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Os artigos veiculados neste blog podem ser utilizados pelos interessados, desde que citada a fonte: GÖLLER, Lisete. [inclua o título da postagem], in Memorial do Tempo (http://memorialdotempo.blogspot.com.br/), nos termos da Lei n.º 9.610/98.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Memórias de Infância II















O BALLET



Dentre as lembranças mais antigas dos tempos de infância, me vem à mente a época em que dançava imitando uma bailarina. Acredito que tinha uns 4 ou 5 anos de idade. Mas a causa definitiva, que levou ao encerramento da minha breve 'carreira', por assim dizer, foi aquele triste acontecimento ao levar um tombo na escada do armazém do tio Chico em Alegrete, resultando numa hérnia inguinal, que foi operada aos 7 anos de idade. Depois disso, a mãe passou a se preocupar demais comigo, temendo que tal infortúnio acontecesse novamente. Não podia correr ou fazer exercícios de ginástica no colégio por um bom tempo. O ballet seria uma coisa absolutamente inadequada para o meu 'estado', com todas aquelas ‘aberturas’ de pernas, que são executadas ao longo do curso. Era um exagero, é claro, mas este estado de coisas serviu para cultivar em mim certa tristeza em não poder realizar aquele velho sonho de infância. Mas as crianças logo se recuperam. Assim sendo, não dei tanta importância ao fato. Passaram-se os anos, e tudo o mais restou adormecido...



Quando voltei a pensar no assunto, foi na época em que estava trabalhando no Tribunal. Não me lembro em qual dos anos da década de 1980 que comecei a fazer aulas na Escola de Ballet Salma Chemale, que se localizava na Rua Mal. Floriano Peixoto, no centro de Porto Alegre. Entrei para uma classe de adultos, composta por alunas de diversas faixas etárias, as quais não se enquadravam num curso seriado normal. Neste período, tive a honra de conhecer a consagrada bailarina Salma Chemale. Ela já estava em idade avançada, mas, de vez em quando, gostava de ir até a nossa sala e dar alguns minutos de aula para a gente. Ela vinha nos ensinar o ‘port de bras’, alguns passos simples, dava ênfase à importância da postura, o ‘aplomb’, da bailarina e, vêm-me à mente agora, demonstrava como devia ser o movimento suave e ondulante da mão numa apresentação, imagem esta que se cristalizou na minha mente. 


Salma Chemale no ballet A Princesa Moura, também conhecido como Scheherazade - 1930

Salma Chemale (*08/06/1918 Porto Alegre RS/+13/12/1990 Porto Alegre RS), filha do libanês Elias Monteiro Chemale e Guelhe (Gaeilia) Chemale, era casada com Julio Gomes Barcelos, com quem teve os filhos Ciro Elias e Denise. Salma foi aluna de Mina Black e Nenê Dreher Bercht, no Instituto de Cultura Física do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, na década de 1920, onde se ensinava ginástica rítmica. Neste mesmo instituto, estudara Lya Bastian Meyer (*23/01/1911 Porto Alegre/+18/11/2005 Porto Alegre), a qual, a partir das atividades da classe de coreografia, fundou a Escola de Bailados Clássicos na década de 1930, a primeira escola oficial de dança no Rio Grande do Sul. Lya Meyer formou uma geração de bailarinos clássicos entre os anos de 1930 e 1950. Dentre as alunas, destacaram-se Salma Chemale e Tony Seitz Petzhold, que, anos mais tarde, se tornariam grandes bailarinas e professoras de ballet. Salma também estudou em São Paulo e Buenos Aires. Seu primeiro espetáculo individual foi realizado no ano de 1948.


Placa de Homenagem à Salma Chemale no Teatro São Pedro, oferecida pelas suas alunas. Este teatro durante muitos anos foi palco de inúmeras apresentações das alunas escola de Salma, sempre coroadas de muito sucesso

No ano de 1950, Salma abriu a sua própria Escola de Bailados Salma Chemale, na Rua Mal. Floriano Peixoto nº 520, no centro de Porto Alegre. Na década de 1960, a escola mudou-se para o nº 49, sobreloja, na mesma rua. Dentre as coreografias de maior sucesso da época, estavam Uiaras, A Lenda das Castanholas, Fantasia Árabe e Sinfonia Celeste. No decorrer do tempo, a escola já ampliava o ensino incluindo cursos de Ginástica Moderna e Rítmica, Dança Característica, Expressionista, Espanhola e Folclórica.


Salma Chemale (dir.) com sua filha Denise, candidata a Miss Porto Alegre no ano de 1955, representando o Clube Teresópolis Tênis Clube – Fonte: Jornal Diário de Notícias, Edição de 18/05/1955

Assim sendo, as atividades envolvendo a dança foram sendo repassadas ao longo dos anos às próximas gerações da família, pois a filha Denise e as netas Suzana, Leila e Márcia deram continuidade ao legado de Salma nos aspectos do ensino e da criação da arte da dança. Atualmente, o Ballet Chemale está estabelecido na Av. Plínio Brasil Milano, na cidade de Porto Alegre. Salma Chemale faleceu em 13/12/1990, aos 72 anos de idade, após sofrer um infarto.


