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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A Genealogia dos Famosos - Florbela Espanca
















Florbela Espanca (*08/12/1894 Vila Viçosa, Portugal/+08/12/1930 Matosinhos, Portugal)


A ÁRVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA ESPANCA


Primeira Geração

1. José Joaquim Espanca nasceu em 1775 em Portugal. Ele faleceu em Portugal. 

José casou-se com Maria da Conceição ?. Maria nasceu em 1775 em Portugal. Ela faleceu em Portugal.

Eles tiveram os seguintes filhos

+ 2 M i. Joaquim António Espanca faleceu em 11 abril 1883.


Segunda Geração

2. Joaquim António Espanca (José Joaquim) nasceu em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 11 abril 1883 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal.

Joaquim casou-se com Maria José da Costa, filha de José Maria da Costa e Ana Joaquina ?, em 20 maio 1830 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Maria nasceu em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ela faleceu em Portugal.

Eles tiveram os seguintes filhos

+ 3 M i. José Maria Espanca nasceu  em 1830 e faleceu em 11 abril 1883.

4 M ii. ? Espanca.

+ 5 M iii. Joaquim José Lourenço da Rocha Espanca.


Terceira Geração

3. José Maria Espanca (Joaquim António, José Joaquim) nasceu em 1830 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 11 abril 1883 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal.

José casou-se com Joana Fortunata Pires Garção, filha de Manuel Pires e Mariana Rosa. Joana nasceu em 11 novembro 1830 em Orada, Borba, Distrito de Évora, Portugal. Ela faleceu em 5 dezembro 1917 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal.


Joana Fortunata Pires Garção


Eles tiveram os seguintes filhos

+ 6 M i. José de Jesus da Rocha Espanca nasceu  em 12 dezembro 1863 e faleceu em 1934.

+ 7 M ii. João Maria Espanca nasceu  em 2 fevereiro 1866 e faleceu em 3 julho 1954.

5. Joaquim José Lourenço da Rocha Espanca (Joaquim António, José Joaquim) nasceu em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em Portugal.

Joaquim casou-se com Maria das Dores da Purificação Pereira, filha de José Dias Pereira e Francisca Teresa ?. Maria nasceu em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ela faleceu em Portugal.

Eles tiveram os seguintes filhos

8 M i. Joaquim José da Rocha Espanca (Padre) nasceu em 17 março 1839 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 26 novembro 1896 em Portugal.


Padre Joaquim José da Rocha Espanca


9 M ii. António Joaquim da Rocha Espanca nasceu em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 1893 em Portugal.


Quarta Geração

6. José de Jesus da Rocha Espanca (José Maria, Joaquim António, José Joaquim) nasceu em 12 dezembro 1863 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 1934 em Portugal.

José casou-se com Maria Rosa Alberto Rosado. Maria nasceu em Nossa Senhora de Machede, Distrito de Évora, Portugal. Ela faleceu em Portugal.


Maria Rosa Alberto Rosado
José de Jesus da Rocha Espanca


Eles tiveram os seguintes filhos

10 M i. Natal da Rocha Espanca nasceu em 27 setembro 1903 em Évora, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em Portugal.


Natal da Rocha Espanca

11 M ii. Demóstenes Apeles da Rocha Espanca nasceu em 1 abril 1908 em Évora, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 6 novembro 1993 em Portugal.


Demóstenes A. da Rocha Espanca

12 M iii. Otelo da Rocha Espanca nasceu em 1 novembro 1910 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em Portugal.


Otelo da Rocha Espanca

13 M iv. Túlio Alberto da Rocha Espanca nasceu em 8 maio 1913 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 2 maio 1993 em Évora, Distrito de Évora, Portugal.

Túlio casou-se com Maria Engrácia do Quental Oliveira. Maria nasceu em 1914 em Portugal. Ela faleceu em 2004 em Portugal.


Túlio Alberto da Rocha Espanca
Maria Engrácia do Quental Oliveira















14 M v. Sócrates da Rocha Espanca nasceu em 25 abril 1916 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em Portugal.


