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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Família Rohr - Lápides - Imigrante Maria Anna Rohr Feiten - Ramo Pedro Feiten


IMIGRANTES MARIA ANNA ROHR E ESPOSO MATHIAS FEITEN

RAMO PEDRO FEITEN E ESPOSA MARIA MARGARETHA WICKERT


SUB-RAMO JORGE FEITEN E ESPOSA CAROLINA HENNEMANN


Túmulo de Jorge Feiten, filho de Pedro Feiten e Margaretha Wickert, e da esposa Carolina Hennemann, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


Lápide do casal Jorge Feiten, filho de Pedro Feiten e Margaretha Wickert, e Carolina Hennemann, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


Túmulo de João Feiten, filho de Jorge Feiten e Carolina Hennemann, e da esposa Wilma Willers, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


Túmulo de Prudêncio Feiten, filho de Jorge Feiten e Carolina Hennemann, e da esposa Maria José Raymundo, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


SUB-RAMO JOSÉ FEITEN E ESPOSA HELENA BOLL


Túmulo de José Feiten, filho de Pedro Feiten e Maria Margaretha Wickert, da esposa Helena Boll e do filho Alfredo Feiten, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


Túmulo de Affonso Feiten, filho de José Feiten e Helena Boll, da esposa Idalina Willers e do filho Ruby Miguel Feiten, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


Túmulo de Emilio Feiten, filho de José Feiten e Helena Boll, da esposa Lucinda Willers, do filho Alípio Feiten e nora Erenita Lacy, e dos sogros do filho Eligios, Marcolino Liborio Raymundo e Ella Lauer Raymundo, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


Túmulo de Eligios Feiten, filho de Emilio Feiten e Lucinda Willers, casado com Maria Lucila Raymundo, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


SUB-RAMO FREDERICO FEITEN E ESPOSA EMILIA L. FEITEN


Túmulo de Frederico (Friedrich) Feiten, filho de Pedro Feiten e Maria Margaretha Wickert, da esposa Emilia L. Feiten, da filha Cecilia Feiten Foldenauer e do genro João Batista Foldenauer, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


SUB-RAMO ELISABETH FEITEN E ESPOSO JOÃO LEHNEN


Túmulo de Pedro José Lehnen, filho de Elisabeth Feiten e João Lehnen, e da esposa Paulina Boll, no Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal


Lápide de Urbano Lehnen, filho de Pedro José Lehnen e Paulina Boll, Cemitério Católico de Parobé RS. Foto: Arquivo Pessoal



Família Rohr - Lápides - Imigrante Maria Anna Rohr Feiten - Ramo Mathias Feiten Filho


IMIGRANTES MARIA ANNA ROHR E ESPOSO MATHIAS FEITEN

RAMO MATHIAS FEITEN FILHO E ESPOSA MARIA MARGARETHA WICKERT


Lápide do túmulo de Catharina Feiten, neta de Maria Anna Rohr, filha de Mathias Feiten Filho e Maria Margarida Wickert, e do esposo Nicolau Wendling; além destes, encontram-se Nicolau Wendling Filho, bisneto de Maria Anna Rohr e a esposa Guilhermina Büttenbender, no Cemitério Católico de Wallachei – Morro Reuter RS. Foto: Acervo de Marlene Lauxen Matos


Lápide de Anna Maria Wendling, bisneta de Maria Anna Rohr, neta de Mathias Feiten Filho e Maria Margarida Wickert, filha de Catharina Feiten e Nicolau Wendling, casada com Aloísio Braun, no Cemitério Católico de Jammerthal – Picada Café RS. Foto: Acervo de Marlene Lauxen Matos


Lápide do túmulo de Aloísio Braun, esposo de Anna Maria Wendling, no Cemitério Católico de Jammerthal – Picada Café RS. Foto: Acervo de Marlene Lauxen Matos