Não gostava de matar as aulas, mesmo que estivesse com febre ou doente. Gostava tanto delas que, mal chegava em casa, anotava os exercícios que havia gravado na memória. Este treino é uma das coisas que mais se desenvolve no ballet. Não guardei estes manuscritos, nem lembro agora o nome da nossa professora, uma estudante de Direito, mas guardo na lembrança que era bem exigente. Naquela época, cheguei a convencer uma colega (deixo de revelar aqui o seu nome) a se matricular na minha turma. Quando dava uma folga, saíamos apenas com uma sacola contendo o material de aula. O tempo era contado no relógio minuto a minuto. Era um sufoco fazer render a nossa saída, demorando o mínimo possível... Com o tempo, a colega desistiu, mas eu segui um pouco mais adiante. Este tipo de turma de adultos não vai muito para frente, porque as pessoas, ou vão desistindo, ou vão entrando no meio do ano e, por causa disso, acabamos repetindo sempre as mesmas coisas... Mas nem tudo eram flores. Lembro-me com pesar da vez em que, fazendo um ‘temps de flèche’, quando o pé direito tocou o solo, um dos dedos ficou dobrado, e todo o meu peso caiu sobre este pobre membro... A dor foi muito grande, a ponto de caminhar com dificuldade e ter que parar na clínica de traumatologia, onde enfaixaram o meu pé. Depois disso, tive que tirar licença médica. Mesmo assim, eu não matava as aulas de ballet. Aguentava firme. Não contei nada à professora sobre o incidente. Assim era a minha total e irresistível devoção à dança!


A filha Fernanda (ao fundo) freqüentou a Baby-Class da Escola de Ballet Salma Chemale, aos 5 Anos de Idade  – Março/1990

Depois de certo tempo, fiz aulas numa academia, ou melhor, num estúdio de dança de um ex-bailarino, na Av. Independência, nº 426, que hoje não existe mais. Atualmente abriga a Casa Frasca, um centro cultural e de eventos. A professora se chamava Raquel, uma bailarina que havia regressado de estudos feitos na Alemanha. Ela tinha ido para lá com o marido que também era bailarino, mas, por causa de problemas no joelho, o que deve ter motivado a sua dispensa, acabou voltando para o Brasil, mas o seu marido havia ficado por lá. Ela era muito exigente. Seguia a Escola Russa, mais precisamente o Método Vaganova. As aulas eram pela manhã, mas o pessoal faltava muito às aulas. O curso não durou muito. Lembro-me que, na casa onde funcionava o estúdio, havia dois gatos siameses que gostavam de se esfregar nas pernas da gente, deixando as nossas meias cheias de pelos...


Consegui recuperar na internet a imagem da sala de aula onde estudava no estúdio da Av. Independência, 426, por sinal bem ‘detonada’ e sem o espelho. As barras continuam por lá, último resquício de um passado de saudosas lembranças... Evento Brechó de Desapegos edição “Desapegos de Arte”, na Casa Frasca – Foto: Fábio Alt, Make Up Artist: Juliane Senna, Modelo: Juliane Senna, Produção de Moda: Natalia Guasso e Babi Andrade (Casa da Traça) – 07/08/2016 – Fonte: Blog Itapema FM

Cheguei a fazer uma aula na Academia de Ballet Lenita Ruschel, situado no bairro Menino Deus, que usa o método Royal, mas havia dificuldade para formar uma turma de adultos, que deveria ter um número suficiente de alunos para começar. Assim, desisti do intento. 


Lenita Ruschel – Foto: Site Ballet Lenita Ruschel

Lenita Ruschel dirige a Academia de Ballet Lenita Ruschel, mantendo em Porto Alegre cursos de dança flamenca, street dance, dança contemporânea, jazz e ballet clássic há 60 anos. Iniciou seus estudos nesta cidade com os bailarinos e professores Rolla, Glaci Las Casas e Lya Bastian Meyer, estudou com Maryla Gremo no Rio de Janeiro e fez curso completo da Royal Academy Of Dance em Londres. Estudou dança moderna com Nina Verchinina, Esther Piragibe, Graciela Luciane, Ricardo Ordonez, Tony Abbot, Elza Villarino, Arthur Mitchel e outros.


Acabei conhecendo o Studio Maria Cristina Futuro. Foi um tempo muito legal. Fiz o Básico I em 1993, o Básico II em 1994, e freqüentei as turmas do 3º e 4º anos em 1995. Neste último ano, não cheguei a terminar, pois foi o ano em que nos mudamos e a mãe teve problemas de saúde. Foi um período bem atribulado. Lembro-me que, em 1993, quando o meu pai faleceu, apesar da minha tristeza, fui fazer aula, mas não contei a ninguém o que havia acontecido para não acabar chorando. Aquela atividade me dava forças para superar o sentimento de luto. Mas as músicas pareciam ser mais melancólicas do que nunca. Sentia saudades de meu pai...