Sócrates da Rocha Espanca

15 F vi. Joana da Rocha Espanca nasceu em 1919 em Évora, Distrito de Évora, Portugal. Ela faleceu em 1938 em Évora, Distrito de Évora, Portugal.


7. João Maria Espanca (José Maria, Joaquim António, José Joaquim) nasceu em 2 fevereiro 1866 em Orada, Borba, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 3 julho 1954 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal.

João casou-se com (1) Mariana do Carmo Toscano em 31 março 1887 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. O casamento acabou em divórcio Mariana faleceu em 1925 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Eles não tiveram filhos.


João Maria Espanca
Mariana do Carmo Toscano















João uniu-se com (2) Antónia da Conceição Lobo, filha de ? Lobo e ? ?. Antónia nasceu em 1879 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ela faleceu em 1908 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal.


João Maria Espanca
Antónia da Conceição Lobo















Eles tiveram os seguintes filhos

16 F i. Florbela de Alma da Conceição Espanca nasceu em 8 dezembro 1894 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ela faleceu em 8 dezembro 1930 em Matosinhos, Distrito de Porto, Portugal.

Florbela casou-se com (1) Alberto de Jesus Silva Moutinho em 8 dezembro 1913 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. O casamento acabou em divórcio.


Florbela Espanca
Alberto de Jesus Silva Moutinho















Florbela também casou-se com (2) António José Marques Guimarães em 29 junho 1921 em Porto, Portugal. O casamento acabou em divórcio.


Florbela Espanca
António José Marques Guimarães















Florbela também casou-se com (3) Mário Pereira Lage em 15 outubro 1925 em Matosinhos, Distrito de Porto, Portugal.


Florbela Espanca
Mário Pereira Lage















17 M ii. Apeles Espanca nasceu em 10 março 1897 em Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal. Ele faleceu em 6 junho 1927 em Lisboa, Portugal.


Apeles Espanca

João também casou-se com (3) Henriqueta de Almeida em 4 julho 1922 em Évora, Distrito de Évora, Portugal. Henriqueta nasceu em Portugal. Ela faleceu em Portugal. Eles não tiveram filhos.


João Maria Espanca
Henriqueta de Almeida
















UM POUCO DA HISTÓRIA DA POETISA E CONTISTA FLORBELA ESPANCA

A casa onde nasceu Florbela Espanca, em 08/12/1894, a qual foi demolida na década de 1940, situava-se na confluência da antiga Rua André Angerino com a Rua Luisa Soeiro Cravo. Neste local, no ano de 2013, foi inaugurado o Memorial da ‘Casa onde nasceu Florbela Espanca’, sob a forma de um pórtico em mármore negro, invocando a porta principal da casa ancestral. Segundo uma moradora, a outra casa em que ela viveu, situada no nº 59 da Rua Florbela Espanca, encontra-se em péssimo estado. Há um litígio entre os proprietários, que está impossibilitando a sua aquisição pela Prefeitura.


O Memorial da casa onde nasceu Florbela Espanca


Placa com informações sobre a casa, a personagem e a obra de Florbela Espanca

Florbela Espanca foi batizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Flor Bela Lobo, tendo como madrinha de batismo a própria madrasta Maria do Carmo Toscano. Florbela era fruto de uma relação do marido João Maria Espanca com a serviçal Antónia da Conceição Lobo, pois Maria do Carmo não lhe dera filhos. Segundo esta, o batismo “libertou Florbela de todos os pecados mortais dos pais...”. Florbela foi reconhecida pelo pai em cartório somente 18 anos depois de sua morte.


A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa


João Maria Espanca teve outro filho, chamado Apeles, com Antónia da Conceição Lobo, falecido num trágico acidente de avião em 1927, que caiu no Rio Tejo, quando este sobrevoava Lisboa. Seu corpo nunca foi encontrado.