Família Rohr - Lápides - Imigrante Maria Anna Rohr Feiten - Ramo Jacob Feiten


IMIGRANTES MARIA ANNA ROHR E ESPOSO MATHIAS FEITEN

RAMO JACOB FEITEN E ESPOSA ELISABETH BOTTLÄNDER


Lápide do túmulo de Frederico Feiten, filho de Jacob Feiten e Elisabeth Bottländer, neto de Maria Anna Rohr e Mathias Feiten – Cemitério Católico de Joaneta – Picada Café RS. Fonte: Billion Graves


Lápides dos túmulos de Pedro Feiten, filho de Jacob Feiten e Elisabeth Bottländer, neto de Maria Anna Rohr e Mathias Feiten, e de sua esposa Maria Haas – Cemitério Católico de Linha Catarina, Brochier RS. Foto: Acervo de Elói Edmundo Franz


terça-feira, 26 de setembro de 2017

Família Mossmann - 1ª Comunhão (Eucaristia) - Ramo Jacob Mossmann (Filho)


RAMO JACOB MOSSMANN (FILHO) E MARGARETHA SCHNEIDER – SUB-RAMO JACOB MOSSMANN (NETO) CAROLINA LENHARD 


Marlise Juchem (*04/04/1974 Itapiranga SC/+07/08/2011 Itapiranga SC), filha de Francisco Roque Juchem e Noeli Mossmann, neta de Levino Mossmann e Maria Elvira Wideck, bisneta de João Balduíno Mossmann e Margarida Christiana Schuh, trineta de Jacob Mossmann (Neto) e Carolina Lenhard e tetraneta do imigrante Jacob Mossmann (Filho) e Margaretha Schneider, fez a Primeira Comunhão na Igreja Matriz de Tunas (hoje município de Tunápolis-SC), em 14 de dezembro de 1986, aos 12 anos de idade. Casou-se com Vilson Von Borstel em 13/05/1995, com quem teve a única filha Ana Luísa Juchem Von Borstel – Foto: Francisco Roque Juchem


Lembrança da Primeira Comunhão de Marlise Juchem, na Igreja Matriz de Tunas (Tunápolis SC) - 14/12/1986 - Foto: Francisco Roque Juchem


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Família Rohr - Álbum de Família - Imigrante Susanna Rohr Schmitz


IMIGRANTES SUSANNA ROHR E PHILIPP SCHMITZ

RAMO MARIA ANNA SCHMITZ E ESPOSO PETER SCHMITZ* 

*Filho dos imigrantes Philipp Schmitz (Senior) e Maria Merges, de Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha


SUB-RAMO FELIPPE SCHMITZ E ESPOSA ELISABETHA WEBER


Família de Pedro Fridolino Schmitz, filho de Felippe Schmitz e Elisabetha Weber, neto dos imigrantes Maria Anna Schmitz e Peter Schmitz e bisneto dos pais deste casal, Philipp Schmitz (o Grande) e Maria Merges e Philipp Schmitz (o Pequeno, nosso imigrante) e Susanna Rohr – (de pé, atrás) Maria Anísia (Irmã Benedita), Padre Egídio Francisco, Reinaldo Eugênio, Padre Pedro Ignácio, Aloísio Roque; (de pé, à frente) Tereza Edwig e Maria Carmen; (sentados) Pedro Fridolino e a esposa Maria Hilda Angst – Bom Princípio RS – Foto: Acervo de Ana Maria Schmitz



IMIGRANTES SUSANNA ROHR E PHILIPP SCHMITZ

RAMO PETER SCHMITZ E ESPOSA MARGARETHA LINK


SUB-RAMO JERÔNIMO SCHMITZ E ESPOSA MATHILDE KAYSER


Tetranetos de Philipp Schmitz e Susanna Rohr, trinetos de Peter Schmitz e Margaretha Link, bisnetos de Jerônimo Schmitz e Mathilde Kayser, netos de José Reinaldo Schmitz e Margarida Cecília Braun, filhos de Augusto Saturnino Schmitz e Margarida Lilia Knapp: (acima) Ana Flávia, Maria Elisabeth, Margarida, Maria Helena e Bernardete; (abaixo) Pércio Augusto, José Luciano, Alexandre Inácio e Paulo Alberto – Foto: Acervo de Margarida Schmitz Konzen