No Natal de 1993 me dei de presente sapatilhas de ponta da marca Cecília Kerche. Naquele tempo, trabalhava como tesoureira na creche de nossa Associação, onde fazia parte da Diretoria. Podia fazer as aulas de manhã tranquilamente e algumas aulas de pontas à tarde. Mas as coisas não eram tão simples assim. Enfrentei olhares meio debochados de certas meninas, discriminando-me, tanto pela minha idade como pelas minhas gordurinhas... Mas o pessoal da equipe de professores sempre me deu muita força. Eles percebiam como eu era esforçada e responsável. A Maria Cristina sempre foi muito exigente e competente. A sua filha Patrícia seguiu o caminho da mãe, tornando-se uma excelente bailarina. No começo, tive aulas com a Flávia P. do Valle, depois com a Sílvia Britto Velho e com a Cíntia Neto. Poucas vezes tive aulas com o Alexandro Reis, um excepcional bailarino. Lembro-me com carinho da Dona Merecilda Futuro, que trabalhava na Administração. As antigas fitas de vídeo, com as apresentações da Escola em 1993 e 1994, não estão mais aqui para relembrá-las, mas ficaram as anotações das aulas teóricas, como as do pequeno dicionário de ballet, anatomia, grandes ballets, personalidades do mundo do ballet, teoria musical, história da dança e maquiagem...


As professoras daquela época (da esq. p/dir.): Cíntia, Flávia, Patrícia, Maria Cristina e Sílvia


Alexandro Reis – 2012 – Foto: Ballet Maria Cristina Futuro


Cheguei a fazer aulas de pontas, o que foi bem dolorido, mas ia com os dedos preparados, enrolados em esparadrapos e, com a ajuda das ponteiras, até que dava para agüentar firme. Legal foi a nossa montagem, como exercício de aula, do ballet A Bela Adormecida. Eu era a Carabosse (a feiticeira), e também fiz um bonitinho Pássaro Azul, com uma pequena coreografia idealizada por mim. Comprei até um adereço para a cabeça com plumas azuis na cabeça. Cada aluna criou a sua ‘fantasia’, sendo que eu fiz a varinha mágica com purpurina para a colega que fez o papel da Fada Lilás. Criamos os passos e os ensaiamos sozinhas, para depois apresentar o espetáculo para a professora Cíntia. Ela adorou... A foto foi feita durante o ensaio da nossa montagem do ballet A Bela Adormecida, como o ‘Pássaro Azul’ – 1995.


O Ballet Maria Cristina Futuro foi fundado em 1975, com sede na Rua Dona Laura, nº 556, em Porto Alegre RS. A escola segue o Método Vaganova. Este método foi desenvolvido pela bailarina russa Agrippina Vaganova, que incorporou ao ballet clássico russo aspectos vigorosos e de forte expressão corporal (in Princípios Básicos do Ballet Clássico, de Agrippina Vaganova). Maria Cristina foi aluna da professora Salma Chemale, que, por sua vez, estudou a técnica do ballet com a professora Lya Bastian Meyer, já referida nesta postagem.


Maria Cristina Futuro e Jean Dubois, nos bastidores da apresentação da coreografia Valsas Românticos de Brahms, da Escola de Dança João Luiz Rolla. O espetáculo foi apresentado no Theatro São Pedro em Porto Alegre RS, no mês de setembro de 1959. Fonte: Repositório Digital UFRGS



Durante este último período, comprei vários livros, fitas de vídeo, depois substituídas pelos DVDs, além de CDs com músicas de ballets famosos. Houve uma época em que eu e minha filha seguidamente íamos ao teatro ver apresentações de ballets. Para mim foi emocionante assistir a Ana Botafogo dançar ao som da orquestra da Ospa no antigo Teatro Leopoldina, depois transformado no Teatro da Ospa. Lembro-me que ela fez outra apresentação no Teatro São Pedro, com músicas tocadas ao piano, que foi simplesmente fantástica! Ao longo de poucos anos assistimos diversas companhias, tanto brasileiras como estrangeiras. Este foi um período mágico... O ballet é uma arte que me toca profundamente. Aliás, como nenhuma outra coisa nesta vida conseguiu fazer. Acho que, se pudesse, trocaria toda esta minha existência pela de uma eterna bailarina, ou seja, aquela que nunca envelhece, que tem sempre o corpo ideal para a arte, dançando com uma técnica perfeita, magistral, quase tocando o portal divino. Uma história parecida com Sapatinhos Vermelhos, mas sem o final trágico...


As histórias dos ballets quase sempre são tristemente belas. Aliás, são como a vida, cheia de acontecimentos que guardam a sua beleza efêmera e triste. O objetivo maior da dança não deve ser o da busca da riqueza ou da fama. Aliás, a carreira de bailarino é fugaz, sendo que pouquíssimos conseguem brilhar até o final, como Nureyev ou Margot Fontaine. O importante é conseguir conquistar os corações das pessoas, proporcionando momentos de encanto e felicidade, elevando-os além da realidade rotineira do dia a dia. Acho que este é o sentido mais nobre da dança, que nunca deve ser esquecido...


Para finalizar a postagem, achei este vídeo bem legal sobre a jornada em busca do sonho de Christine White em se tornar bailarina aos 50 anos, chamado ‘O futuro me diz vem... ’.



domingo, 24 de dezembro de 2017

Família Göller - Álbum de Família


IMIGRANTE ELISABETHA GÖLLER E ESPOSO JOAHNN ANSCHAU

RAMO NICOLAU ANSCHAU E CATHARINA MÜLLER


Nicolau Anschau e seus filhos (atrás, da esq. p/ dir.): João Francisco, Jorge, Jacob, Nicolau, Christiano, Guilherme e Pedro Afonso; (sentadas, da esq. p/dir.): Maria, Theresa, Catharina, Irmã Adelina, Elisabetha e Anna – Salvador das Missões RS (possivelmente) – Início dos Anos 1930. Foto: Therezinha Ivéte R. Anschau


domingo, 17 de dezembro de 2017

Família Göller - Lápides - Ramo Anna Maria Göller Schabarum


IMIGRANTE ANNA MARIA GÖLLER E ESPOSO NIKOLAUS SCHABARUM


Lápide do túmulo de Anna Maria Göller no Cemitério Católico de Picada Holanda, localidade de Picada Café RS – Foto: Acervo de Milton Schabarum


Lápide do túmulo de Nikolaus Schabarum no Cemitério Católico de Picada Holanda, localidade de Picada Café RS – Foto: Acervo de Milton Schabarum


Lápides do casal Anna Maria Göller e Nikolaus Schabarum no Cemitério Católico de Picada Holanda, localidade de Picada Café RS – Foto: Acervo de Milton Schabarum


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Memórias de uma Cidade - Tradições Portuguesas


ROMARIA PORTUGUESA – PORTUGAL E SUAS FESTAS POPULARES


1ª Edição da Romaria Portuguesa – Portugal e Suas Festas – Foto: Romaria Portuguesa - Facebook

A Igreja das Dores foi palco da 1ª Edição da festa de Porto Alegre inspirada nas tradicionais festas e romarias portuguesas, já que o culto a Nossa Senhora das Dores foi trazido pelos portugueses. Inicialmente, a festa estava programada para acontecer no mês de outubro, dentro dos festejos dos 185 anos da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, mas, em função do tempo chuvoso, a festa foi transferida para o dia 25/11/2017. As atrações abrangeram música, dança, literatura, artesanato, gastronomia e missa comemorativa. A Igreja de Nossa Senhora das Dores situa-se no Centro Histórico de Porto Alegre RS, na Rua dos Andradas, nº 597, sendo considerada a mais antiga existente na atualidade. Vejamos um pouco de sua história.




HISTÓRIA DA IGREJA DAS DORES

A devoção a Nossa Senhora das Dores foi trazida ao Brasil pelos portugueses por volta do ano de 1770. Em Porto Alegre, o culto já era realizado em 1779, através de devotos que mandavam rezar uma missa especial às sextas-feiras, num dos altares laterais com a imagem da Padroeira, na antiga sede da Matriz da Mãe de Deus. Esta era a principal igreja de Porto Alegre, que, posteriormente, veio a se tornar a Catedral Metropolitana. O núcleo de fiéis evoluiu para uma Irmandade e, mais tarde, foi elevada à Ordem Terceira, formada por leigos católicos vinculados à Ordem dos Servos de Maria, uma ordem religiosa de frades que cultuavam devoção a Nossa Senhora das Dores. Depois, uma freguesia autônoma foi criada em 24/10/1832, quando se desmembrou da paróquia da Madre de Deus, mas somente em 1859, por indicação de Dom Pedro II, recebeu um pároco que era o Padre José Soares do Patrocínio Mendonça. 


Numa imagem panorâmica vemos, ao lado da Capela do Espírito Santo (primeira à esquerda), a Igreja Matriz da Mãe de Deus, futura Catedral Metropolitana, na Praça Mal. Deodoro, e a Igreja das Dores (dir.), de frente para o Guaíba – Final da Década de 1910

A pedra fundamental do prédio da Igreja de Nossa Senhora das Dores foi lançada em 02/02/1807. No ano de 1813, foi concluída a capela-mor, e a imagem de Nossa Senhora foi trasladada da Matriz para a nova igreja. A consagração da igreja ocorreu em 10/05/1868, através do Bispo Dom Sebastião Dias Laranjeira. A partir de doações, o templo foi sendo ampliado e modificado. Foram acrescidas as escadarias de 63 degraus em 1873, e as torres, no estilo barroco português, foram concluídas somente no final do Século XIX. Somente em 1904 as obras chegaram ao seu término.