Apeles, João Maria e Florbela


Florbela viveu em Vila Viçosa até 1908. Após a morte de sua mãe biológica no ano anterior, foi viver em Évora com a família, onde se casou em 1913 com Alberto de Jesus Silva Moutinho. Após, residiu com o marido em Redondo e, mais tarde, voltou a morar em Évora. Florbela matriculou-se no curso de Direito na Universidade de Lisboa, onde estudou por algum tempo. Quando teve um aborto involuntário, foi repousar em Quelfes, no Alentejo, apresentando já nesta época sinais sérios de neurose. Após separar-se, casou-se pela segunda vez, no ano de 1921, com António José Marques Guimarães, interrompendo em definitivo os seus estudos. O casal mudou-se para a cidade de Porto e, no ano seguinte, voltaram a Lisboa. Após o divórcio com António, casou-se pela terceira vez em 1925, com o Dr. Mário Pereira Lage, em Matosinhos, distrito de Porto. 


1-Casa em Vila Viçosa: local de nascimento de Florbela Espanca, situada na Avenida Duques de Bragança, antiga Rua André Angerino, esquina com a Rua Luísa Soeiro Cravo; 2-Casa em Vila Viçosa: situada na Rua Florbela Espanca, nº 59; 3-Casa em Quelfes: quando sofreu um aborto do filho que teve com Alberto de Jesus Silva Moutinho, Florbela foi para o Algarve, acompanhada da cunhada Doroteia Moutinho, viajando várias vezes à cidade de Faro para tratamento. Fonte: João Xavier, in marafado.wordpress.com; 4-Casa no lugar de Casela, em Esmoriz, onde Florbela residiu de 1923 a 1926. Fonte: Blog Artigos do Jornal João Semana; 5-Casa em Matosinhos: Rua 1º de Dezembro, nº 540. Fonte: Agostinho Barbosa Pereira, in coisasqueseescrevem.blogspot.com.br


Florbela havia tentado o suicídio em três oportunidades, mas ao receber um diagnóstico de edema pulmonar, perdeu definitivamente a vontade de viver. Após a ingestão de uma dose excessiva de barbitúricos, ela faleceu no dia de seu aniversário, em 08/2/1930, sendo sepultada inicialmente em Matosinhos. Seu corpo foi trasladado em 17/05/1964 para o Cemitério de Vila Viçosa, junto à Igreja Matriz.


A lápide de Florbela Espanca no Cemitério de Vila Viçosa


O túmulo de Florbela Espanca e imagens do Cemitério de Vila Viçosa


A vida de escritora de Florbela Espanca foi rica e abrangente: poesias, contos, um diário e cartas. Foi tradutora de vários romances e colaboradora de artigos publicados em jornais e revistas. Através de seus poemas, a poetisa sublimou as inquietações e sofrimentos íntimos, que a acompanharam durante a sua breve existência. 


Caravelas

Cheguei a meio da vida já cansada
De tanto caminhar! Já me perdi!
Dum estranho país que nunca vi
Sou neste mundo imenso a exilada.

Tanto tenho aprendido e não sei nada.
E as torres de marfim que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadada!

Se eu sempre fui assim este Mar-Morto,
Mar sem marés, sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram.

Caravelas doiradas a bailar...
Ai, quem me dera as que eu deitei ao Mar!
As que eu lancei à vida, e não voltaram!...


Florbela Espanca, in O livro de Sóror Saudade (1923).


Cartaz da Exposição e Mostra Documental, que apresentou documentos, fotografias e cronologias relativas a Florbela, Apeles e Túlio Espanca - 20 outubro a 20 novembro de 2014 - Biblioteca Geral e Arquivo Histórico da Universidade de Évora


sábado, 13 de agosto de 2016

Família Göller - Cartas & Escritos

















CARTA DE ANTON ANSCHAU


Esta carta foi escrita por Anton Anschau, cunhado de Elisabetha Göller, irmã de nosso ancestral imigrante Johann Göller, aos seus parentes na cidade de Lipporn na Alemanha. Anton revela que Elisabetha, esposa de Johann Anschau, sofria de determinada doença nos últimos 4 ou 5 anos. Ela viria a falecer no dia 24/05/1859, pouco mais de um mês depois de o autor escrever a carta. Nela ele menciona a existência do único filho do casal, Nicolau Anschau, seu sobrinho, na época com 11 anos de idade.