IMIGRANTES SUSANNA ROHR E PHILIPP SCHMITZ

RAMO MATHIAS SCHMITZ E ESPOSA MARIA SCHMAEDECKE


SUB-RAMO CHRISTINA SCHMITZ E ESPOSO MATHIAS SEIBEL


Guilhermina Seibel e João Schneider (casal sentado à direita), bisneta de Philipp Schmitz e Susanna Rohr, neta de Mathias Schmitz e Maria Schmaedecke, filha de Christina Schmitz e Mathias Seibel, no casamento do filho Fridolino Schneider com Carolina Rosalina Fröhlich, filha de Alberto Fröhlich e Anna Maria Stein (casal à esquerda) – Ivoti RS – 05/10/1935 – Foto: Acervo de Rafael Lehnen



IMIGRANTES SUSANNA ROHR E PHILIPP SCHMITZ

RAMO IGNÊS SCHMITZ E ESPOSO JOSÉ SCHMITZ*

*Filho dos imigrantes Philipp Schmitz (Senior) e Maria Merges, de Klüsserath, Renânia-Palatinado, Alemanha


SUB-RAMO LUIZA SCHMITZ E ESPOSO GUILHERME JUNG


Família de Maria Margarida Jung, bisneta de Philipp Schmitz e Susanna Rohr, neta de Ignês Schmiz e José Schmitz, filha de Luiza Schmitz e Guilherme Jung, com o seu esposo Nicolau Pies e os filhos Luiz, Bertoldo, Benedito, Daniel, Anastásia, Hedvig e Maria – Foto: Site da Família Pies



IMIGRANTES SUSANNA ROHR E PHILIPP SCHMITZ

RAMO MARGARETHA SCHMITZ E ESPOSO JOHANN GÖLLER


SUB-RAMO JOSÉ GÖLLER E ESPOSA ELISABETHA STRASSER


Ao centro, Idalina Schmitz*, viúva de Jacob Göller Sobrinho, este bisneto de Philipp Schmitz e Susanna Rohr, neto de Margaretha Schmitz e Johann Göller, filho de José Göller e Elisabetha Strasser, com os filhos e netos na comemoração de seu aniversário de 66 anos – Porto Alegre – 17/08/1958 – Foto: Acervo de Lisete Göller

Netos de José Göller, filho de Margaretha Schmitz e do imigrante Johann Göller: (esq. p/dir., de pé) Egon Göller, Flávio Albino Göller, Victor Ernesto Göller; (sentadas) Guisella Göller, Idalina Schmitz (nora de José Göller e viúva de Jacob Göller Sobrinho) e Gerda Göller – Porto Alegre RS, 17/08/1958 - Foto: Lisete Göller



IMIGRANTES SUSANNA ROHR E PHILIPP SCHMITZ

RAMO CARLOS SCHMITZ E ESPOSA MARIA THERESA AREND (ARENDT)


SUB-RAMO HENRIQUE SCHMITZ E ESPOSA CAROLINA BÖHM


Família de Amandio Balduíno Schmitz (1º à direita), trineto de Philipp Schmitz e Susanna Rohr, bisneto de Carlos Schmitz e Maria Theresa Arendt, neto de Henrique Schmitz e Carolina Böhm, filho de João Reinaldo Schmitz e Florentina Catharina Steffens, com esposa Anita Irmgard Schlüter (1ª à esquerda) e seus sete filhos: Mircon Guido, Esmeria Maria, Mirtes Inês, Delci Helena, Ildo José, Anete Margarida e Ingrid Teresinha – Oberá, Misiones, Argentina – Foto: Ildo José Schmitz 



