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domingo, 29 de maio de 2022

Família Abarno 2ª Parte - Ancestrais e Descendentes


FRANCESCO ABARNO

Francesco Abarno, meu pentavô (5º avô), nasceu por volta do ano de 1752 ou 1753, na cidade de San Fele, Província de Potenza, na região da Basilicata. Ignora-se até o momento os nomes de seus pais.


Panorama de San Fele


O CASAMENTO

Francesco Abarno casou-se com Teresa Mare (*1756 San Fele, Província de Potenza, Itália/+Antes de 1810 San Fele, Província de Potenza, Itália), minha pentavó (5ª avó), por volta do ano de 1777, na cidade de San Fele. Tiveram pelo menos 2 filhos.


OS FILHOS

I-Rosa Abarno (*1777/1778 San Fele, Província de Potenza, Itália/+21/03/1843 San Fele, Província de Potenza, Itália) casou-se com Francesco Russo (*03/03/1773 San Fele, Província de Potenza, Itália/+25/01/1829 San Fele, Província de Potenza, Itália), filho de Giovanni Russo e Caterina Quaratiello, por volta de 1800, na cidade de San Fele. Francesco exerceu as profissões de Bracciale, Contadino e Massaro di Campo. Residiam na Strada Torreta. O casal teve os filhos: Giovanni Pio, Marcantonio, Giuseppa Caterina, Vito Luigi, Giuseppe Maria, Maria Teresa e Maria Michela.


II-Carlo Abarno (*1786/1787 San Fele, Província de Potenza, Itália/+04/04/1845 San Fele, Província de Potenza, Itália), meu tetravô (4º avô), casou-se em primeiras núpcias com Caterina Marrafino (*1790 San Fele, Província de Potenza, Itália/+Antes 1810 San Fele, Província de Potenza, Itália) , por volta de 1808 em San Fele; casou-se em segundas núpcias com Feliciana Radice (*1790/1791 San Fele, Província de Potenza, Itália/+23/12/1877 San Fele, Província de Potenza, Itália), minha tetravó (4ª avó), filha de Canio Radice e Angela Maria del Priore, na data de 02/10/1810, na cidade de San Fele.


A PROFISSÃO

Francesco Abarno era Agricultor (Contadino), profissão seguida por seu filho Carlo Abarno. Era comum os filhos seguirem a mesma profissão de seus pais, tendência esta que abrangia até mesmo as mulheres que exerciam a mesma atividade de suas mães.


O LOCAL DE RESIDÊNCIA

A família Abarno residia na cidade de San Fele.


O FALECIMENTO

Francesco Abarno faleceu aos 35 anos, na data de 07/08/1788, em San Fele. O seu Estratto di Morte constou no Processetto Matrimonio (Stato Civile della Restaurazione, Potenza, San Fele, Matrimoni, Processetti, Anno 1849, fl. 460), de sua neta Maria Michele Abarno.


Una famiglia contadina arando i campi



CARLO ABARNO

Carlo Abarno, meu tetravô (4º avô), filho de Francesco Abarno e Teresa Mare, nasceu por volta do ano de 1786 ou 1787, na cidade de San Fele, Província de Potenza, Itália.                                                     

O CASAMENTO

Carlo Abarno casou-se com Feliciana Radice (*1790/1791 San Fele, Província de Potenza, Itália/+23/12/1877 San Fele, Província de Potenza, Itália), minha tetravó (4ª avó), filha de Canio Radice e de Angela Maria Del Priore, na data de 02/10/1810 na cidade de San Fele. Feliciana era a Agricultora (Contadina), como o marido. Nos anos 1860/1870, aparece como Fiandeira (Filatrice) e também como Proprietária (Possidente). Viúva, faleceu aos 85 anos. Na época do óbito era Costureira (Cucitrice) e residia na Via Pallonetto em San Fele. O casal teve 11 filhos.


Filatrice - la filatura a mano è una attività antichissima


OS FILHOS

I-Francesco Maria Abarno (*14/08/1811 San Fele, Província de Potenza, Itália/+25/04/1900 Alegrete RS, Brasil) meu trisavô (3º avô), casou-se em primeiras núpcias com Angela Maria Crisonino (*02/11/1813 Santomenna, Província de Salerno, Itália/+18/05/1852 San Fele, Província de Potenza, Itália), minha trisavó (3ª avó), filha de Francesco Vito Nicola Crisonino e Maria Vittoria Napoliello, na data de 29/09/1830, na cidade de San Fele. O casal teve 11 filhos, que serão descritos posteriormente. Francesco Maria casou-se em segundas núpcias com Vita Maria Vincenza Tauriello (*14/08/1811 San Fele, Província de Potenza, Itália/+07/12/1894 San Fele, Província de Potenza, Itália), filha de Francesco Tauriello e Lucia Radice, na data de 10/11/1856, em San Fele. O casal não teve filhos. 

II-Maria Teresa Abarno (*14/03/1813 San Fele, Província de Potenza, Itália/+16/07/1891 San Fele, Província de Potenza, Itália) casou-se com Canio Summa (*1806/1807 San Fele, Província de Potenza, Itália/+07/02/1840 San Fele, Província de Potenza, Itália), Ferraro, filho de Francesco Summa e Caterina Pietropinto, na data de 05/01/1830, em San Fele. Profissão: Agricultora (Contadina). Residia na Via Verdesca, nº 29. Ficou viúva, falecendo aos 78 anos. Tiveram 8 filhos: Francesco, Caterina I, Carlo Vito, Caterina II, Feliciana, Michele, Francesco Cataldo e Vito Vincenzo. 

III-Canio Maria Abarno (*23/01/1815 San Fele, Província de Potenza, Itália/+18/01/1843 San Fele, Província de Potenza, Itália) casou-se com Angela Rosa Girardi, (*06/02/1815 San Fele, Província de Potenza, Itália/+San Fele, Província de Potenza, Itália), Tessitrice, filha de Giuseppe Grardi e Marcantonia Montella, na data de 19/11/1836, em San Fele. Profissão: Vaticale ou Mulattiere. Tiveram pelo menos 3 filhos: Carlo Feliciano, Feliciana Mariantonia e Giuseppe Michele.