Anton Anschau residia no Lote nº 19 da Picada 48 Alta, localidade de Ivoti RS. Este era casado em primeiras núpcias com Anna Catharina Kerber e, em segundas núpcias, com Margarida Luft. O irmão Johann Anschau e a cunhada Elisabetha Göller residiam no Lote nº 91, na Picada Holanda, localidade de Picada Café RS. Anton chega a referir na carta a proximidade das residências dos dois irmãos.


Fonte: Arquivo de Fábio Anschau

Picada 48, dia 15 de abril de 1859.

Minha muito querida mãe e irmãos,

Eu espero que o meu escrito ainda encontre vocês com boa saúde, assim como eu também estou até agora. O irmão Franz perguntou na última carta por mandar dinheiro com o Wenzel, porém recebi esta carta tarde demais e, assim, não foi possível mandar o dinheiro com o Strassburger, porque já saiu de novo para a Alemanha. Também não tinha outra oportunidade de mandar o dinheiro. Manda-se isto com o Wenzel, então se perde muito nisto. Irmão Franz, tu também queres saber se encontras aqui uma boa oportunidade para casar. Nós três irmãos também viemos da Alemanha solteiros para o Brasil, e achamos mulheres aqui. Assim tu certamente também vais achar alguém aqui.

Querida mãe e irmãos, eu trabalho diariamente na minha ferraria com o meu auxiliar. Mas eu poderia trabalhar com três auxiliares, mas estes não são tantos aqui como na Alemanha. Eu tenho neste tempo em que estou no Brasil, já adquirido um capital de 12.000 florins, e espero ainda uma herança dos pais de minha mulher que beira mais ou menos 4.000 florins.

Meus filhos são: Catharina – 9 anos, Augusto – 7 anos, Philip – 5 anos, Georg – 3 anos, Mathias – um ano e meio.

O Johannes e Georg moram um quarto de hora daqui adiante. Lá também é bem povoado como aqui. O Johann vai muito bem, só que desde uns 4 a 5 anos ele tem a mulher meio adoentada. Ele só tem um filho que tem onze anos. O Georg casou no ano de 1858 com Maria Kuhn de Hassborn do condado prussiano, e ele está muito satisfeito. Ele vendeu este ano 18 sacos de feijão, e ele vendeu também 70 a 80 sacos de milho, disto se faz pão aqui. Ele comprou um pedaço de terra por 1.000 florins. 

Cada um que quer trabalhar neste país tem frutos da colheita para vender. Pois aqui se pode plantar duas vezes por ano e também colher em separado e salvar uma colheita, se uma não deu tão bem.

Igrejas e escolas aqui se têm como lá na Alemanha. Quem quer trabalhar como diarista ganha por dia 4 francos. Quem tem uma profissão, como marceneiro, pedreiro, e assim por diante, ganha por dia 9 a 10 francos, e ainda a comida. Uma empregada ganha por mês 30 a 35 francos e um empregado ganha também por mês 48 francos. O gado não se mantém preso como lá na Alemanha, também não é tratado assim como lá, mas sim é largado no campo, potreiro. Isto no verão como no inverno, pois aqui não temos neve como na Alemanha.

Eu tenho 11 reses, 2 cavalos para andar e 25 porcos, mais dois cachorros para caçar. A caça é livre, pode-se ir caçar no mato quando se quer e quando se tem tempo.

Para vós querida mãe, eu mando com o Philip Kurz de Ober-Diebach que vai levar esta carta a vocês, um presente de 40 francos. Estes vocês podem buscar lá. Mas me escrevam logo uma resposta, se vocês receberam este dinheiro, o homem exige isto, pois ele logo vai voltar de novo ao Brasil. Eu também tenho feito várias encomendas com ele, mas isto eu não posso falar tudo tão explicado, como se estivesse pessoalmente com vocês. Pergunte ao homem, ele vai contar sobre como nós vamos e vivemos aqui, pois este homem já esteve muitas vezes em minha casa. 