IMIGRANTES SUSANNA ROHR E PHILIPP SCHMITZ

RAMO CATHARINA SCHMITZ E ESPOSO GEORG JUNGES


SUB-RAMO CARLOS JOÃO JUNGES E ESPOSA MARIA CHRISTINE MEYRER


Anna Sibylla Junges, bisneta de Philipp Schmitz e Susanna Rohr, neta de Catharina Schmitz e Georg Junges, filha de Carlos João Junges e Maria Christine Meyrer, com o esposo Antônio José Campani, filho do austríaco Ludwig e Rosina Crusius – Pareci Novo RS – Foto: Carlos Antônio Campani




sábado, 16 de setembro de 2017

Família Schmitz (Philipp) - Histórias - Ramo Maria Anna (Schmitz) Schmitz


RAMO MARIA ANNA SCHMITZ – FILHA DOS IMIGRANTES PHILIPP SCHMITZ E SUSANNA ROHR – CASADA COM PETER SCHMITZ

SUB-RAMO FELIPPE SCHMITZ CASADO COM ELISABETHA WEBER


ALOÍSIO ROQUE SCHMITZ

Aloísio Roque Schmitz (*14/07/1934 Bom Princípio RS/+20/06/2014 Bom Princípio RS) era filho de Pedro Fridolino Schmitz e Maria Hilda Angst, neto de Felippe Schmitz e Elisabetha Weber, bisneto dos imigrantes Peter Schmitz e Maria Anna Schmitz e trineto dos pais deste casal, Philipp Schmitz (o Grande) e Maria Merges e Philipp Schmitz (o Pequeno, nosso imigrante) e Susanna Rohr. Foi casado com Maria Therezinha Poersch, com quem teve cinco filhos. Ele foi um grande empresário, líder político e comunitário, que muito contribuiu com sua mente visionária para o desenvolvimento da cidade de Bom Princípio RS e de toda a região. 


Aloísio Roque Schmitz e Família – Bom Princípio RS – Foto: Jornal QTal

Autor: Jornalista Renato Klein. Texto publicado no Jornal Fato Novo, Edição de 24/06/2014. 

Roque Schmitz, como era mais conhecido, nasceu numa família de agricultores residentes em Bom Princípio, no dia 14 de julho de 1934. Seus pais foram Fridolino e Hilda Schmitz. Quando era ainda menino, Roque estudou no colégio dos Irmãos Maristas, em Bom Princípio. Mas não teve condições de continuar os seus estudos imediatamente, pois precisou trabalhar cedo para ajudar no sustento da família. Ele casou com Maria Therezinha Poersch e o casal teve cinco filhos: Maria de Nazaré, Luis Antônio, João Paulo, Ana Maria e Maria Fidelis. Esta última falecida num acidente automobilístico, quando tinha apenas 15 anos de idade.

Aos 42 anos, Roque voltou a estudar e formou-se engenheiro mecânico na UNISINOS, fazendo ainda um curso de pós-graduação em ecologia humana. Nos anos de 1979 a 1982, ele foi secretário de obras em São Sebastião do Cai, município que, na época, incluía Bom Princípio, São Vendelino, São José do Hortêncio e Capela de Santana. Na primeira eleição ocorrida em Bom Princípio, no ano de 1982, Roque foi candidato a prefeito, mas foi derrotado por Hilário Junges. Depois disso, ele ainda atuou como secretário de obras na prefeitura de Bom Princípio, (no governo de César Baumgratz); na de Feliz, com o prefeito Clóvis Assmann, e em São Vendelino, com Leonardo Willrich.


CONSTRUTOR DE CIDADES

Mas a maior contribuição dada por Roque Schmitz à região foi a implantação de notáveis loteamentos. Todos concebidos de forma planejada e ordeira. O que ajudou algumas das principais cidades da região a ter um desenvolvimento harmônico e sustentável. O primeiro deles, nos anos de 1979 a 1980, foi o Loteamento Schmitz, realizado em terras da sua família, junto ao centro da atual cidade de Bom Princípio.

Nos anos de 1983 a 1984, Roque teve a ousadia de implantar um enorme loteamento, com 18 hectares, em terras situadas do outro lado a antiga RS-122. Na época, a rodovia era extremamente movimentada e perigosa e se constituía numa barreira. Não parecia bom morar do outro lado da faixa. Mas o loteamento foi um sucesso e outros foram implantados pela empresa de Roque (a Imobiliária Schmitz) naquele setor da cidade: o Recanto Verde e o Paraíso do Vale.

Também em Bom Princípio, a Imobiliária Schmitz implantou o loteamentos John, em Santa Terezinha e o do Morro Tico-tico. Ainda em Santa Terezinha, foram criados os loteamentos Barle e Persch. Atualmente, a imobiliária está implantando mais um loteamento, o Aurora, em Bom Princípio.

A pequena vila de Bom Princípio, da década de 1970, transformou-se numa cidade. E esse crescimento, que poderia ter ocorrido de forma desordenada, como costumava acontecer naquela época, ocorreu de forma planejada. E isso ocorreu graças à visão privilegiada do engenheiro/ecologista Roque Schmitz.

 Expandindo os negócios. Já seria muito, se fosse apenas essa a obra de Roque Schmitz. Mas o seu trabalho não ficou limitado ao seu município. Na cidade de Feliz, a Schmitz fez um dos seus mais ousados empreendimentos: o loteamento Colina, no bairro Matiel, com área de 28 hectares. Não muito menos do que o tamanho da cidade naquela época. Ainda na Feliz, foi implantado o loteamento Encosta da Serra, na localidade de Arroio Feliz. No Vale Real, Roque implantou os loteamentos Zimmer e Morada do Vale.

A empresa de Roque também teve participação fundamental na expansão urbana de São Sebastião do Caí. Já em 1988, foi implantado o Loteamento Laux, numa época em que a cidade ainda era repartida em lado de lá e de cá da faixa (o traçado antigo da RS-122, na qual os veículos transitavam entre a Serra e a Grande Porto Alegre. Ainda no Caí, a Schmitz implantou os loteamentos Morada do Vale, Rio da Mata e Angico, tendo mais dois em projeto.

No Pareci Novo, foram criados os loteamentos Colina das Flores e Jardim Ipê. Mais recentemente, a empresa expandiu seus negócios até Montenegro, onde implantou os loteamentos Mão de Pilão e Mão de Pilão 2. 

O fato de haver realizado tanto não impediu Roque de se dedicar a atividades públicas, como o canto coral, e particulares, como o cultivo de flores e jardins. Era extremamente cordial, mesmo que pouco falante. Falando de forma amena e ouvindo com atenção, transmitia a todos o seu espírito positivo e fraterno.




Família Schmitz (Philipp) - Histórias - Ramo Maria Anna (Schmitz) Schmitz


RAMO MARIA ANNA SCHMITZ – FILHA DOS IMIGRANTES PHILIPP SCHMITZ E SUSANNA ROHR – CASADA COM PETER SCHMITZ

SUB-RAMO MATHIAS SCHMITZ CASADO COM ELISABETHA FRÖHNER


ALBERTO SCHMITZ


Alberto Schmitz (*13/06/1888 São Leopoldo RS/+20/06/1959 Roca Sales RS) era filho de Mathias Schmitz e Elisabetha Fröhner, neto dos imigrantes Maria Anna Schmitz e Peter Schmitz e bisneto dos pais deste casal, Philipp Schmitz (o Grande) e Maria Merges e Philipp Schmitz (o Pequeno, nosso imigrante) e Susanna Rohr. Foi casado com Catharina Schaeffer, com quem teve onze filhos.


Alberto Schmitz – Fonte: Site www.nossadica.com.br


Fonte: Estrela Ontem e Hoje, de José Alfredo Schierholt – Ed. 2002

Alberto Schmitz iniciou seu trabalho como professor particular no ano de 1910, em aulas subvencionadas pelo Estado, na Linha Júlio de Castilhos, localidade do município de Roca Sales RS. