casou-se com Lucina Kuhn (*02/05/1921 Picada Café RS/+11/08/2017 Picada Café RS), em 25/03/1944, em Nova Petrópolis RS;

3-12-Jacob Utzig Filho (*24/10/1920 Picada Holanda, Picada Café RS/+Antes de 1965 Picada Café RS); 

3-13-Wilma Utzig (*1922 Picada Café RS/+RS).



4-Anna Maria Trocourt (*11/11/1879 Joaneta, Picada Café RS/+28/09/1962 Picada Holanda, Picada Café RS) casou-se com o agricultor João Kuhn (*07/03/1880 Picada Holanda, Picada Café RS/+27/12/1960 Picada Holanda, Picada Café RS), filho de Nikolaus Kuhn e Elisabetha Schabarum, neto dos imigrantes Nikolaus Schabarum e Anna Maria Göller, na data de 30/01/1904, na Capela de Santa Joana, em Joaneta, Picada Café RS. Anna Maria faleceu aos 82 anos de idade e João aos 80 anos, ambos de velhice. O casal foi sepultado no Cemitério Católico de Picada Holanda. O casal teve sete filhos: 


Túmulo do casal Anna Maria Trocourt e João Kuhn – Picada Holanda –Picada Café RS – Foto: Lisete Göller

4-1-Pedro Kuhn (*16/04/1904 Picada Holanda, Picada Café RS/+RS) casou-se com Hulda Elvira Sander (*02/07/1912 Joaneta, Picada Café RS), em 02/12/1935, em Joaneta RS;

4-2-Aloysio Kuhn (*17/08/1906 Picada Holanda, Picada Café RS/+RS) casou-se com Maria Olivia Finkler (*29/03/1911 RS/+RS), em 08/01/1934, em Joaneta RS; 

4-3-Magdalena Kuhn (*14/11/1908 Picada Holanda, Picada Café RS/+05/10/1976 Estância Velha RS); 

4-4-Paulina Kuhn (*14/10/1910 Picada Holanda, Picada Café RS/+11/09/1974 Estância Velha RS) casou-se com Emílio Theobaldo Führ (*29/09/1912 Joaneta, Picada Café RS/+17/02/1996 Estância Velha RS), em 04/06/1937, em Picada São Paulo, Morro Reuter RS; 

4-5-João Kuhn (*12/05/1912 Picada Holanda, Picada Café RS/+RS) casou-se com Alma Weber (*17/07/1917 RS/+RS), em 06/07/1940, em Joaneta RS;

4-6-Alfredo Kuhn (*27/03/1918 Picada Holanda, Picada Café RS/+RS) casou-se com Wilma Maria Stoffel (*23/04/1932 RS/+RS), em 02/10/1948, em Joaneta RS;

4-7-Maria Amida Kuhn (*14/10/1922 Picada Holanda, Picada Café RS/+RS) casou-se com Pedro Wiest (*14/05/1924 RS/+RS), em 13/05/1950, em Joaneta RS.



5-Pedro Trocourt (*17/09/1881 Joaneta, Picada Café RS/+17/05/1942 Joaneta, Picada Café RS) foi casado com Maria Luisa Müller (*02/03/1883 Pinhal Alto, Nova Petrópolis RS/+RS), filha de Felippe Müller e Anna Maria Schaefer, na data de 14/05/1906, na Capela do Sagrado Coração de Jesus em Jammerthal, Picada Café RS. Pedro Trocourt foi sepultado no Cemitério Católico de Joaneta. O casal teve pelo menos cinco filhas: 


Pedro Trocourt


Túmulo de Pedro Trocourt – Joaneta –Picada Café RS – Foto: Lisete Göller

5-1-Maria Luisa Trocourt (*14/04/1907 Pinhal Alto, Nova Petrópolis RS/+RS); 

5-2-Margarida Hilda Trocourt (*04/01/1911 Pinhal Alto, Nova Petrópolis RS/+RS);

5-3-Lucilla Trocourt (*27/07/1917 Pinhal Alto, Nova Petrópolis RS/+RS); 

5-4-Érica Trocourt (*15/10/1920 Joaneta, Picada Café RS/+RS);

5-5-Maria Trocourt (*08/04/1925 Joaneta, Picada Café RS/+RS).


6-João Baptista Trocourt (*27/09/1883 Joaneta, Picada Café RS/+14/06/1950 Joaneta, Picada Café RS);


Jazigo da Família Trocourt, onde está sepultado João Baptista Trocourt - Joaneta –Picada Café RS – Foto: Eurico Sander


7-Nicolau Trocourt (*08/01/1886 Joaneta, Picada Café RS/+Antes 1935 Joaneta, Picada Café RS);



8-Pedro José Trocourt (*19/03/1888 Joaneta, Picada Café RS/+05/12/1961 Joaneta, Picada Café RS), agricultor, casou-se com Fridolina Reisdörfer (*16/05/1893 Picada Holanda, Picada Café RS/+19/08/1970 Joaneta, Picada Café RS), filha de Peter Reisdörfer e Luisa Birk, na data de 16/06/1914, na Capela de Santa Joana em Joaneta, Picada Café RS. Ambos foram sepultados no Cemitério Católico de Joaneta. O casal teve oito filhos: 


Fridolina Reisdörfer
Pedro José Trocourt






















Túmulo do casal Pedro José Trocourt e Fridolina Reisdörfer – Joaneta, Picada Café RS – Foto: Lisete Göller

8-1-Alma Trocourt (*06/06/1916 Joaneta, Picada Café RS/+16/12/1903 Dois Irmãos RS) casou-se com José Wittmann (*23/05/1913 Picada Café RS/+17/09/1963 Hamburgo Velho, Novo Hamburgo RS), em 09/01/1937, em Joaneta RS;

8-2-Edy Francisca Trocourt (*21/08/1919 Joaneta, Picada Café RS/+27/05/1994 Novo Hamburgo RS) casou-se com João Bertholdo Utzig (*07/04/1921 Picada Café RS/+RS), em 30/01/1948, em Joaneta RS;

8-3-João Quirino Trocourt (*30/06/1921 Joaneta, Picada Café RS/+03/04/1990 Picada Café RS) casou-se com Sylvia Leonida Kuhn (*10/12/1926 Joaneta, Picada Café RS/+03/11/1996 Estância Velha RS), em 19/11/1949, em Joaneta RS;


Lápide do túmulo do casal João Quirino Trocourt e Sylvia Leonida Kuhn – Picada Café RS – Foto: Billion Graves


8-4-Nilo Trocourt (*19/05/1924 Joaneta, Picada Café RS/+Antes de 1970 RS) casou-se com Verônica Romilda Klaus (*15/10/1930 Dois Irmãos RS/+RS), em 16/04/1955, em Joaneta RS; 

8-5-Maria Heda Trocourt (*16/10/1926 Joaneta, Picada Café RS/+RS);

8-6-Normélio Trocourt (*17/08/1928 Joaneta, Picada Café RS/+RS); 

8-7-Maria Trocourt (*08/11/1931 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Otmar Seger (*19/06/1932 Joaneta, Picada Café RS/+RS), em 30/01/1954, em Picada Café RS; 

8-8-José Adriano Trocourt (*1937 Joaneta, Picada Café RS/+11/07/1977 Joaneta, Picada Café RS) casou-se com Iloiva Maria, em Picada Café RS.



9-Maria Verônica Trocourt (*08/07/1890 Joaneta, Picada Café RS/+16/10/1929 Joaneta, Picada Café RS), gêmea de Magdalena Trocourt, casou-se com o agricultor João Heckler (*30/04/1892 Joaneta, Picada Café RS/+21/10/1959 Gramado, RS), filho de João Pedro Heckler e Anna Maria Schmidt, na data de 01/07/1915, na Capela de Nossa Senhora da Visitação, em Picada Café RS. Ambos foram sepultados no Cemitério Católico de Joaneta. O casal teve sete filhos: 


Jazigo onde está sepultado o casal Maria Verônica Trocourt e João Heckler – Joaneta, Picada Café RS – Foto: Lisete Göller

9-1-Pedro Heckler Sobrinho (*03/07/1917 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Catharina Schabarum (*23/05/1915 Joaneta, Picada Café RS/+22/12/1995 Joaneta, Picada Café RS), em 15/03/1941, em Joaneta RS; 

9-2-Maria Ilma Heckler (*11/03/1919 Joaneta, Picada Café RS/+06/02/2006 Joaneta, Picada Café RS) casou-se com Antonio Utzig (*17/01/1915 Joaneta, Picada Café RS/+28/02/2001 Joaneta, Picada Café RS), em 21/06/1941, em Joaneta RS; 


Antonio Utzig
Maria Ilma Heckler





















9-3-Maria Annita Heckler (*11/06/1921 Joaneta, Picada Café RS/+14/09/1997 Lajeado RS), religiosa, adotou o nome de Irmã Helena; 

9-4-Affonso Heckler (*03/09/1922 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Hilda Wittmann (*09/03/1921 Joaneta, Picada Café RS/+RS), em 10/02/1945, em Joaneta RS; 

9-5-Edwino Heckler (*1925 Joaneta, Picada Café RS/+RS), religioso, adotou o nome de Irmão Affonso; 

9-6-Bruno Heckler (*1926 Joaneta, Picada Café RS/+RS), religioso, adotou o nome de Irmão Apolinário;

9-7-Cláudio Heckler (*04/07/1928 Joaneta, Picada Café RS/+18/06/2012 Novo Hamburgo RS) casou-se com Felmi Werna Matte (*RS/+RS), em 05/04/1961, em Novo Hamburgo RS.



10-Magdalena Trocourt (*08/07/1890 Joaneta, Picada Café RS/+23/09/1949 Joaneta, Picada Café RS, gêmea de Maria Verônica Trocourt, casou-se com o industrialista José Hoffmann (*14/04/1890 Joaneta, Picada Café RS/+23/09/1933 Joaneta, Picada Café RS), filho de Friedrich Hoffmann e Anna Weber, na data de 10/02/1912, no Cartório de Registro Civil de Ivoti RS. O casal foi sepultado no Cemitério Católico de Joaneta. Tiveram onze filhos: 

José Hoffmann
Magdalena Trocourt






















Túmulo de Magdalena Trocourt e José Hoffmann – Joaneta, Picada Café RS – Foto: Lisete Göller


10-1-Rosalina Hoffmann (*19/03/1912 Joaneta, Picada Café RS/+26/07/1996 Picada Café RS) casou-se com Nicolau Worst (*28/11/1905 Picada Café RS/+15/01/1979 Picada Café RS), em 14/06/1937, em Joaneta RS; 

10-2-Pedro Hoffmann (*17/03/1914 Joaneta, Picada Café RS/+RS); 

10-3-Lucilla Hoffmann (*20/08/1915 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Affonso Bohnenberger (*18/10/1914 RS/+RS), em 30/01/1937, em Joaneta RS; 

10-4-Ottilia Hoffmann (*07/07/1918 Joaneta, Picada Café RS/+Antes de 1949 RS); 

10-5-Melita Hoffmann (*15/07/1920 Joaneta, Picada Café RS/+30/06/1998 São Carlos SC) casou-se com Nicolau Fridolino Deimling (*26/06/1910 Morro Grande, Linha Nova RS/+18/11/1976 São Carlos SC), em 24/06/1944, em Joaneta RS; 

10-6-Benno Hoffmann (*20/05/1922 Joaneta, Picada Café RS/+06/03/1975 Joaneta, Picada Café RS) casou-se com Elisabetha Leonida Jung Federhen (*22/08/1927 Ivoti RS/+25/12/2010 Joaneta, Picada Café RS), em 12/06/1948, em Joaneta RS. Elisabetha Leonida é neta materna de Margarida Göller e bisneta do imigrante Johann Göller; 


Túmulo do casal Benno Hoffmann e Elisabetha Leonida Jung Federhen – Joaneta, Picada Café RS – Foto: Billion Graves

10-7-Gilda Hoffmann (*04/03/1925 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Pedro José Utzig (*11/08/1926 Joaneta, Picada Café RS/+RS), em 30/01/1948, em Joaneta RS; 

10-8-Sylvio Hoffmann (*10/06/1927 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Theresa Führ (*15/06/1930 Picada Café RS/+RS), em 07/01/1950, em Joaneta RS;

10-9-João Cláudio Hoffmann (*06/06/1929 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Doris Beata Wittmann (*24/03/1933 Joaneta, Picada Café RS/+RS), em 12/02/1955, em Joaneta RS; 

10-10-Natália Hoffmann (*09/03/1932 Joaneta, Picada Café RS/+RS); 

10-11-Benisia Hoffmann (*23/04/1934 Joaneta, Picada Café RS/+RS).



11-Elisabetha Trocourt (*16/07/1892 Joaneta, Picada Café RS/+07/09/1962 Joaneta, Picada Café RS), solteira, sem filhos, faleceu na casa do sobrinho Antonio Utzig. Foi sepultada no Cemitério Católico de Joaneta.


Lápide do túmulo de Elisabetha Trocourt – Joaneta, Picada Café RS – Foto: Billion Graves


12-Paulina Trocourt (*07/12/1894 Joaneta, Picada Café RS/+29/07/1967 Hamburgo Velho, Novo Hamburgo RS) casou-se no religioso na data de 08/02/1917, com o agricultor José Schmitd (*26/03/1890 Picada Holanda, Picada Café RS/+30/09/1972 Joaneta, Picada Café RS), filho de Jacob Schmidt e Elisabeth Hoffmann, na Capela de Nossa Senhora da Visitação em Picada Holanda. Ambos foram sepultados no Cemitério Católico de Joaneta. O casal teve seis filhos: 


Paulina Trocourt
José Schmidt






















Jazigo onde foram sepultados o casal Paulina Trocourt e José Schmidt, a filha Lucia Catharina Schmidt e o genro Nestor Aloys Mallmann

12-1-Maria Arminda Schmidt (*21/11/1918 Joaneta, Picada Café RS/+RS); 

12-2-Alfredo Schmidt (*07/01/1922 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Maria Alles (*26/04/1931 Santa Maria do Herval RS/+RS), em 14/06/1952, em Joaneta RS; 

12-3-Margarida Silvia Schmidt (*02/08/1926 Joaneta, Picada Café RS/+RS) casou-se com Léo Klauck (*02/08/1929 Picada Café RS/+RS), em 24/11/1951, em Joaneta RS; 

12-4-Walter Schmidt (*13/01/1929 Joaneta, Picada Café RS/+RS); 

12-5-Lucia Catharina Schmidt (*28/09/1930 Joaneta, Picada Café RS/+19/06/1999 Joaneta, Picada Café RS) casou-se com Nestor Aloys Mallmann (*04/02/1929 RS/+13/06/2011 Joaneta, Picada Café RS), em 28/04/1951, em Joaneta RS; 


Nestor Aloys Mallmann
Lucia Catharina Schmidt





















12-6-Maria Schmidt (*29/09/1933 Joaneta, Picada Café RS/+11/03/1981 Nova Petrópolis RS) casou-se com Quirino Alles (*24/09/1936 Santa Maria do Herval RS/+RS), em 1961, em Picada Café RS;



13-Maria Margarida Trocourt (*30/12/1897 Joaneta, Picada Café RS/+01/02/1929 Joaneta, Picada Café RS), solteira, seguiu como o pai, Anton Trocourt, a carreira do magistério. Foi Auxiliar de Ensino no Colégio Elementar de Santa Vitória do Palmar no final da década de 1910, e Professora Auxiliar no Grupo Escolar São João de Camaquã, no começo da década de 1920. Esta escola foi criada em 21/08/1919, no município de Camaquã, no Rio Grande do Sul. Quando da fundação do Grupo Escolar da Glória, em 01/02/1924, que depois passou a se chamar Colégio Elementar do Arraial da Glória, futuro Bairro Glória em Porto Alegre, Maria Margarida Trocourt foi nomeada professora titular desta escola, até a sua aposentadoria em 1926. Maria Margarida apresentava problemas de saúde, vindo a falecer aos 31 anos de idade por doença pulmonar. Foi sepultada no Cemitério de Joaneta, no jazigo onde se encontram os pais e os irmãos João Batista Trocourt e Pedro Trocourt.



Jazigo da Família Trocourt, onde está sepultada Maria Margarida Trocourt - Joaneta –Picada Café RS – Foto: Eurico Sander


Obituário de Margarida Trocourt





Fontes:

1-Genealogienetz, Liste der Auswanderer aus dem Saarland, Kreis Ottweiler, Gemeinde Hasborn-Dautweiler.
2-Picada Café, Hilda A. Hübner Flores e Moacyr Flores, Ed. Nova Dimensão, 1996. Prefeitura Municipal de Picada Café RS.
3-Deitando Raízes #19 (Crônica sobre a passagem dos maragatos em Picada Café) in Blog de Arthur Rambo, Junho/2016.
4-Bom Jardim – Ivoti: no palco da história, Roque Amadeu Kreutz (Organizador) – Novo Hamburgo: Feevale, 2013.
5-Processos Históricos e Educacionais da Escola Alemã da Colônia Rio-Grandense – SP (1924-1938) – Flávia R. Silva, Arilda I. M. Ribeiro, José L. Felix.
6-A Educação Alemã na Colônia Rio-Grandense: 1922-1938 (Maracaí-Cruzália-SP) – Flávia Renata da Silva.
7-Arquitetura Escolar e Patrimônio Histórico-Educativo: os edifícios para a escola primária pública no Rio Grande do Sul (1907-1928) – Tatiane de Freitas Ermel.
8-Instituto Martius-Staden de Ciências, Letras e Intercâmbio Cultural Brasileiro-Alemão.
9-Acervo Benno Lermen - Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS.
10-Livros Eclesiásticos da Cúria Metropolitana de Porto Alegre.
11-Livros dos Registros
Civis do Site do Familysearch.



Agradecimentos:

Alessandra Gusatto, Professora do Goethe Institute, tradutora dos obituários – Porto Alegre RS
Dieter Loyo, Genealogista – Rio de Janeiro
Eurico Sander, Genealogista – Santa Catarina
Flávia Renata da Silva – Mestre em Educação, da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista - UNESP
Robert Behra, Genealogista - Rootsweb.com





sábado, 16 de fevereiro de 2019

Família Schmitz (Philipp) - Obituários - Ramo Mathias Schmitz


RAMO MATHIAS SCHMITZ E ESPOSA MARIA SCHMAEDECKE

SUB-RAMO MARIA MAGDALENA (HELENA) SCHMITZ E ESPOSO BERNHARD TSCHIDEL

Fonte: Acervo Benno Lermen - Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS


Obituário de Bernhard Tschiedel (*Abril 1857 Wetzwald, Boêmia/+27/06/1902 Vale Real RS), filho de Franz Tschiedel e Anna Bina, casado com Maria Magdalena Schmitz, esta filha de Maria Schmaedecke e Mathias Schmitz, neta de Ernst Schmaedeche e Christine Kossmann. Faleceu vítima de afogamento em Vale Real RS


Obituário de João Pedro Tschiedel (*23/10/1895 Forqueta, Colônia Caxias RS/+24/03/1922 Santo Antonio do Planalto RS), filho de Bernhard Tschiedel e Maria Magdalena (Helena) Schmitz


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Família Welter - Lápides - Ramo J. Joseph Welter


IMIGRANTE JOHANNES JOSEPH WELTER E ESPOSA ANNA CATHARINA MOSSMANN 

SUB-RAMO BARBARA WELTER E ESPOSO PEDRO SCHUSTER


Túmulo de Barbara Welter, filha de Johannes Joseph Welter e Anna Catharina Mossmann, esposa de Pedro Schuster, minha trisavó, este filho de Andreas Schuster e Maria Anna Kossmann - Cemitério Católico de Despique, Pareci Novo RS – Foto: Lisete Göller

Lápide do túmulo de Barbara Welter, filha de Johannes Joseph Welter e Anna Catharina Mossmann, esposa de Pedro Schuster, minha trisavó, este filho de Andreas Schuster e Maria Anna Kossmann - Cemitério Católico de Despique, Pareci Novo RS – Foto: Lisete Göller

Túmulo de Idalina Schmitz Göller, filha de Jacob Schmitz e Catharina Schuster, neta de Barbara Welter e Pedro Schuster, e do esposo Jacob Göller Sobrinho, meus avós, no Cemitério Municipal de Pareci Novo RS. Foto: Lisete Göller

Túmulos de Elisabetha Schuster Hilgert, filha de Barbara Welter e Pedro Schuster, e do esposo João Hilgert, filho de Franz Hilgert e Elisabetha Kuhn - Cemitério Católico de Despique, Pareci Novo RS – Foto: Lisete Göller

Jazigo de Maria Amália Schuster, filha de Barbara Welter e Pedro Schuster, e do esposo Pedro Antonio Ely – Cemitério Municipal de Montenegro RS – Foto: Fábio Peruzzo Hoffmann



IMIGRANTE JOHANNES JOSEPH WELTER E ESPOSA ANNA CATHARINA MOSSMANN 

SUB-RAMO JOÃO WELTER E ESPOSA MARGARIDA FARTH


Lápide de João Welter (fila de cima, 1ª à dir.), filho de Johannes Joseph Welter e Anna Catharina Mossmann, esposo de Margarida Farth, filha de Elias Farth e Margarida Geiss - Cemitério Católico de São Vendelino RS – Foto: Internet



IMIGRANTE JOHANNES JOSEPH WELTER E ESPOSA ANNA CATHARINA MOSSMANN 

SUB-RAMO JOSEPHINA WELTER E ESPOSO HENRIQUE ARNECKE


Lápide do túmulo de Guilherme (Wilhelm) Arnecke, filho de Josephina Welter e Henrique (Heinrich) Arnecke, neto de Barbara Welter e Pedro Schuster – Cemitério Católico da Linha São Paulo, Morro Reuter RS – Foto: Sandro Blume




quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Família Abarno 8ª Parte - Ancestrais e Descendentes - Vitor Abarno


Vitor Abarno - Salto, Uruguai - 1906


Vito (Victor ou Vitor) Abarno, o sexto filho de Francesco Abarno e Angela Maria Crisonino, nasceu em 05/12/1847 em San Fele, Província de Potenza, Itália. Ele era irmão de nosso ancestral Nicola Abarno e de Maria Teresa Abarno Di Napoli, radicados no Rio Grande do Sul.


A VIAGEM PARA A AMÉRICA


Segundo o livro Gli Italiani Residenti in Salto – Republica Oriental Del Uruguay – All’Esposizione di Milano 1906, Vitor Abarno chegou à região do Rio da Prata no ano de 1874, fixando residência inicialmente na cidade de Salto, Uruguai, onde trabalhou incansavelmente, antes de consolidar a profissão de alfaiate (sastre na língua espanhola). Posteriormente, passou a residir na cidade gaúcha de Quaraí, no Rio Grande do Sul.




O CASAMENTO


Foi na cidade de Salto que ele conheceu a sua futura esposa Manuela Ygnacia Barbita Savia (*22/01/1861 Salto, Uruguai), filha dos italianos Fernando Barbita (*Itália/+1874 Buenos Aires, Argentina) e Segunda Savia (*1827/1828 Itália/+23/02/1886 Salto, Uruguai), com quem teve 14 filhos.  Manuela foi batizada em 25/01/1862, na Igreja de Nuestra Senõra Del Carmen na cidade de Salto, Uruguai. Os padrinhos foram Antonio Friay e Manuela Sotelo. Seus avós paternos eram Santiago Barbita e Magdalena Carluccio e os avós maternos Lorenzo e Lucia Savia. Manuela teve uma irmã chamada Magdalena Maria Barbita Savia (*01/03/1863 Buenos Aires Argentina), que se casou com Antonio Nicodeno (*01/03/1859 Lauria, Potenza, Basilicata, Itália), filho de Santo Nicodeno e Maria Teresa Nocera, na data de 03/12/1892, na cidade de Salto.


O casamento civil e o religioso de Vitor e Manuela foram realizados na data de 22/11/1879, sendo que a cerimônia religiosa foi realizada na Igreja de Nuestra Senõra Del Carmen na cidade de Salto (Livro nº 3, fl. 460), tendo como testemunhas Vicente Pierri e Catalina Paschetti. A cerimônia foi realizada pelo Presbítero Don Juan Bautista Aguinaga, com licença do Cura Vigário da Iglesia de Nuestra Senõra del Carmen del Salto Oriental. Depois do casamento, os noivos foram residir na cidade brasileira de Quarai no Rio Grande do Sul, onde nasceu a primeira filha, Angela Maria Abarno em 04/09/1880.


A Igreja de Nuestra Señora Del Carmen - Salto, Uruguai


No ano de 1881, Vitor viajou para a Itália, para reencontrar a sua família em San Fele, deixando a esposa Manuela, que estava grávida de sua segunda filha que veio a se chamar Gavina, assim como a pequena filha Angela Maria aos cuidados da sogra, a viúva Segunda Savia, que residia na Calle Cuareim, nº 62, na cidade de Salto. No retorno, Vitor veio acompanhado de seu pai Francesco e de seu irmão Nicola, conforme relatório de saída existente na cidade de San Fele, desembarcando, ao final, no porto argentino de Buenos Aires. 


Depois de chegarem à América, Vitor, o pai Francesco e o irmão Nicola seguiram para a cidade de Salto, Uruguai, onde Manuela Barbita Savia e a filha Angela Maria os esperavam. Porém, Vitor ainda possuía domicílio e negócios na cidade de Quarai, tendo voltado para lá, acompanhado do pai Francesco e do irmão Nicola. Na certidão de nascimento da filha Gavina Abarno, cujo registro foi feito pela sogra no Cartório de Salto, na data de 24/02/1882, esta declara que o pai Vitor Abarno e o avô Francesco residiam na cidade de Quarai. 


Em Quarai, o irmão Nicola exerceu a profissão de comerciante ambulante até meados de 1882, quando decidiu fixar domicílio na cidade de Alegrete RS, lá estabelecendo a sua casa comercial. O pai Francesco partiu para a Itália neste mesmo ano, durante o qual ocorreram o nascimento de mais um neto, filho de Giuseppe Abarno, e o falecimento da filha Feliciana Filomena Abarno, aos 45 anos. Conforme o livro Gli Italiani Residenti in Salto, citado anteriormente, Vitor teria vindo morar em Salto neste mesmo ano, o que indicaria ter este já adquirido o seu imóvel e a sua alfaiataria.


Seguiram-se os nascimentos das filhas Venecia, Feliciana e América, as duas últimas nascidas em Quaraí, onde Vitor conservou a sua antiga residência. No início de 1886, ocorreu o falecimento da sogra, a viúva Segunda Savia. Na cidade de San Fele, ao final do ano, houve o falecimento da irmã Mariantonia Vittoria Abarno, que tinha o nome de Maria Emmanuela, como irmã religiosa. 


Francisco Abarno somente retornou à América no início de 1887, para trazer a nora Angela Maria de Vico e os netos Maria Antonia e Francesco Antonio, filhos de Nicola Abarno, que os havia deixado para trás em 1881. A família embarcou no navio Umberto I, com destino à cidade de Buenos Aires na Argentina, chegando ao porto desta cidade na data de 01/05/1887. Depois da chegada, foram residir na cidade de Salto, na casa de Vitor Abarno. Neste mesmo ano, nascia e falecia aos 6 meses de idade a filha de Vitor, de nome Manuela.


Naquela época, a sobrinha de Vitor, Maria Antonia Abarno, conheceu Leone de Benedetto, um comerciante amigo de seu tio, que residia em Quarai, cidade onde ambos tinham negócios. O casamento foi realizado na residência de Vitor na data de 03/10/1888. A mãe de Maria Antonia, conforme o registro de seu casamento, residia em Alegrete, possivelmente com o seu irmão menor, Francesco Antonio. Conforme o registro mencionado, além de um relato encontrado de Leone De Benedetto, a noiva Maria Antonia residia na casa de seu tio Vitor, na Calle Guaviyú, na cidade de Salto. Francesco Abarno é referido como sendo o pai adotivo de Maria Antonia, que deu o seu consentimento para o casamento da neta, que tinha apenas 16 anos de idade. A esposa de Vitor, Manuela Barbita Savia, estava grávida de Duílio Fernando Abarno, que veio a nascer em 26/11/1888.


Francesco Abarno retornou posteriormente à Itália, em data desconhecida, posto que lá vivia a sua segunda esposa, Vita Maria Vincenza Tauriello e a família de seu filho Giuseppe. Os registros demonstram que já estava residindo em San Fele no ano de 1893. Ao final do ano de 1894, falece a referida esposa. Francesco voltaria para a América somente em 06/07/1898, com 80 anos, como passageiro do navio Perseo, que atracou no porto de Buenos Aires. A nora Angela Maria de Vico, ex-esposa do filho Nicola, já havia falecido no ano de 1897, sendo sepultada em Quarai. Francesco faleceu na data de 25/04/1900, na cidade de Alegrete RS, na casa do filho Nicola.


O casal Vitor e Manuela tiveram ainda mais 7 filhos.


OS FILHOS


I-Angela Maria Abarno (*04/09/1880 Quarai RS/+Uruguai) foi batizada em 20/02/1881, na Igreja de São João Batista de Quarai (Cúria de Uruguaiana, Livro de Batismos, Quarai, nº 5, fl. 43 v). Recebeu este nome em homenagem à sua avó paterna, Angela Maria Crisonino.



A Igreja de São João Batista - Quarai, Rio Grande do Sul, Brasil


Angela Maria casou-se com Cirilo Pedro Quiñones (*09/07/1874 Salto, Uruguai/+Uruguai), fazendeiro, filho de Valentin Quiñones (*Uruguai/+1883, Salto, Uruguai) e Juana Quiroga (*Uruguai/+1907 Salto, Uruguai), na data de 24/04/1910, em Salto Uruguai. Cirilo residia na Calle Arapey nº 157. Testemunhas de casamento: José Lombardo e Luis Dondo (Registro Civil, Seção 1, Ata de Casamentos Ano 1910, Reg. nº 7, Salto Uruguai). O casamento religioso foi realizado na Igreja de Nuestra Señora del Carmen, na mesma data (Livro de Matrimônios nº 4, fl. 531). A família foi residir em Montevidéu, Uruguai, na Calle Maldonado, nº 1.714.




Casa que pertenceu à Angela Maria Abarno e família, na Calle Maldonado, nº 1.714, Montevidéu, Uruguai – Imagem: Google Street View

O casal teve pelo menos os seguintes filhos: 

I-1-Maria Socorro Quiñones Abarno (*15/08/1914 Montevidéu, Uruguai/+Uruguai) foi batizada na Paroquia de San Francisco de Asís, Ciudad Vieja, Montevidéu, em 03/10/1914. Foram padrinhos os avós maternos, Vítor e Manuela Abarno; 

I-2-Victor Alfonso Marcos Quiñones Abarno (*07/10/1916 Montevidéu, Uruguai/+Uruguai) foi batizado na Paroquia de San Francisco de Asís, Montevidéu, em 22/11/1916. Foram padrinhos: Ignacio e María Quiñones. Em seu registro civil, constou que o avô Vitor era ‘hacendado italiano’, ou fazendeiro italiano.



II-Gavina Abarno (*19/02/1882 Salto, Uruguai) foi registrada pela avó materna, na data de 24/02/1882. Esta declarou que o pai Vitor Abarno estava residindo e trabalhando na cidade de Quarai RS. Declarou também que o avô paterno, Francesco Abarno, residia na citada cidade (Registro Civil, Seção 1, Ata de Nascimentos Ano 1882, Reg. nº 67, Salto, Uruguai). 


III-Venecia Abarno (*18/09/1882 Salto, Uruguai - Registro Civil, Seção 1, Ata Casamentos Ano 1898, Reg. nº 3, Salto, Uruguai /+16/12/1921 Cerro Picazo, Salto, Uruguai - Livro de Registro Civil, Óbitos, Uruguai, Salto, Ano 1921, Seção 6ª (Mata Ojo Grande), fl. 31, Ata nº 61) casou-se com Esteban Federico Siciliano (*07/06/1876 Montpellier, Hérault, França/+1925 Salto, Uruguai), comerciante, filho de Salvatore Siciliano (*Itália/+1886 Salto, Uruguai) e Ana Layne (*Itália/+1871 Itália), na data de 23/02/1898 em Salto, Uruguai. Esteban residia no 4º distrito do Departamento de Salto. Testemunhas de casamento: Carlos Ziegler e Francesco Del Priore (Registro Civil, Seção 1, Ata de Casamentos Ano 1898, Reg. nº 3, Salto Uruguai). O casamento religioso foi realizado na Igreja de Nuestra Señora del Carmen (Livro de Matrimônios nº 4, fl. 279). O casal residiu na Calle Uruguay, Salto (1901) e, após, na Calle Larrañaga, nº 77, na cidade de Salto. 




Casa que pertenceu à Venecia Abarno e família na Calle Larrañaga, nº 77 (com a placa de vende-se), Salto, Uruguai – Imagem: Google Maps

O casal teve os filhos:

III-1-Federico Salvador Siciliano (*07/05/1899 Valentin Grande, Salto, Uruguai/+Uruguai), Comerciante, casou-se com Blanca Cipriana Esteves Suanes (*16/09/1902 San Gregorio de Polanco, Tacuarembó, Uruguai/+Uruguai), filha de Nicásio Isabelino Esteves e Gregoria Suanes, na data de 15/07/1931, em Tacuarembó, Uruguai. Tiveram pelo menos um filho: Walter C. Siciliano (*1932 Uruguai/+21/11/2010 Uruguai);

III-2-Julio Siciliano Abarno (*03/06/1900 Valentin Grande, Salto, Uruguai/+Uruguai), Comerciante, casado em 1926, residia na Calle Yaguarí (?) ou Yaguarón, nº 2.291 em Montevidéu. Viajou algumas vezes a negócios ao Rio de Janeiro e a São Paulo;


Julio Siciliano Abarno

III-3-Ana Maria Siciliano Abarno (*09/09/1901 Valentin Grande, Salto, Uruguai/+Uruguai);

III-4-Eduardo Pedro Siciliano Abarno (*29/06/1903 Valentin Grande, Salto, Uruguai/+Uruguai);

III-5-Mercedes Siciliano Abarno (*14/09/1904 Salto, Uruguai/+14/09/1904 Salto, Uruguai);

III-6-Atílio Victor Siciliano Abarno (*18/03/1910 Salto, Uruguai/+Uruguai) casou-se com Eva Isabel Gomez Bruni (*1919 Uruguai/+Uruguai), filha de Feliciana Gomez e Isabel Bruni, na data de 26/08/1949, em Montevidéu, Uruguai.  



IV-Feliciana Abarno (*10/12/1884 Quarai RS) recebeu este nome em homenagem à sua bisavó paterna, Feliciana Radice. Foi batizada em 27/02/1885, na Igreja de São João Batista de Quarai RS (Cúria Uruguaiana, Livro Batismos Quarai, nº 5, fl. 80 v). A confirmação de seu nascimento em Quarai foi feita através de seu registro de casamento no Uruguai.

Feliciana casou-se com Mario Amaro da Silva (*18/11/1876 Canguçu RS), na data de 03/09/1904 em Salto, Uruguai, fazendeiro, filho de Bernardino Amaro da Silva (*07/04/1852 Herval RS/+11/02/1939 Salto, Uruguai) e Francisca Amália Piegas Furtado (*1863 RS/+1927 Salto, Uruguai). Testemunhas: Olívio Pereira e Ambrosio Laronda (Registro Civil, Seção 2, Ata de Casamentos Ano 1904, Reg. nº 20, Salto Uruguai). Mario residia com seus pais na Calle 25 de agosto, nº 37, na cidade de Salto. A sua família vinha de longa tradição na cidade de Herval, a qual era possuidora de grandes fazendas. O bisavô de Mario, Jerônimo Amaro da Silveira, participou da Guerra dos Farrapos, tendo sido morto no combate do Seival no ano de 1836. Depois de casados, o casal foi residir na Calle Uruguay, nº 181, nesta cidade. Tiveram pelo menos os filhos: 


IV-1-Osvaldo Victor Amaro Abarno (*15/06/1905 Salto, Uruguai) foi batizado em 22/09/1906 na Paroquia de Nuestra Señora del Carmen de  Salto, sendo padrinhos os avós Vitor e Manuela;


IV-2-Maria Ofelia Amaro da Silva Abarno (*20/04/1907 Salto, Uruguai) casou-se com Waldomiro Silveira (*14/11/1896 RS), brasileiro e Engenheiro, filho de Luiz Diamantino Silveira e Prudência Ferreira, na data de 10/07/1926, em São Gabriel RS. Possivelmente tenham falecido em Montevidéu, Uruguai.





V-América Abarno (*27/09/1885 Quaraí RS/+Montevidéu, Uruguai) casou-se com Luis Felipe Dondo Iríbar, na data de 27/06/1909 em Salto, Uruguai, comerciante, filho de Bartolomeo Dondo (*1845/1846 Pietra Ligure, Liguria, Itália/+22/12/1906 Salto, Uruguai) e Maria Juana Iríbar (*21/02/1858 Salto, Uruguai).  Testemunhas: José Dondo e Mario Amaro da Silveira (Registro Civil, Seção 1, Ata de Casamentos Ano 1909, Reg. nº 18, Salto Uruguai). Luis residia na Calle Uruguay, nº 135. O casamento religioso foi realizado em 15/06/1909, na Igreja de Nuestra Señora del Carmen (Livro de Matrimônios nº 4, fl. 512). O casal era residente na Calle Arapey, nº 224. América residia em Montevidéu e costumava visitar seus parentes, descendentes de Duílio Abarno, na cidade de Santa Fé, Argentina. O casal teve pelo menos um filho:


V-1-Luis María Dondo Abarno (*19/04/1910 Salto, Uruguai), casou-se com Luisa Delma Bertolotti (*1917 Montevidéu, Uruguai), filha de Luis Bertolotti e Teresa Ponticorbo (?), na data de 17/02/1945, em Montevidéu. Tiveram pelo menos uma filha, María Rosa Dondo, casada com um periodista da América Central.


América Abarno




A residência de Bartolomeo Dondo (à porta), sogro de América Abarno - Salto, Uruguai


Café de Bartolomeo Dondo e de seus filhos, que continuaram no negócio - Salto, Uruguai



VI-Manuela Abarno (*12/05/1887 Salto, Uruguai/+25/11/1887 Salto, Uruguai) foi registrada pelo pai Vitor na data de 16/05/1887 no cartório desta cidade. Na época do nascimento de Manuela, Vitor residia com a família na Calle Cuareim, nº 62, em Salto, Uruguai, que era a casa dos sogros já falecidos (Registro Civil, Seção 1, Ata de Nascimentos Ano 1887, Reg. nº 166, Salto Uruguai). Faleceu em consequência de gastroenterite (Registro Civil, Seção 1, Ata de Óbitos Ano 1887, Reg. nº 425, Salto Uruguai);


VII-Duílio Fernando Abarno (*31/03/1888 Salto, Uruguai/+16/02/1971 Santa Fé, Argentina). Seu registro de nascimento não foi encontrado até o momento, e as informações que temos vêm de seus descendentes e do seu registro de óbito. No ano de seu nascimento, pelo mês de novembro, houve uma grande enchente, que atingiu a cidade de Salto. O Rio Uruguai subiu 14 metros. Neste mesmo ano, o pai Vitor Abarno fez uma viagem de negócios, partindo do porto de Salto até o porto de Montevidéu (Uruguay, Passenger Lists, 1888-1980 – Familysearch.org). Duílio substituiu o pai na Alfaiataria, quando este se aposentou. Foi estudar em Montevidéu, Uruguai, Ciências Contábeis e Leis. Depois, trabalhou na função de Contador ou Gerente da Empresa Shell, que propôs a sua transferência para a cidade de Concordia, Argentina, onde nasceu seu filho José Manuel Abarno. Casou-se em primeiras núpcias com Carolina Grantille(*17/06/1899 Villa Federal, Entre Ríos, Argentina/+1926 Argentina), filha do italiano  Vicente Grantile e da argentina Martina Alló, tendo os filhos:



Duílio Fernando Abarno

Carolina Grantille de Abarno


VII-1-José Manuel Abarno (*08/08/1918 Concordia, Província de Entre Rios, Argentina/+03/10/2002 Santa Fé, Argentina), Locutor Nacional, casou-se em primeiras núpcias com Isabel Sara Cocco (*Província de Entre Rios, Argentina/+17/07/1999 Santa Fé, Argentina), em 04/02/1945, tendo as filhas Sara Isabel Abarno e Viviana Sara Isabel Abarno, psicóloga, casada com José Luis Badía, psicólogo, pais de Alejandro José Abarno Badía. José Manuel casou-se em segundas núpcias com Francisca Juana Cosimi, por volta de 2002;  


José Manuel Abarno

Isabel Sara Cocco de Abarno


Viviana Abarno

José Luis Badía

Alejandro José Badía Abarno


VII-2-Fernando Abarno casou-se com Dora Ramonda, tendo os filhos Susana Abarno e Roberto Abarno; 


Fernando Abarno

Dora Ramonda de Abarno


Susana Abarno

Roberto Abarno


Ficando viúvo, Duílio Fernando Abarno casou-se em segundas núpcias com Nieve Gallimó, tendo o casal duas filhas: Argentina Abarno e Juana Abarno.


Duílio Fernando Abarno

Nieve Gallimó de Abarno 


VII-3-Argentina Abarno (Tita), falecida, casou-se com Mario Giromini Droz, residentes em Santa Fé, Argentina. Tiveram a filha Fabricia Giromini Abarno;


Argentina Abarno

VII-4-Juana Abarno (Puchi), casou-se em 1960, com Manuel Waisman Olmedo, residentes em Santa Fé, Argentina. Tiveram o filho Federico Waisman Abarno.


Juana Abarno


VIII-Maria Sofia Abarno (*14/04/1889 Salto, Uruguai/+29/01/1890 Salto, Uruguai) foi registrada no dia 16/04/1889, pelo pai Vitor na cidade de Salto. Na época de seu nascimento, a família residia na Calle Guaviyú, em Salto, conforme consta no seu registro de nascimento (Registro Civil, Seção 1, Ata de Nascimentos Ano 1889, Reg. nº 143). Faleceu em consequência de bronquite capilar (Registro Civil, Seção 1, Ata de Óbitos Ano 1890, Reg. nº 32, Salto Uruguai);



IX-Carlos Abarno I (*30/05/1890 Salto, Uruguai/+06/06/1890 Salto, Uruguai) foi registrado por Vitor Abarno no dia de seu óbito na cidade de Salto (Registro Civil, Seção 1, Ata de Nascimentos Ano 1890, Reg. nº 181, Salto Uruguai). Faleceu por cianose cardíaca (Registro Civil, Seção 1, Ata de Óbitos Ano 1890, Reg. nº 197, Salto Uruguai). Nesta época a família ainda residia na Calle Guaviyú;



X-Romeo Abarno (*02/06/1891 Salto, Uruguai/+14/06/1891 Salto, Uruguai) foi registrado pelo pai Vitor em 06/06/1891 na cidade de Salto (Registro Civil, Seção 1, Ata de Nascimentos Ano 1891, Reg. nº 239). Faleceu em consequência de gastroenterite (Registro Civil, Seção 1, Ata de Óbitos Ano 1891, Reg. nº 140, Salto Uruguai). Nesta época a família continuava residindo na Calle Guaviyú;



XI-Carlos Abarno II (*17/03/1893 Salto, Uruguai/+19/04/1893 Salto, Uruguai) foi registrado pelo pai na data de 23/03/1893, com o mesmo nome do filho falecido anteriormente (Registro Civil, Seção 1, Ata de Nascimentos Ano 1893, Tomo 1º, Reg. nº 64). Faleceu em consequência de atrepsia (Registro Civil, Seção 1, Ata de Óbitos Ano 1893, Reg. nº 93, Salto Uruguai). A família residia na Calle Dayman, s/nº;



XII-Francisco Abarno (*22/05/1894 Salto, Uruguai) foi registrado pelo pai Vitor na data de 28/05/1894 (Registro Civil, Seção 1, Ata de Nascimentos Ano 1894, Tomo 1º, Reg. nº 80). Na época de seu nascimento a família residia na Calle Cuareim, nº 91 (provável nova numeração da casa que era dos sogros) em Salto. Casou-se com Cosme Rosa Florinda Cremanti (*27/09/1897 Montevidéu, Uruguai), em 19/03/1921, em Montevidéu, Uruguai (Livro de Registro Civil, Casamentos, Uruguai, Montevidéu, Ano 1921, Seção 1ª, fl. 13 verso, Ata nº 26), filha de Vicente Cremanti e Florinda Raffo. Residiram na Calle 18 Julio, nº 871 (1921) e na Calle Eduardo Acevedo, nº 1.143, em Montevidéu, Uruguai (1925). Tiveram pelo menos uma filha:






XII-1-Nelly María Abarno Cremanti (*20/05/1925 Montevidéu, Uruguai/+08/08/2011 Montevidéu, Uruguai), Procuradora, casou-se com Roberto Marino (Marín), na data de 03/09/1960, em Montevidéu, tendo pelo menos um filho, chamado Roberto Marino, casado com Andrea Salvatore. Residia na Rua Gral. Fraga, nº 2.175 em Montevidéu, Uruguai. Viajou ao Brasil nas décadas de 1950 e 1960.



Nelly Maria Abarno Cremanti




XIII-Carmen Abarno (*16/07/1895 Salto, Uruguai/+17/01/1896 Salto, Uruguai) foi registrada por Vitor Abarno (Registro Civil, Seção 1, Ata de Nascimentos Ano 1895, Tomo 1º, Reg. nº 116). Faleceu em consequência de atrepsia (Registro Civil, Seção 1, Ata de Óbitos Ano 1896, Reg. nº 17, Salto Uruguai). No registro, o endereço que consta é a Calle Dayman, s/nº. O nome fornecido pelos declarantes do óbito era ‘Cármela’;



XIV-Maria Luisa Abarno (*19/08/1896 Salto, Uruguai/+30/08/1896 Salto, Uruguai) foi registrada por Vitor Abarno no dia 22/08/1896 na cidade de Salto (Registro Civil, Seção 2, Ata de Nascimentos Ano 1896, Reg. nº 218). Nesta época, a família Abarno residia na Calle Uruguay, nº 222, a rua principal de Salto. Este endereço situa-se nas proximidades do porto, que recebe embarcações do Rio da Prata. O registro de nascimento informa que o avô Francesco Abarno estava residindo na Itália. Francesco voltaria para a América somente em 06/07/1898, com 80 anos. O avô veio a falecer na cidade de Alegrete RS, em 25/04/1900. Maria Luisa faleceu em função de sua prematuridade (Registro Civil, Seção 2, Ata de Óbitos, Ano 1896, Reg. nº 151, Salto Uruguai). 



Vitor Abarno residiu na Calle Uruguay, nº 217, na época do casamento da filha Venecia Abarno em 23/02/1898. Após, residiu no nº 199 desta rua na época do casamento da filha Feliciana Abarno em 03/09/1904. Alguns anos mais tarde, a família Abarno residia no nº 181 desta importante rua da cidade de Salto, conforme consta do registro de casamento da filha América Abarno no dia 27/06/1909, permanecendo neste endereço até pelo menos a época do casamento da filha Angela Maria Abarno em 24/04/1910. Obs.: os números são antigos e provavelmente foram alterados com o tempo; desta forma, os números podem se referir à mesma propriedade ou a outra(s) residência(s).



A Calle Uruguay na cidade de Salto


Retornando aos primeiros tempos de Vitor Abarno no novo continente, depois de uma longa e a agitada jornada nos primeiros anos na América, “perché non sempre la sorte sorride a chi ha voglia di lavorare”, com a sua tenacidade e vontade de vencer, tornou-se proprietário de uma reconhecida alfaiataria chamada Gran Sastrería Central, cujo endereço era Calle Uruguay nº 197 e nº 199 (onde residia). Como na maioria das declarações de óbitos dos filhos de Vitor foram declarantes o alfaiate (sastre) Miguel Abondet (+22/09/1908) e o empregado Eduardo Guasch, presume-se que estes trabalhavam com Vitor na alfaiataria.


Anúncio (embaixo, à esquerda) da Gran Sastrería Central - Revista del Salto 04/02/1900



O livro Gli Italiani Residenti in Salto refere que as suas filhas, dotadas de bom gosto e elegância, possuíam o seu próprio negócio no ramo da moda, num local próximo à alfaiataria. Informa, ainda, que o filho mais velho, Duílio, seria o sucessor de Vitor, que contava com 18 anos, naquele longínquo ano de 1906, e que se tornaria responsável pelo bom andamento da Casa, que tanto sacrifício havia custado ao pai. 



Casa de Tecidos - Início do Século XX


Alfaiataria (Sastreria) em Salto, no começo do Século XX


As últimas informações obtidas revelaram que Vitor Abarno tornou-se um hacendado (fazendeiro ou latifundiário), conforme o registro de nascimento do neto Victor Alfonso Marcos Quiñones Abarno (1916), tendo residido na cidade de Concordia na Argentina, até pelo menos 1925, conforme consta no registro de nascimento da neta Nelly Maria Abarno Cremanti, em Montevidéu, Uruguai. A partir deste ano, não foi encontrada nenhuma pista sobre o destino do casal Abarno. Nos registros de sepultados constantes nos livros de cemitério de Concordia, tanto no chamado Cemitério Novo, quando no Cemitério Velho (este com falhas nos registros), eles não foram encontrados, mas possivelmente tenham falecido na Argentina. 


Calle Entre Ríos, Concordia, Argentina - 1905




Ver a continuação: Família Abarno 9ª Parte - Genealogia