Querida mãe e irmãos, me escrevam também como vocês todos vão, e se estão com saúde ou não. Escrevam também sobre o meu padrinho, não esqueçam nada.  Deem a vossa carta ao Philip Kurz, ele vai me entregar a mesma. Eu e a minha mulher mandamos muitas lembranças a ti querida mãe e irmãos. Também o Georg e o Johannes mandam lembranças.

O vosso filho sincero – Anton Anschau


PÓS-ESCRITO DA CARTA DE 15/04/1859

Irmão Franz, na primeira carta ainda esqueci alguma coisa. Queria dizer que tu podes trazer um fogão de cozinha na viagem marítima. Um bocado de dinheiro eu tenho e mando com o amigo Konzen, são 32 mil réis. Recebemos o resto que estava anotado na outra carta. Tu também podes trazer mais seis anéis de fogão, bem como três menores, mas estes redondos e não chatos, com pés pequenos, mas para que se possam usar também panelas menores. As chapas superiores devem ser bem maiores, para que se possam colocar ainda outras coisas em volta. Traga junto também uma caçarola, traga tudo pronto para que nós consigamos montar. Este fogão de cozinha e um rifle para caçar é o mais necessário que tu precisas aqui. Traz também outros fogões de ferro ainda junto, isto é bom, porque tu certamente com a tua experiência vai fazer e ganhar muito dinheiro. Traga também de todos os tipos de sementes para a horta, e também sementes de flores que se plantam em jardins. Traga junto também a nota do que custou tudo isto. Traga junto também nozes e frutas secas para as crianças, não precisa ser muito. As outras podem ser em duas partes. Enrola tudo muito bem para o transporte.                                          

Muitas lembranças de Anton Anschau




sábado, 16 de julho de 2016

Cine Memorial - Filme: Com Amor... da Idade da Razão


Filme: Com Amor... da Idade da Razão 
Título Original: L’âge de raison 
País: França/Bélgica 
Direção e Roteiro: Yann Samuell 
Gênero: Romance/Comédia 
Duração: 97 minutos 
Lançamento: 2010 




Sinopse: No dia de seu aniversário de 40 anos, Margaret recebe uma correspondência trazida pelo tabelião da pequena cidade de Saou, onde vivia na infância, contendo uma série de cartas enviadas por ela mesma, Margarida Flora, o seu verdadeiro nome, a partir do aniversário de 7 anos, a idade da razão. O velho tabelião fizera um curioso contrato com Margarida, que resultou no compromisso de guardar e entregar as misteriosas correspondências.

Na primeira carta, Margarida pergunta se ela seguiu as profissões planejadas no passado: veterinária de baleias, santa, confeiteira de bolos, exploradora de Marte... Se acaso não tivesse seguido nenhuma destas profissões e se tornado 'outra coisa', deveria abrir e ler a carta de nº 4. Mas Margaret não quer lembrar-se de sua infância, dos acontecimentos do passado que a magoaram profundamente. Tornou-se uma mulher competitiva, ambiciosa e materialista. Não quer lembrar-se do seu ‘casamento’ com o amigo de infância Philibert, das promessas feitas entre eles de ‘amor para sempre’, do tesouro que ficou enterrado num buraco empoeirado e escuro durante longos anos...

Margarida argumenta que era preciso colocar as coisas no seu devido lugar, mas Margaret fica dividida entre a carreira construída em cima da renúncia ao passado e os sonhos de infância.  Margarida precisa de ajuda. Ela mentiu que era feliz. Os acontecimentos precipitam-se de tal forma, que se torna um imperativo para Margaret sair em busca de sua própria história, de sua própria identidade, enfim, pôr a vida e as coisas em ordem. Não há mais tempo para voltar atrás: a idade da razão é agora!





terça-feira, 12 de julho de 2016

Família Mossmann - Empreendedores


O INDUSTRIALISTA ALBERTO MOSMANN


Alberto Mosmann e o começo de uma trajetória de sucesso – Fonte: Site da empresa Mosmann Incorporações Ltda.