IV-Angela Rosa Abarno (*17/10/1817 San Fele, Província de Potenza, Itália/+12/07/1870 San Fele, Província de Potenza, Itália) casou-se com Giuseppe Fasanella (*26/05/1814 San Fele, Província de Potenza, Itália/+19/01/1899 San Fele, Província de Potenza, Itália), Massaro di Campo, filho de Antonio Pio Fasanella e Cecilia Pascale, na data de 25/06/1835, em San Fele.  O casal teve 12 filhos: Angela Maria, Maria Cecilia, Antonia Feliciana, Cecilia I, Antonio Maria, Carlo, Maria Lucia, Vito, Cecilia II, Michele, Canio e Francesco.

V-Vito Michele Abarno I (*20/09/1819 San Fele, Província de Potenza, Itália/+19/03/1821 San Fele, Província de Potenza, Itália).

VI-Angela Maria Abarno (*26/02/1821 San Fele, Província de Potenza, Itália/+San Fele, Província de Potenza, Itália) casou-se com Leonardo Maria Marolda (*04/08/1823 San Fele, Província de Potenza, Itália/+San Fele, Província de Potenza, Itália), Calzolaio, filho de Vito Marolda e Caterina Rubino, na data de 10/02/1844, em San Fele. O casal teve 6 filhos: Vito Maria, Caterina Maria, Carlo, Michele, Giovanni e Caterina.

VII-Vito Michele Abarno II (*06/01/1823 San Fele, Província de Potenza, Itália/+15/12/1868 San Fele, Província de Potenza, Itália) casou-se com Maddalena Pietropinto (*23/02/1829 San Fele, Província de Potenza, Itália/+30/07/1915 San Fele, Província de Potenza, Itália), filha de Francesco Pietropinto e Maria Lucia Longhino, na data de19/06/1847, em San Fele. Profissão: Ferreiro (Fabbro Ferraio). Tiveram 2 filhas: Feliciana I e Feliciana II.

VIII-Mariantonia Abarno (*01/06/1825 San Fele, Província de Potenza, Itália/+25/10/1825 San Fele, Província de Potenza, Itália).

IX-Vincenzo Abarno (*18/08/1826 San Fele, Província de Potenza, Itália/+07/06/1892 San Fele, Província de Potenza, Itália) casou-se com Giuditta Caputi (*23/09/1823 San Fele, Província de Potenza, Itália/+26/06/1910 San Fele, Província de Potenza, Itália), Filatrice, filha de Antonio Maria Caputi e de Mariantonia Pistolese, na data de 18/06/1851, em San Fele. Profissão na Itália: Cantiniere. O casal teve 7 filhos: Feliciana I, Mariantonia, Feliciana II, Maria Giuseppa, Filomena Michela, Carlo Antonio e Francesco.

Veio para a América em 1873, conforme consta no livro Gli Italiani Residenti in Salto – Reppubblica Del Uruguay – All’Esposizione di Milano – 1906, na descrição do filho Carlo, residente em Salto, que veio aos 11 anos de idade, certamente com a família. Mas era comum os italianos ficarem um tempo trabalhando no exterior e voltarem para a Itália. Vincenzo estava na listagem de emigrantes de San Fele de 1881, com a esposa e a filha Maria Giuseppe, mas não emigraram naquela oportunidade (Abarno Vincenzo fu Carlo a. 55, cgto Giuditta Caputi fu Antonio a. 56, figli Maria Giuseppa, 24 C, da Nocicchio). Vincenzo partiu para Buenos Aires posteriormente, em data ignorada. Conforme a certidão de casamento do filho Carlo Antonio, em 16/01/1886, na cidade de Salto, Uruguai, Vincenzo (chamado de Vicente), era industrial, residindo na cidade de Buenos Aires, mas a esposa Giuditta (chamada de Joba) estava na Itália nesta época. Faleceu na data de 07/06/1892 em San Fele, numa casa na Via Travi. Destaca-se aqui informações sobre o filho Carlo Antonio:


Il Cantiniere - proprietario, gestore, commesso di un negozio di vini


IX-1-Carlo Antonio Abarno ou Carlos Abarno (*08/07/1862 San Fele, Província de Potenza, Itália/+20/11/1923 Salto, Uruguai), nascido numa casa da Strada Piazza. Veio aos 11 anos para a América, no ano de 1873. Aprendeu o ofício de Alfaiate (Sarto), estabelecendo-se por conta própria na cidade de Salto. Com as economias feitas em função de seu trabalho, conseguiu comprar a própria alfaiataria e criar os seus filhos (Gli Italiani Residenti in Salto – Reppubblica Del Uruguay – All’Esposizione di Milano – 1906).





Carlos Abarno, a esposa e oito de seus onze filhos, em sua residência e casa de negócios (alfaiataria). Na 1ª sacada, à esquerda Vicente (*1886) e Carmen (*1891); na 2ª sacada Carlos, Hector (*1904) e a esposa Elvira; na porta principal, à esquerda Diego (*1897), ao centro Hernando (*1900) e à direita Maria Rosa (*1899); na sacada à direita Alfredo (*1893) e Carlos Eduardo (*1895). Obs.: a filha América (*1889) falecera em 1890; Alcides e Dora Elvira ainda não haviam nascido. Salto, Uruguai, 1906.


Casou-se com Elvira Maccio (*26/08/1870 Paysandú, Uruguai/+20/12/1937 Salto, Uruguai), filha de Juan Bautista Maccio e Maria Revetria, na data de 16/01/1886 em Salto, Uruguai. O casal teve 11 filhos: Vicente, America, Carmen, Alfredo, Carlos Eduardo, Diego, Maria Rosa, Hernando, Hector, Alcides e Dora Elvira. 

IX-1-1-Vicente Abarno (*21/10/1886 Salto, Uruguai/+Uruguai) casou-se em primeiras núpcias com Magdalena Pérez, tendo 5 filhos: Danilo, Ines Venecia, Washington, Juver Orlando e Yolanda Violeta; casou-se em segundas núpcias com Idalina Raffo (*01/03/1901 Salto, Uruguai);

IX-1-2-America Abarno (*21/04/1889 Salto, Uruguai/+16/04/1890 Salto, Uruguai);

IX-1-3-Carmen Abarno (*05/04/1891 Salto, Uruguai/+1963 Uruguai);

IX-1-4-Alfredo Abarno (*05/05/1893 Salto, Uruguai/+1930 Paysandú, Uruguai) foi casado em primeiras núpcias com Margarita Camacho (*Salto, Uruguai/+Salto, Uruguai), na cidade de Salto. Tiveram 4 filhos: Hilda Doraina, Elio, Américo e Alfredo. Casou-se em segundas núpcias com Celina Albelo (*1902/1903 Arroyo Negro, Río Negro, Uruguai). Não há notícias de filhos. Informações sobre o filho Américo e seus descendentes:

IX-1-4-1-Américo Abarno Camacho (*07/11/1917 Salto, Uruguai/+Buenos Aires, Argentina), Comerciante, casado com Maria Rosa Mendez (*Salto, Uruguai/+Buenos Aires, Argentina), que tiveram 8 filhos: Alfredo, Néstor, María Helena, Margarita Lourdes, Roberto, Raquel, Américo e Maria Rosa. Sobre o filho Américo, temos:


Américo Abarno Camacho - Salto, Uruguai, Anos 1960


IX-1-4-1-1-Américo Abarno Mendez (*07/06/1948 Montevidéu, Uruguai/+20/11/2012 Peru), casado com Marina Espinoza Idona (*1949 Peru), tendo o casal 3 filhos:

IX-1-4-1-1-1-Raquel Abarno Espinoza (*12/09/1974 Lima, Peru);

IX-1-4-1-1-2-Paola Abarno Espinoza (*13/12/1984 Lima, Peru);

IX-1-4-1-1-3-Américo Marcelo Abarno Espinoza (*25/08/1986 Lima, Peru).



Américo Marcelo Abarno e sua mãe Marina Espinosa Idona



Demais filhos de Carlo Antonio Abarno:

IX-1-5-Carlos Eduardo Abarno (*29/08/1895 Salto, Uruguai/+1991 Uruguai) casado com Teresa Nieves Riera (*15/02/1906 Figueras, Girona, Espanha), na data de 24/09/1927, em Salto, Uruguai;

IX-1-6-Diego Abarno (*25/05/1897 Salto, Uruguai/+07/02/1963 Uruguai);

IX-1-7-Maria Rosa Abarno (*20/02/1899 Salto, Uruguai/+1983 Uruguai);

IX-1-8-Hernando Abarno (*07/09/1900 Salto, Uruguai/+1961 Tranqueras, Rivera, Uruguai), o 8º filho, casado com Alicia Silva (*24/05/1909 Rivera, Uruguai), na data de 26/05/1934, em Rivera, Uruguai. O casal teve um único filho:

IX-1-8-1-Ariel Yamandú Silva Abarno (*06/07/1936 Tranqueras, Rivera, Uruguai), casado com Alba Lila Rehermann (*18/06/1941 Uruguai/+15/06/2009 Tranqueras, Rivera, Uruguai), na data de 03/03/1962, em Tranqueras, Departamento de Rivera, Uruguai.  O casal teve três filhos:

IX-1-8-1-1-Silvia Alicia Abarno (*Tranqueras, Rivera, Uruguai) casada com Ismael Pereira, pais de Juan Eduardo Abarno Pereira (*Tranqueras, Rivera, Uruguai);

IX-1-8-1-2-Julio Hernando Abarno (*Tranqueras, Rivera, Uruguai) casado com Carolina Gattis, pais de Maria Sofia Gattis Abarno (*Montevidéu, Uruguai);

IX-1-8-1-3-Ana Beatriz Abarno (*18/04/1968 Tranqueras, Rivera, Uruguai).


Ariel Abarno e Família: da esquerda para a direita Alicia, o neto Juan Eduardo, Ana Beatriz, Ariel, Julio Hernando e a neta Maria Sofia - Tranqueras, Rivera, Uruguai


IX-1-9-Hector Abarno (*12/03/1904 Salto, Uruguai/+Abr 1984 Uruguai);

IX-1-10-Alcides Abarno (*04/07/1908 Salto, Uruguai/+07/10/1999 Uruguai), o 10º filho, casado com Edith Maria Stalker (*08/01/1920 Salto, Uruguai/+08/10/2001 Uruguai), descendente de ingleses, filha de Alejandro Stalker e Maria Justa Mujica, na data de 17/06/1940, no Uruguai. O casal teve três filhos:

IX-1-10-1-Alcides Abarno (*17/01/1943 Santo, Uruguai) casado com Maria Cristina Previtali (*13/05/1939 Montevidéu, Uruguai). Tiveram os filhos Pablo e Guillermo;

IX-1-10-2-Luis Maria Abarno (*25/07/1945 Salto, Uruguai/+07/06/1996 Uruguai) casado com Maria Madalena Ferreria (*16/11/1941 Montevidéu, Uruguai/+15/01/1998 Uruguai). Tiveram os filhos Nicolas Alejandro, Maria Soledad e Maria Isabel;

IX-1-10-3-Carlos Maria Abarno (*25/07/1945 Salto, Uruguai) casado com Maria Ines Eulália Bonet (*09/04/1945 Montevidéu, Uruguai). Tiveram as filhas Maria Clara, Maria Virginia e Maria Gabriela. Os netos chamam-se Maria Federica, Maria Valentian, Olivia e Vera. 


Carlos Abarno e Família - Montevidéu, Uruguai



IX-1-11-Dora Elvira Abarno (*13/12/1911 Salto, Uruguai/+05/07/1974 Uruguai).


X-Michele Maria Abarno (*21/08/1829 San Fele, Província de Potenza, Itália/+24/06/1900 Manhattan, Kings, New York, USA) casou-se com Maria Giuseppa Lanza (*21/06/1836 San Fele, Província de Potenza, Itália/+31/10/1900 Manhattan, Kings, New York, USA), filha de Sebastiano Lanza e Margarita Fortannascere, na data de 13/03/1853 em San Fele. Profissões: Ferreiro (Ferraio) e Cantiniere. Tiveram 11 filhos: Feliciana I, Filomena Donata, Mariangela, Carlo, Sebastiano, Feliciana II, Mariantonia, Donatantonio, Teresa, Nick e Charles Michael. 