A Igreja das Dores quando ainda não tinha os campanários – 1890 – Fonte: Igreja das Dores - Facebook

Uma vez inaugurado o corpo da igreja, coube ao prior, Capitão Mar e Guerra Manuel de Oliveira Paes embelezar e emparelhar o templo. De 1869 a 1873 foi construída a imponente escadaria, com verbas provenientes de loterias, concedidas para este fim pelo governo da Província. O terreno na frente da igreja foi recebido pela Irmandade em 1859, com 124 palmos sob o alinhamento da Rua da Praia. Neste local, até 1857, eram executados os condenados à forca. Para a construção da escadaria, era condição da intendência de que a Ordem Terceira construísse um cais, que foi executado através de auxílio financeiro do Prior da época: o conhecido e influente comerciante Lopo Gonçalves Bastos. Desde então, a centenária escadaria das Dores é palco para diversas atividades artísticas e religiosas: Procissões, festas juninas, apresentação de orquestras, esquetes teatrais e o aniversário da Capital dos Gaúchos.


A Igreja das Dores no final do Século XIX – Fonte: Blog Por Porto Alegre

O projeto original da Igreja Nossa Senhora das Dores foi traçado no estilo barroco colonial, porém, ao longo do tempo, a necessidade de sua readequação levou à contratação do arquiteto Júlio Weise, que reelaborou a fachada no estilo eclético, com influência germânica. No interior do templo, elementos barrocos convivem com as concepções neoclássicas. Além disso, possui um rico acervo, composto por cerca de dois mil itens, por isso há planos de ser futuramente sede de um Museu de Artes Sacras. Na atualidade, depois de ter passado por diversas restaurações, a igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN). 


Detalhes da atual Igreja – Fotos: Lisete Göller


OS PRIMEIROS REGISTROS ECLESIÁSTICOS

O primeiro batismo foi realizado em 27/03/1859, referente ao menino João da Silveira, filho de João José da Silveira e Florentina Joaquina da Conceição. O primeiro casamento foi realizado em 19/03/1859, sendo os noivos Manoel da Costa Cardoso e Antonia Lourenço do Espírito Santo. O primeiro registro de óbito, ocorrido em 21/03/1859, foi o de Israel Soares de Paiva, natural de Porto Alegre, aos 65 anos, sendo viúvo de Dona Belmira de Souza Lima e Paiva. Os registros foram feitos pelo pároco, Padre José Soares do Patrocínio Mendonça.


ATRAÇÕES DA ROMARIA PORTUGUESA – PORTUGAL E SUAS FESTAS POPULARES

No dia da Romaria Portuguesa, a tarde foi chuvosa. Por esta razão, a festa foi realizada no salão paroquial. Na abertura, visita às barraquinhas de gastronomia e artesanato portugueses.


Artesanatos tipicamente portugueses e tamancos com temática portuguesa pelo Atelier Mãos e Artes; quadros retratando Portugal da Coisas da Beltrana – Fotos: Romaria Portuguesa – Facebook


Doces portugueses da confeitaria Amo.te Lisboa; vinhos e espumantes portugueses trazidos da Porto a Porto; na barraquinha da Casa de Portugal, representada pelo Chef Joaquim Rodrigues, Bolinhos de Bacalhau e Bacalhau a Gomes de Sá - Fotos: Romaria Portuguesa – Facebook


Apresentação de música portuguesa comandada por Antônio Leitão, que integrou o grupo Boinas Brancas da Casa de Portugal – Foto: Lisete Göller


Na apresentação de trechos de obras dos poetas Fernando Pessoa e Florbela Espanca, além dos romancistas Eça de Queiroz e José Saramago, a jornalista e Mestre em Literatura pela UFRGS, Patrícia Lima, fez uma leitura destes autores portugueses – Foto: Lisete Göller


Um momento muito aguardado: a Dança Açoriana apresentada pelo Rancho Folclórico da Casa dos Açores do RS – Foto: Lisete Göller


O grupo Rancho Folclórico foi fundado em 25/07/1992, com o apoio do Governo Regional dos Açores, Portugal – Foto: Lisete Göller


Karine da Cunha, uma catarinense radicada no Rio Grande do Sul, apresentou “Cantoras Portuguesas”, interpretando algumas canções da nova geração de cantoras da música portuguesa – Foto: Romaria Portuguesa – Facebook


Depois da Missa Comemorativa na Igreja das Dores, o grupo Alma Lusitana, criado em 2005, fez o show de encerramento da Romaria Portuguesa, com fados e músicas portuguesas – Foto: Romaria Portuguesa – Facebook


Foto: Dayane Alencar


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Família Abarno Sem Fronteiras - Argentina













Encontro com a querida prima argentina, Viviana Abarno, bisneta de Victor Abarno, irmão de meu bisavô Nicola Abarno – 02/12/2017, Porto Alegre, Brasil


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Família Rohr 1ª Parte - Ancestrais na Alemanha












A ORIGEM DO SOBRENOME


Os primeiros registros medievais do sobrenome têm origem na Prússia, e aparecem no Estado de Brandemburgo na Alemanha. Os ancestrais com este sobrenome habitavam os territórios germânicos entre os séculos XI e XII.


O SIGNIFICADO


A palavra Rohr, no alemão, quer dizer “caniço, taquara ou junco”. É um nome de origem toponímica.
                                                                                         

O BRASÃO


O escudo é dividido em suas metades: uma em negro e a outra em prata.




AS ORIGENS


As  origens dos mais antigos ancestrais da família Rohr estudados até o momento estão ligadas às cidades de Monzel, Minheim, Wiltingen e Klüsserath, na Renânia-Palatinado, sendo que esta última é o local de nascimento das irmãs Maria Susanna Rohr, minha tetravó, e Maria Anna Rohr, que emigraram da Alemanha ao Brasil com suas famílias, Schmitz e Feiten, respectivamente.


                                                                                                                 

Klüsserath localiza-se às margens do Rio Mosela, sendo uma comuna do Verbandsgemeinde Schweich no distrito de Trier-Saarburg, na Renânia-Palatinado na Alemanha, entre Bernkastel-Kues e Trier. Localiza-se num anfiteatro natural e largo do vale do Rio Mosela, onde estão plantados vinhedos em aproximadamente 90 hectares, com até 83% de inclinação, a maior do Mosela. Sua superfície é de 11,70 m² e, em 30/06/2006, possuía 1.131 habitantes. O nome do lugar tem as interpretações mais diversas. A sílaba final “rath” significaria uma aglomeração que nasceu de um “arroteamento”. A primeira parte seria derivada de Chlodwig (Clóvis I) ou Chlothar (Chlothar I). Há quem diga que derivaria de Cluturiacum, do celta, ou Cluserado. Os primeiros habitantes teriam sido os celtas, embora não existam provas conclusivas. Na Idade Média, no final do século V, os francos tomaram posse do vale do Rio Mosela por um longo período. 


Vista de Klüsserath - Fonte: Wikipedia


PETER ROHR

Peter Rohr, meu eneavô (9º avô), nasceu provavelmente em Monzel, no município de Osann-Monzel, antes do ano de 1587, pois seu nome é mencionado no Weinzinsregister, assim com sua irmã Elisabeth. Os nomes de seus pais são ignorados até o momento.


O CASAMENTO

Peter casou-se com NN, cujo nome e sobrenome são desconhecidos, na Alemanha. Tiveram pelo menos um filho.


O FILHO

I-Jodocus ou Jodoc Rohr (*1630 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+06/03/1669 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha), também conhecido pelo nome familiar de Josten, meu octavô (8º avô), casou-se em primeiras núpcias com Anna Schander (*30/07/1627 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+27/05/1656 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha), filha de Matthias Schander e Catharina Zeimes, com quem já mantinha convivência, na data de 26/11/1652, na Igreja Católica de St. Nikolaus em Monzel (Gemeinde Osann-Monzel). O casal teve pelo menos cinco filhos: Johann Gerhard, Barbara, Heinrich, Jakob e Johann Wilhelm; após ter ficado viúvo, casou-se em segundas núpcias com Margaretha NN (* Rivenich, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), na data de 21/10/1656, na Igreja de St. Nikolaus em Monzel, com quem teve pelo menos quatro filhos: Apollonia, Elisabeth e duas crianças de sexo desconhecido.


O FALECIMENTO

Peter Rohr faleceu em data e local ignorados até o momento.


Vista do município de Osann-Monzel – Fonte: Site Oficial de Osann-Monzel


JODOCUS ROHR 

Jodocus ou Jodoc Rohr, também conhecido pelo nome familiar de Josten, meu octavô (8º avô), era filho de Peter Rohr e de mãe cujo nome é desconhecido, tendo nascido por volta de 1630 em Monzel, município de Osann-Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha.


O 1º CASAMENTO

Jodocus casou-se com Anna Schander (*30/07/1627 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+27/05/1656 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha), filha de Matthias Schander e Catharina Zeimes, com quem já mantinha convivência, na data de 26/11/1652, na Igreja Católica de St. Nikolaus em Monzel (Gemeinde Osann-Monzel). O casal teve pelo menos cinco filhos.


A Igreja Católica de St. Nikolaus no distrito de Monzel – Fonte: Site Oficial de Osann-Monzel


OS FILHOS

I-Johann Gerhard Rohr (*1651 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), meu heptavô, casou-se com Maria Elisabeth Diedrich (*30/03/1664 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), filha de Johannes Diedrich e Elisabetha Schanei (Schanaei), na data de 27/01/1681, na Igreja de St. Nikolaus em Monzel. O casal teve doze filhos;

II-Barbara Rohr (*1652 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

III-Heinrich Rohr  (*1653 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha) casou-se em primeiras núpcias com Elisabeth Klas (*1657 Alemanha/+05/04/1699  Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha), em 26/08/1682, em Monzel, com quem teve nove filhos: Barbara, Johann, Jacobus, Susanna, Georg, Johann Gerhard, Peter, Joseph e Margaret; casou-se em segundas núpcias, com Susanna Schons (*1661 Sehlem, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), filha de Matthias e Catharina Schons, na data de 03/02/1701, na Igreja Católica de St. Peter em Osann (Gemeinde Osann-Monzel). O casal teve pelo menos dois filhos: Peter Rohr e Hans Wilhelm;

IV-Jakob Rohr (*14/04/1654 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

V-Johann Wilhelm Rohr ou Hans Rohr (*30/04/1656 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha) casou-se com Maria NN, no ano de 1690 em Monzel. O casal teve os filhos: German, Johann Gerhard, Johann Ewerhard e Jodocus.


O 2º CASAMENTO

Após ter ficado viúvo, Jodocus casou-se com Margaretha NN (* Rivenich, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), na data de 21/10/1656, na Igreja de St. Nikolaus em Monzel. O casal teve pelo menos quatro filhos.


OS FILHOS

I-Apollonia Rohr (*21/10/1657 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

II-Elisabeth Rohr (*1660 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha) casou-se com Jakob Hilgert no ano de 1685 em Monzel;

III-NN Rohr  (*1664 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), criança de sexo desconhecido; 

IV-NN Rohr (*1667 Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), criança de sexo desconhecio.


O FALECIMENTO

Jodocus Rohr faleceu em 06/03/1669 na localidade de Monzel, aos 39 anos de idade.



JOHANN GERHARD ROHR 

Johann Gerhard Rohr ou Hans Gerhard Rohr, meu heptavô (7º avô), filho de Jodocus Rohr e Anna Schander, nasceu por volta de 1651, no distrito de Monzel, município de Osann-Monzel, Renânia-Palatinado, Alemanha. 


O CASAMENTO

Johann Gerhard casou-se com Maria Elisabeth Diedrich (*30/03/1664 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), filha de Johannes Diedrich e Elisabetha Schanei (Schanaei), na data de 27/01/1681, em Monzel (Gemeinde Osann-Monzel), na Igreja de St. Nikolaus. O casal teve doze filhos.


OS FILHOS

I-Elisabeth Rohr (*25/07/1683 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

II-Maria Katharina Rohr (*15/03/1685 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), batizada na Igreja de Mittelstrimmig, casou-se com Johann Michael Rohr, em 02/03/1710 em Minheim;

III-Johann Jakob Rohr (*10/03/1686 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha); 

IV-Johann Rohr (*13/06/1687 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha); 

V-Johann Wilhelm Rohr (*29/05/1689 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

VI-Peter Rohr (*04/02/1691  Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha) casou-se por volta de 1717 com Anna Margaretha N. O casal teve pelo menos três filhos: Anna Catharina, Anna Maria e Nikolaus;

VII-Johannes Matthias Rohr (*25/11/1692   Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha); 

VIII-Claudius Rohr (*29/03/1694 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

IX-Jodocus Rohr (*23/06/1695 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha) casou-se com Anna Barbara, viúva de Rodens, na data de 04/10/1716 em Minheim;

X-Nikolaus Rohr (*13/04/1704 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+01/03/1769 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha), meu hexavô, casou-se em primeira núpcias com Johanna Margaretha Scharon (*1700 Niedermennig, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), na data de 28/01/1726, na Igreja Católica de Pellingen; em segundas núpcias, casou-se com Elisabeth Zeimet (*1727 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha/+1798 Alemanha), filha de Peter Zeimet e Helena Rarius, na data de 11/04/1747, na Igreja Católica de Pellingen. O casal teve pelo menos oito filhos: Margaretha, Nikolaus, Barbara, Johann, Anna Maria, Franz Anton, Johannes Petrus e Michael;

XI-Anna Barbara Rohr (*24/01/1706 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), batizada na Igreja de Mittelstrimmig, casou-se com Matthias Hardt (*Alemanha/+08/12/1774 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha), filho de Peter Hardt e Elisabeth Scherer, na data de 12/09/1729 em Minheim. O casal teve nove filhos: Jodok, Peter, Maria Susanna, Maria, Nikolaus, Peter Frantz, Johann Georg, Joseph e Maria Barbara;

XII-Anna Rohr (*01/09/1708 Minheim, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha).


O FALECIMENTO

Nikolaus Rohr faleceu em data e local até o momento ignorados.



NIKOLAUS ROHR 

Nikolaus Rohr, meu hexavô (6º avô), filho de Johann Gerhard Rohr e Maria Eisabeth Diedrich, nasceu em 13/04/1704 na cidade de Minheim, na Renânia-Palatinado, Alemanha. 


Minheim – Fonte: Wikipédia – Foto: Ben Bender


O 1º CASAMENTO

Nikolaus casou-se em primeira núpcias com Johanna Margaretha Scharon (*1700 Niedermennig, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), na data de 28/01/1726, na Igreja Católica de Pellingen. 


O 2º CASAMENTO

Nikolaus casou-se com Elisabeth Zeimet (*1727 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha/+1798 Alemanha), filha de Peter Zeimet e Helena Rarius, na data de 11/04/1747, na Igreja Católica de Pellingen. O casal teve pelo menos oito filhos.


OS FILHOS

I-Margaretha Rohr (*1750 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha/+05/04/1820 Niederzerf, Renânia-Palatinado, Alemanha) casou-se com Matrias Lillig (*17/10/1762 Zerf, Renânia-Palatinado, Alemanha/+23/10/1825 Zerf, Renânia-Palatinado, Alemanha), filho de Johann Adam Lillig e Anna Müller, na data de 31/07/1787, na cidade de Zerf. O casal teve pelo menos dois filhos: Johann Lillig e Margaretha Lillig;

II-Nikolaus Rohr (*12/07/1752 Pellingen, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

III-Barbara Rohr (*24/09/1754 Krettnach, Renânia-Palatinado, Alemanha/+21/12/1805 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha) casou-se com Jakob Schue (*12/04/1747 Oberemmel, Renânia-Palatinado, Alemanha/+05/04/1807 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha), filho de Matthias Schue e Maria Katharina Remmel, na data de 21/04/1784, na cidade de Wiltingen. O casal teve pelo menos dois filhos: Nikolaus Schue e Jakob Schue;

IV-Johann Rohr (*23/12/1755 Pellingen, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

V-Anna Maria Rohr (*05/04/1757 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha) casou-se com Matthias Mergen (*Alemanha/+Alemanha), por volta de 1794. Tiveram pelo menos uma filha chamada Maria Mergen;

VI-Franz Anton Rohr (*21/03/1759 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha) casou-se em primeiras núpcias com Susanna Kramp por volta de 1781; em segundas núpcias com Margaretha Barth, por volta de 1807, com quem teve a filha Elisabetha Rohr; em terceiras núpcias com Susanna Schuter, filha de Johannes Schuter e Eva Thiel, na data de 24/05/1810, na cidade de Wiltingen; em quartas núpcias com Anna Maria Busch, filha de Franz Busch e Angela Schmitz, na data de 26/12/1817 em Wiltingen e, em quintas núpcias, com Margaretha Aron, filha de Johann Aron e Maria Katharina Quint, em 02/11/1821 na cidade de Wiltingen, com quem teve os filhos Anna Maria, Margaretha, Franz e Magdalena;

VII-Johannes Petrus Rohr (*08/08/1763 Palzem, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha), batizado na Igreja de Pellingen. Sem mais notícias;

VIII-Michael Rohr (*19/06/1766 Wiltingen, Renânia-Palatinado, Alemanha/+30/01/1823 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha), meu pentavô, casou-se com Maria Katharina Cremer (*20/07/1766 Klüsserath, Renânia-Palatinado,Alemanha/+19/01/1819 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha), filha de Johann Cremer e Elisabeth Blasmann, na data de 25/01/1792, na Igreja Católica de Wiltingen. O casal teve quatro filhos.

                                                                                        
A PROFISSÃO

Nikolaus Rohr era Professor na cidade de Krettnach. A família residiu em Palzem, conforme consta no batismo do filho Johannes Petrus Rohr em 1763. No censo realizado em 1766, consta que vivia em condições muito humildes, mas em seu falecimento ficou registrado que morreu como homem estimado e honrado (Fonte: Site Gedbas).


O FALECIMENTO

Nikolaus Rohr faleceu na data de 01/03/1769, na cidade de Wiltingen.



MICHAEL ROHR 

Michael Rohr, meu pentavô (5º avô), filho de Nikolaus Rohr e Elisabeth Zeimet, nasceu na data de 19/06/1766 em Wiltingen, cidade alemã da Renânia-Palatinado.


Wiltingen – Foto: Site Oficial de Wiltingen - Alemanha


O CASAMENTO

Michael Rohr casou-se com Maria Katharina Cremer (*20/07/1766 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha/+19/01/1819 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha), filha de Johann Cremer e Elisabeth Blasmann, na data de 25/01/1792, na Igreja Católica de Wiltingen. O casal teve pelo menos quatro filhos.


A Igreja Católica de Wiltingen

OS FILHOS

I-Johann Rohr (*23/07/1794 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha/+Alemanha);

II-Johann Jacob Rohr (*23/07/1794 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha/+14/03/1801 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha);

II-Anna Maria Susanna Rohr (*20/05/1799 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha/+11/01/1887 Bom Princípio RS), minha tetravó (4ª avó), casou-se com Philipp Schmitz (*24/12/1797 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha/+09/01/1853 Picada Feijão, Ivoti, RS), na data de 14/02/1825, na cidade de Klüsserath, filho de Johann Nepomucenus Schmitz e de Anna Maria Schmitz. O casal teve sete filhos: Maria Anna, Pedro, Mathias, Ignês, Margaretha, Carlos e Catharina;

III-Maria Anna Rohr (*07/01/1803 Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha /+25/06/1890 Dois Irmãos RS) casou-se com Mathias Feiten (Veiten) (*31/03/1797 Ensch, Renânia-Palatinado, Alemanha/+03/03/1856 Dois Irmãos RS), filho de Jacob Feiten e Christine Merges, na data de 21/01/1823 em Klüsserath. O casal teve onze filhos: Gerhard, Jacob, Mathias, Margarida, Agnesa, Maria Magdalena, Mathias (Filho), Pedro, João, Catharina e Maria.

                                                                                        
O FALECIMENTO

Michael Rohr faleceu na data de 30/01/1823 na cidade de Klüsserath, viúvo de Maria Katharina Cremer, que faleceu na mesma cidade na data de 19/01/1819.