Alberto Mosmann, nascido em 30/09/1893, na cidade de Parobé RS, trabalhou desde cedo entregando leite através da estrada de ferro para ajudar o seu pai João Mosmann, este filho do imigrante Johann Mathias Mossmann. Com o passar do tempo, aprendeu o oficio de marceneiro, mudando-se mais tarde para a cidade de Novo Hamburgo, onde começou a trabalhar com Arthur Oscar Breidenbach numa fábrica de móveis, o qual se tornou o seu sócio na empresa que nasceria no ano de 1923, a MOSMANN & CIA. LTDA. Inicialmente, a empresa realizava serviços de carpintaria, fabricação de móveis e materiais de construção. 


Anos depois, em 1940, quando o nome MOSMANN foi registrado, a empresa passou a fabricar esquadrias. A construção civil foi o próximo estágio, quando, no ano de 1948, tornou-se a sua atividade principal. A partir de 1988, a MOSMANN passou a atuar na incorporação e construção de prédios residenciais e comerciais de alto padrão, expandido cada vez mais as suas atividades, sendo que, desde o ano de 2000, adotou a denominação MOSMANN INCORPORAÇÕES LTDA.


Alberto Mosmann fundou o Sinduscon-NH, o Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Novo Hamburgo no ano de 1943, sendo este o primeiro sindicato patronal da construção civil do Rio Grande do Sul.


Na atualidade, a Direção da empresa MOSMANN está nas mãos do neto do fundador, Henrique Mosmann Júnior, que desenvolve seu trabalho juntamente com outros integrantes desta empresa familiar. 


Fontes: Revista Expansão RS – Junho/2013, Sinduscon-NH, Site da Mosmann Incorporações Ltda.

Família Mossmann - Histórias


O POLÍTICO E ADMINISTRADOR ALCEU MOSMANN


Alceu Mosmann – Imagem: Vale TV


Alceu Mosmann, nascido em 01/02/1930, na cidade de Novo Hamburgo RS, filho de Alberto Mosmann e Lucia Elly Amália Gaeversen, neto de Johann Mosmann e Rita Pires de Souza e bisneto dos imigrantes Johann Mathias Mossmann e Clara Diehl, foi Prefeito de Novo Hamburgo entre os anos de 31/01/1969 a 31/01/1973, período em que a cidade conquistou importantes progressos. Antes de ser prefeito, Alceu Mosmann elegeu-se vereador, sendo que, na sua 4ª Legislatura (1960 a 1963), assumiu a presidência da Casa. Dentre as suas realizações, instituiu o Distrito Industrial, que foi concretizado na administração seguinte. Além de ampliar a pavimentação de ruas, como a Avenida Nações Unidas, construiu a Praça Martin Luther e a Ponte de Integração sobre o Rio dos Sinos.


Possuindo o diploma de Técnico de Administração, ficou conhecido pelos munícipes como ‘o prefeito da educação’, área esta onde promoveu inovações, como o Censo Escolar Sócio-Econômico em 1969, dando inicio às Campanhas de erradicação do analfabetismo, que vieram a servir de modelo ao projeto MOBRAL. Alceu fundou várias escolas, como José de Anchieta, Jacob Kroeff Netto, Prudente de Moraes, Imperatriz Leopoldina, Marcos Moog, dentre outras. Durante a sua administração, criou a Federação de Estabelecimentos de Ensino Superior – FEEVALE, por meio da Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur), mantenedora da referida Federação. Esta é uma entidade comunitária sem fins lucrativos, constituída por expoentes da comunidade.


No ano de 1971, deu ensejo à realização da Courovisão, a feira de artefatos de couro, para lojistas brasileiros e sul-americanos. No ano seguinte, inaugurou a VII FENAC, com a participação de um expressivo número de lojistas e exportadores.


Em seu discurso de despedida, no ano de 1973, afirmou: “Eu me retiro com o coração pleno de satisfação e de alegria, por ter tido grande oportunidade de servir, com sincera dedicação, à minha terra”.


Fontes: 

Novo Hamburgo Sua História Sua Gente, Liene M. Martins Schütz – Porto Alegre, Livraria Editora Pallotti, 1976.
Câmara Municipal de Novo Hamburgo