Il Fabbro Ferraio - lavora il ferro artigianalmente


XI-Maria Michela Abarno (*20/11/1833 San Fele, Província de Potenza, Itália/+15/08/1854 San Fele, Província de Potenza, Itália) casou-se com Vitantonio Graziano (*13/02/1829 San Fele, Província de Potenza, Itália), Campista, filho de Michele Graziano e Lucrezia Adezio, na data de 30/06/1849, em San Fele. Tiveram 2 filhos: Carlo e Lucrezia.



A PROFISSÃO

Carlo Abarno Carlo na época do casamento (1810), Carlo era considerado 'benestante', ou seja, rico, de posses, depois figura como Agricultor (Contadino), Proprietário (Possidente),  Guarda Florestal (Guardabosco) e Pizzicarolo (Salumiere, Charcuteiro).


O LOCAL DE RESIDÊNCIA

Residia na Strada Verdesca, na cidade de San Fele, onde faleceu.


O FALECIMENTO

Carlo Abarno faleceu na data de 04/04/1845, em seu domicílio, na cidade de San Fele.


Ver a continuação: Família Abarno 3ª Parte – Ancestrais e Descendentes – Francesco Abarno







segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Família Belhomet 1ª Parte - Ancestrais e Descendentes






A FAMÍLIA DE EUGÊNIA BELHOMET ABARNO 


O pai de Eugênia Belhomet Abarno, 3ª esposa de meu bisavô Nicola Abarno, chamava-se Augustin Nicolas Belhomet (*1849/1850 Paris, França/+24/01/1899 Alegrete RS). Este era filho de Augustin Belhomet e de Adélaïde Casteres. No Brasil, seu nome aparece por vezes como Nicolau Agostinho, Agostinho ou Augusto Nicolao. Por pesquisas realizadas entre os anos de 1891 e 1915, através do recenseamento do Institut National de La Statistique et des Études Économiques (www.notrefamille.com), os Departamentos da França em que os sobrenomes dos pais – Belhomet e Casteres – aparecem ao mesmo tempo eram os de Paris e de Charente. A cidade de nascimento, a capital francesa Paris, somente foi descoberta através da certidão de seu segundo casamento, com Rosalina Justo Ferreira, na data de 23/04/1879, na cidade de Alegrete RS (CRCPN Alegrete, Livro B-1, fl. 23 v, nº 58).


Assinatura de Augustin Nicolas Belhomet na grafia portuguesa


Nesta outra assinatura, Augustin utiliza a variante  'Agustinho'


Paris, por volta de 1850 - Fonte: Wikipedia

Não foi encontrado o registro da chegada de Augustin Nicolas Belhomet no Brasil. Havia quatro portos por onde os navios da França seguiam para o Brasil: Dunquerque, Bordeaux, Le Havre e Marseille. Do Porto de Le Havre, na região da Normandia, houve três partidas entre os anos de 1869 e 1870, que são os anos prováveis da vinda de Augustin, com chegadas ao porto de Rio Grande, no sul do Brasil. Os navios chamavam-se Jean Baptiste, cujo capitão era Denis, e Jeanne, conduzido pelo capitão Roeller. É possível que a causa de sua emigração tenha sido a Guerra Franco-Prussiana (19/07/1870 a 10/05/1871). Por causa do conflito, os embarques através de Le Havre foram interrompidos no ano de 1870.


O Porto de Le Havre em meados do Século XIX


A ORIGEM DO SOBRENOME BELHOMET
  


A árvore do Olmo



Belhomet tem origem toponímica e a palavra possui o sentido de “bel orme” (belo olmo, que é o nome de uma árvore). Casteres pode ter duas origens: o sobrenome é freqüentemente encontrado na região de Toulouse, sendo originário de uma localidade de mesmo nome, assim como pode ter sido originado da palavra castelo ou fortificação, sobrenome este encontrado no sudoeste da França. Na região da Gasconha, encontra-se a variante Castera.





O PRIMEIRO CASAMENTO


Augustin Nicolas casou-se com Francisca Lucrécia de Carvalho (*Alegrete RS/+01/09/1878 Alegrete RS), filha de Miguel de Carvalho e de Angélica Veríssimo Araújo, na data de 30/05/1870, na cidade de Alegrete RS (Cúria de Uruguaiana, Livro de Casamentos de Alegrete, Ano 1870). O casal teve cinco filhos:


I- Manoel Leonardo Belhomet (*07/11/1871 Alegrete RS/+RS) residia no Distrito de Vasco Alves, em Alegrete RS, tendo se casado com Cesária Barbosa. O casal teve pelo menos duas filhas:

I-1-Iva Barbosa Belhomet (*16/11/1892 Alegrete RS/+29/11/1999 Alegrete RS), solteira, residente na Av. Liberdade, em Alegrete RS. Deixou 9 filhos: Ilda Belhomet, Genoveva Belhomet, João Belhomet, José Belhomet, Manoel Belhomet, Antonio Belhomet, Maria Olina Belhomet, Tereza Belhomet e Cleci Belhomet. Foi sepultada no Cemitério Municipal;


I-2-Antonia Belhomet (*1901 Alegrete RS/+31/03/1945 Alegrete RS), residente no Rincão do Vinte Oito, localidade do 4º Distrito de Alegrete RS. Na união com Eugenio Batista Ramos, teve o filho Agustinho Belhomet (*04/12/1922 Alegrete RS/+RS) e a filha Leonarda Belhomet (*23/09/1923 Alegrete RS/+18/10/1990 Uruguaiana RS), a qual teve uma união com Waltrudes Ramos Lopes (*12/06/1921 Alegrete RS/+28/07/1990 Uruguaiana RS), tendo o casal tido os filhos Marlene Belhomé Ramos (*13/10/1946 Alegrete RS/+29/08/1999 Uruguaiana RS), Luiz Carlos Belhomé Ramos (*05/06/1948 Uruguaiana RS/+26/10/1985 Uruguaiana RS), Schirlei Belhomé Ramos (*24/08/1949 Uruguaiana RS/+24/03/1950 Uruguaiana RS) e Iporan Roberto Belhomé Ramos (*31/01/1951 Uruguaiana RS/+11/05/1951 Uruguaiana RS). Em outra união, Leonarda teve ainda o filho Áureo Belhomet (*21/04/1955 Alegrete RS) e uma natimorta (*14/12/1959 Alegrete RS/+14/12/1959 Alegrete RS).  


Leonarda Belhome (Belhomet) com a filha Marlene Belhome (Belhomet) Ramos


Na segunda união de Antonia com João Ramos dos Santos (*1900 Alegrete RS/22/06/1974 Alegrete RS), filho de Galdino dos Santos e de Ana Maria Ramos, Antonia teve os filhos Sidnei, Tereza, Dali Ernesto, Eloá, Amadeu e uma menina natimorta. 


Sidnei Belhome

 
Eloá Belhiome


Tereza casou-se com Leonço Carvalho, tendo o filho Osmar; Nely foi casada em primeiras núpcias com Nicolau Moreira Martins, tendo os filhos Eliane, Jane e Ademir e, em segundas núpcias, com Nobuhide Munekata, tendo as filhas Deise, Maria José e Soraia. Amadeu casou-se com Lucia Paré, tendo as filhas Magda e Lucia. Antonia faleceu em seu domicílio, após o último parto ocorrido no Hospital de Caridade, na data de 31/03/1945, sendo sepultada no Cemitério Municipal de Alegrete.



Familiares de Antonia Belhomet: atrás (esq./dir.) o filho Amadeu, Joana Paré (sogra de Amadeu); na frente, Ana Maria Ramos dos Santos (sogra de Antonia), a neta Magda Paré, e o esposo João Ramos dos Santos – Alegrete – Anos 1960/1970


II–Manoel Engracio Belhomet (*16/04/1872 Alegrete RS/+10/12/1918 Cruz Alta RS), diarista, artista, padeiro, foi Sargento do 2º Batalhão de Engenharia do Exército Nacional, que se manteve acampado em Cruz Alta por volta de 1907. 

Manoel Engracio teve uma união com Anna Rodrigues do Amaral (*Alegrete RS/+RS), tendo o filho:

II-1-Manoel Augusto Belhomet (*23/04/1897 São Borja RS/+18/06/1897 São Borja RS);


Manoel teve outra união com Cecília Lucena (*RS/+Alegrete RS), filha de José Lucena e Maria Albania Lucena, com a qual teve a filha:

II-2-Maria Francisca Belhomet (*03/05/1901 Alegrete RS); 


Manoel casou-se, após, com Bernardina Mayola (*1884/1885 Alegrete RS/+RS), filha de Pedro Mayola e Maria Aldina Mayola, na data de 04/02/1903, na casa de residência de Antonio da Costa Lima, situada na Praça 14 de Julho, onde se encontrava o Juiz Distrital João Paulo de Freitas Valle e as testemunhas Pedro José de Almeida, casado, comerciante, natural do Piauí, residente em Alegrete; Brandina da Cruz Rosado, solteira, natural e residente em Alegrete; Antonio da Costa Leiria, solteiro, comerciante, natural de Portugal, residente em Alegrete e a irmã Francisca Belhomet, esta ainda solteira.


Manoel teve mais uma união com Rosa Chartel (*06/09/1881 RS), filha de Thomas James Chartel e Antônia Nunes da Conceição. O casal teve as filhas:


II-3-Leonarda Marina Belhomet (*07/11/1907 Cruz Alta RS), tendo esta uma filha chamada Neusa Belhomet (*08/11/1927 Cruz Alta RS/+08/10/2019 Porto Alegre RS), que se casou com Ivo da Silva (*23/01/1923 Santa Clara do Ingaí RS/+18/10/1992 Porto Alegre RS), filho de Ernestina Maria da Silva, na data de 01/03/1943, em Cruz Alta RS. Este casal teve 8 filhos;


II-4-Naïr Belhomet (*17/02/1910 Cruz Alta RS) casou-se com Felício Pinheiro das Neves Ramos (*20/07/1898 Soledade RS), filho de Fabiano das Neves Ramos e Brandina Pinheiro da Silva, na data de 11/01/1933, em Cruz Alta RS;


II-5-Judith Belhomet (*08/10/1914 Cruz Alta RS/+09/10/1914).


Assinatura de Manoel Engracio Belhomet



III-Maria Eugenia Belhomet (*02/12/1874 Alegrete RS/+12/10/1901 Alegrete RS) foi batizada no dia 25/12/1874, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Alegrete, sendo padrinhos Nicolau Baráh (?) e Maria Eugenia de Aguiar. Foi celebrante o Vigário José Antônio de Almeida e Silva (Cúria de Uruguaiana, Livro de Batismos de Alegrete nº 10, fl. 340 v).


Registro de Eugênia Belhomet no Livro de Batismos da Igreja de Alegrete


Eugenia casou-se aos 17 anos de idade, com Luis (Luiggi) Lucchese, no dia 10/05/1891, às 10 h, na sala da Câmara Municipal de Alegrete, casamento este realizado pelo Juiz de Paz, Jacob Luiz Laydner Sobrinho; ele com 41 anos de idade, natural da Itália, filho de Antonio Lucchese e Carolina Ondina (?), residente em Alegrete. Testemunhas Benjamin Lucchese, Venância dos Santos, Fernando José de Lima e Carolina Maria da Conceição. Benjamin Lucchese tinha 28 anos de idade, natural da Itália, comerciante e residente em Alegrete, provavelmente irmão de Luis Lucchese (CRCPN de Alegrete, Livro Registro de Casamentos B-1, fl.?, Reg. nº 27).



Assinaturas de Luis Lucchese e Eugenia Belhomet


Tendo enviuvado de Luis Lucchese, Eugenia casou-se novamente aos 22 anos de idade com o italiano Nicola Abarno (*19/02/1842 San Fele, Província de Potenza, Itália/+15/05/1918 Alegrete RS, Brasil), filho de Francesco Abarno e Angela Maria Crisonino, na data de 26/03/1898, às 16 horas, na casa de José Pinto da Trindade, na cidade de Alegrete RS (CRCPN Alegrete, Livro B – 2, fl. 25 verso, nº 57). O Juiz de Paz chamava-se Antônio Vital d’Oliveira. Foram testemunhas: João Paulo de Freitas Valle, advogado, Pascoale Pesce, italiano e artista, e Carolina Maria da Conceição. Nesta ocasião, fizeram o reconhecimento dos filhos havidos na união estável de Nicola Abarno com Maria do Carmo Machado: Conrado, com 14 anos, Manoel Victor, com 12 anos e Alfonsina, com 8 anos. O casal teve duas filhas:


Assinatura de Nicola e Eugenia, que utilizou o sobrenome Lucchese



Registro Civil do Casamento de Eugenia Belhomet e Nicola Abarno



III-1-Carmen Abarno (Nena) (*17/04/1899 Alegrete RS/+07/01/1982 Bagé RS) foi registrada no dia 18/04/1899 com o nome de Carmela (CRCPN Alegrete, Livro A, fl. 151 v, Reg. nº 81), mas foi batizada com o nome de Maria Carmella, no dia 14/10/1899, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Alegrete. Seus padrinhos de batismo foram Manuel Jacintho de Freitas e Rita Lopes de Freitas (Cúria de Uruguaiana, Livro de Batismos de Alegrete nº 22, fl. 42 v). Casou-se no religioso no dia 30/07/1919, com Gil Ouriques Ribeiro (01/09/1891 Uruguai/+13/07/1971 Bagé RS), filho de José Gabriel Ribeiro (*25/08/1860) e de Rosalina Ouriques (*13/08/1870). Neste registro da Igreja, aparece o nome Carmen (nome pelo qual ela era conhecida e que difere do nome de batismo). Consta no registro que o noivo era natural de Bagé, mas está incorreto, pois nos documentos relativos ao casamento civil é mencionada a sua cidadania uruguaia, residindo este, juntamente com seus pais, na cidade de Bagé. Consta também neste registro da Igreja, que o pai Nicola Abarno era casado com Eugenia Belhomet apenas no civil (Cúria de Uruguaiana, Livro de Casamentos de Alegrete nº 14, fl. 12). O casamento civil realizou-se às 8 horas do dia 30/07/1919, em Alegrete RS (CRCPN Alegrete, Livro B–6, fl. 34), na casa da madrasta, a viúva Rosa Basile Abarno. O Juiz de Paz foi o Major Feliciano Febronio Rodrigues e as testemunhas Dr. Gaspar Saldanha, advogado, Geraldo Ouriques Ribeiro, criador, Francina Ribeiro e Itália Hoffmann (sobrinha de Rosa Basile). Gil Ouriques Ribeiro era pintor, um artista de talento. O casal foi residir na cidade de Bagé RS, onde faleceram e foram sepultados. O casal teve seis filhos:



Assinatura de Gil Ouriques Ribeiro e Carmen Abarno


Carmen Abarno (Maria Carmella Abarno)


III-1-1-José Nicolau Abarno Ribeiro (*05/08/1920 Alegrete RS/+09/09/1980 Bagé RS), solteiro, sem filhos, era alfaiate. Foi sepultado no Cemitério Municipal de Bagé;


III-1-2-Newton Abarno Ribeiro (*12/01/1922 Bagé RS/+29/07/2013 Rio de Janeiro RJ) foi casado em primeiras núpcias com Irinea da Costa, tendo os filhos: Gil da Costa Ribeiro e Rosa Helena da Costa Ribeiro, residentes no Rio de Janeiro. Casou-se em segundas núpcias com Dagmar Chaves Vasques, com quem teve a filha Nilmar Chaves Ribeiro. Era militar, Primeiro-Tenente do 6º Regimento de Cavalaria do Exército Brasileiro, residindo no Estado do Rio de Janeiro;



Newton Abarno Ribeiro


III-1-3-Gentil Abarno Ribeiro (*18/09/1924 Alegrete RS/+04/08/2004 Bagé RS) casou-se com Maria José Pereira (*22/08/1926 Lavras do Sul RS/+31/12/1985 Bagé RS), filha de Teófilo Pereira e Maria Altina Figueiredo, na data de 18/09/1951, em Bagé RS. O casal não deixou filhos. Era ferroviário. Foi sepultado no Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé;


III-1-4-NN Abarno Ribeiro (*14/05/1927 Alegrete RS/+14/05/1927 Alegrete RS);


III-1-5-Lizena Abarno Ribeiro (*14/02/1930 Bagé RS/+08/08/2002 Porto Alegre RS) casou-se com Getúlio Martins Brasil (*RS/+07/08/2004 Porto Alegre RS), com quem teve dois filhos: Luiz Antônio Ribeiro Brasil, pertencente à Brigada Militar do RS e Sergio Ricardo Ribeiro Brasil. Lizena era professora aposentada, e residia em Gravataí RS. Foi sepultada no Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre;


Lizena Abarno Ribeiro


III-1-6-Rosa Helena Abarno Ribeiro (*16/10/1931 Bagé RS/+11/05/2010 Bagé RS), solteira, sem filhos. Foi sepultada no Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé;


III-1-7-Aírton Abarno Ribeiro (*10/02/1934 Bagé RS/+18/12/2021 Porto Alegre RS) casou-se com Dilsa Silva Vigil (*01/05/1934 Bagé RS/+31/12/2019 Porto Alegre RS), filha de Belmiro Espiridião Vigil e Erocilda Silva, na data de 28/12/1954, em Bagé RS. O casal teve 5 filhos. Era bancário aposentado;


III-1-8-Guido Abarno Ribeiro (*18/08/1936 Bagé RS/+27/04/2013 Porto Alegre RS) casou-se em primeiras núpcias com Maria Ilma da Rosa Pons (*15/12/1939 Bagé RS/+26/12/1921 Bagé RS), filha de Favorino da Silveira Pons e Eloá da Rosa, na data de 24/01/1958, em Bagé RS, tendo o casal tido duas filhas: Lucimara e Carmen Lucia. Guido teve uma união com Ivete Borges Costa, com quem teve a filha Jacqueline; após, casou-se com Iara Regina Liemes Flores, na data de 27/03/2012. Guido foi sepultado no Cemitério Parque Jardim de Paz em Porto Alegre.



III-2-Lizena (Licena) Abarno (*22/02/1901 Alegrete RS/+20/08/1931 Alegrete RS) foi registrada por Nicola Abarno como Licena Abarno (CRCPN Alegrete, Livro A, fl. 115, Reg. nº 102). Casou-se com Euclides Rodrigues da Silva (*25/08/1897 Alegrete RS/+Alegrete RS), na data de 05/09/1918, na cidade de Alegrete RS. Uma das testemunhas do casamento religioso foi Eulália Rodrigues, filha de criação de Alfonsina Abarno, sua meia-irmã, e Miguel Lorenzo, conhecido amigo de Nicola Abarno (Cúria de Uruguaiana, Livro de Casamentos de Alegrete nº13, fl. 95 v). Casaram-se no civil na mesma data (CRCPN de Alegrete, Livro B-5, fl. 176 v, Reg. 64). Não tiveram filhos. Faleceu repentinamente do coração, na escola onde era professora. Conta-se que era uma ótima desenhista. Sua sobrinha, que recebeu o seu nome, também desenhava muito bem. Foi sepultada no Cemitério Municipal de Alegrete.



Assinatura de Euclides Rodrigues Silva e Lizena Abarno


Lizena Abarno


Ao fundo, Rosa e Lizena; sentadas, Lizena, Rosa Basile Abarno e Carmen; à frente, Gil Ribeiro - Por volta de 1930 - Alegrete RS


Lizena (esquerda), Rosa Basile Abarno, 4ª esposa de Nicola (centro), Carmen (direita) e os filhos de Carmen - Por volta de 1930 - Alegrete RS


Maria Eugênia faleceu aos 26 anos de idade de tuberculose pulmonar, às 2 horas do dia 12/10/1901, em sua casa, na Rua Mal. Floriano nº 21 em Alegrete (CRCPN Alegrete, Livro C – 4; fl. 135 v, nº 148), atestado pelo Dr. Aristides Marcelino. No inventário consta que a filha Carmella tinha três anos e a filha Lizena oito meses de idade. Eugênia foi sepultada no Cemitério Municipal de Alegrete. No inventário de Eugênia, como havia uma dívida de 1.287$650 a ser paga a Luchsinger & Cia., foi leiloada uma parte de campo da casa onde residiam na Rua Mal. Floriano com a Rua Bento Manoel, avaliada em 4.000 réis. O leilão foi realizado em 31/03/1902 (Arquivo Público Alegrete, Inventário, Órfãos e Ausentes, N 1.894, Maço 83, Estante 66, Ano 1901). Nicola casou-se depois com a italiana Rosa Basile.


O registro de Eugenia Belhomet no Livro de Óbitos da Igreja de Alegrete



IV-Francisca Belhomet (*05/11/1876 Alegrete RS/+1927 Cruz Alta RS) teve uma união com Alfredo José dos Reis (*RS/+1913 Cruz Alta RS), tendo o casal o filho Marinho Belhomet (Belomé) (*03/03/1905 Alegrete RS/+14/05/1976 Cruz Alta RS), este casado com Dolar Marques dos Anjos (*10/08/1930 Cruz Alta RS), filha de Ermogene Marques dos Anjos e Castorina, na data de 05/07/1941, em Cruz Alta RS.


Francisca teve outra união com o Sr. da Silva, da qual resultou o nascimento de pelo menos um filho chamado Rubem (Rubens) Belhomet (Belomé) da Silva (*10/01/1920 Cruz Alta RS/+07/07/1995 Porto Alegre), que foi casado com Elvira Finkler (*20/02/1919 Porto Alegre RS/+06/10/1996 Porto Alegre RS. O casal teve 8 filhos: Geraldo, Terezinha, Antonio, Maria da Graça, João, Luiz, Rubens e Francisco. Rubens faleceu de câncer em sua residência aos 75 anos de idade, sendo sepultado no jazigo da família Belomé, no Cemitério São José em Porto Alegre RS.


Rubens Belomé da Silva junto à esposa Elvira e o filho Luiz (*07/03/1954 Porto Alegre RS/+25/12/1972 Porto Alegre RS) - Foto: Lisete Göller


Lápide do jazigo da Família Belomé no Cemitério São José - Porto Alegre RS – Foto: Lisete Göller


Rubem era conhecido como Rubens Belomé da Silva, tendo sido funcionário público, comerciante e um famoso jogador de futebol, tendo atuado nos clubes do Internacional (1941-1942), Grêmio (1943-1945) e Palmeiras.


O goleiro Rubens Belomé da Silva


Equipe do Grêmio no ano de 1943; (atrás, da dir./esq.): Rubens, Heitor, Badanha, Valter, Castrinho e Vinícius; (à frente, da dir./esq.): Edgar, Nelson Adams, Nicheli, De Leon e Media – Fonte: gremiopedia.com/wiki/



V-Jerônimo Belhomet (*03/09/1878 Alegrete RS/+11/05/1913 Cruz Alta RS) foi casado, mas não deixou filhos. Viúvo, faleceu em sua residência em Cruz Alta, sendo sepultado no Cemitério Público desta cidade.



Augustin Nicolas foi padrinho de batismo, juntamente com a esposa Francisca, na data de 27/11/1875, na Igreja Matriz de Alegrete, de Adelaide dos Santos, nascida em 28/09/1873, filha de João dos Santos e de Maria Magdalena dos Santos (Cúria de Uruguaiana, Livro de Batismos de Alegrete nº 11, fl. 40 v).



A esposa Francisca de Carvalho Belhomet faleceu após o nascimento do filho Jerônimo Belhomet, provavelmente por complicações do parto.



O SEGUNDO CASAMENTO


Augustin Nicolas, após o falecimento da primeira esposa, casou-se no religioso com Rosalina Justo Ferreira, na data de 22/04/1879, pelas 11 horas e 30 minutos, na casa de Delfino Rodrigues de Freitas (Cúria de Uruguaiana, Livro de Casamentos de Alegrete, Ano 1878-1880, fl. 22 v e 23). O casamento civil foi realizado no dia 23/04/1879, na cidade de Alegrete, perante o Juiz de Paz Antônio dos Santos Reis (CRCPN Alegrete, Livro B - 1, fl. 23 v, nº 58). 
Augustin Nicolas apresentou certidão de pobreza no cartório, passada pelo pároco Antonio dos Santos Reis. O casal teve seis filhos:


O registro de casamento de Nicolas Belhomet e Rosalina Justo Ferreira no Livro da Igreja de Alegrete


VI-Manoel Hygidio Belhomet (*Julho 1882 Alegrete RS/+16/11/1883 Alegrete RS) faleceu às 21 horas do dia 16/11/1883, aos 14 meses de idade, de enterite, sendo sepultado por comiseração da Câmara Municipal de Alegrete, pelo fato da indigência de Agostinho Nicolau Belhomet;


VII-Maria Aldina Belhomet (*1885 Alegrete RS/+03/11/1903 Alegrete RS) era casada. Faleceu aos 18 anos de idade;


VIII-Geraldina Belhomet (*05/12/1887 Alegrete RS/+RS) teve uma filha natural chamada Astrogilda Belhomet (*17/11/1903 Alegrete RS);


IX-Hilário Belhomet (*24/10/1890 Alegrete RS/+07/09/1944 Marcelino Ramos RS) casou-se com Anna Trindade Trelha (*17/02/1878 Cruz Alta RS/+29/10/1963 Marccelino Ramos RS), filha de Honorato Soares da Silva e Januária da Trindade Trelha, na data de 26/02/1912, em Cruz Alta RS. Tiveram os filhos Alberto, Monica, Casilda e Felipe Nery. Hilário foi militar e padeiro;


X-João Belhomet (*06/05/1895 Alegrete RS/+RS);


XI-Joanna Belhomet (*18/06/1896 Alegrete RS/+18/07/1896 Alegrete RS);


XII-Elisa (Elisia) Belhomet (*18/06/1897 Alegrete RS/+24/06/1966 Cruz Alta RS) casada com Francisco Machado Garcia (*1880/1881 RS/+25/07/1938 Cruz Alta RS), tendo o casal tido os filhos Ivone, João, Juvenal, Adão Batista e Iolanda.


A UNIÃO COM ADRIANA PAHIM


Augusto Nicolau Belhomet teve uma união com Adriana Pahim, da qual restou uma filha:


XIII-Lucinda Belhomet (*15/02/1880 Alegrete RS/+17/01/1907 Alegrete RS) casada com João Pedro da Silva (*1880 Alegrete RS/+19/08/1910 Alegrete RS), filho de Antonio Flores e (?) da Silva, na data de 14/02/1903, em Alegrete RS. O casal teve os filhos Braz Odorico da Silva (*03/02/1904 Alegrete RS/+19/12/1989 Canoas RS), militar, que se casou com Maria Albertina Pereira Gonçalves (*23/08/1906 Alegrete RS), filha de Maria Christina Pereira Gonçalves, na data de 21/05/1926, em Alegrete RS, e Eva Universina da Silva (*06/11/1905 Alegrete RS/+11/10/1978 Porto Alegre RS), que foi casada com Olibio da Rosa (*08/12/1909 Rosário do Sul RS/+07/12/1999 Canoas RS), os quais tiveram os filhos Lucinda, Lacy, Maria Nelida, Gladis Terezinha, Sérgio, Nelma Carolina e Tânia Maria.


Lápide de Lucinda Silva da Rosa (*17/05/1929 Alegrete RS/+02/10/1980 Porto Alegre RS), filha de Eva Universina da Silva e Olibio da Rosa, e neta de Lucinda Belhomet e João Pedro da Silva, e do esposo Urbano Massi dos Santos (*05/05/1922 General Alvear, Corrientes, Argentina/+09/05/1974 Porto Alegre RS), filho de Irineu Correa dos Santos e Roberta Massi – Cemitério João XXIII – Porto Alegre RS – Foto: Lisete Göller


No dia 09/11/1883, Augusto Nicolau Belhomet foi até o consistório da Igreja Matriz de Alegrete RS, onde funcionava a Junta Militar de Alistamento, dirigindo-se ao Juiz de Paz, Luiz Adão Krug, Presidente, dizendo que precisar ter com ele uma conversa particular. Sendo atendido, o Juiz de Paz retornou após a conversa, indignado com o que lhe dissera Augusto: que o Subdelegado, Cândido Alano da Silva, era um ladrão. Ocorre que Augusto fora chamado em juízo para uma audiência conciliatória por motivo de dívida, à qual não compareceu, correndo o processo à revelia. Alega que o advogado João Rodrigues Viana lhe havia mandado dizer que Cândido era um ladrão. Segundo as testemunhas, Augusto o injuriou em altas vozes. Por esta razão foi processado por injúria. Fonte: Arquivo Público do RS, Processo n. 3.320, Maço 96, Estante 69, Cível e Crime, Réu: Augusto Nicolau Belhomet, Ano 1883, Alegrete RS.


O FALECIMENTO


Augustin Nicolas faleceu na tarde do dia 24/01/1899, no Hospital de Caridade de Alegrete, acometido por tuberculose pulmonar, sendo o óbito atestado pelo Dr. Hermínio de Oliveira. O registro foi feito por um funcionário do Hospital. Consta que teria 59 anos de idade (teria nascido por volta de 1840) na França (CRCPN de Alegrete, Livro Registro de Óbitos C-4, fl. 50 verso, nº 11), divergindo de outros documentos.



Nota: não se encontraram mais notícias sobre alguns dos integrantes da família Belhomet. Há possibilidade de que, posteriormente, o sobrenome veio a ser escrito como Belhome, Bellome ou variantes, perdendo-se com isto a grafia francesa original. Isto já era observado em alguns dos registros dos descendentes de Augustin.


Ver a continuação: Família Belhomet 2ª Parte - Genealogia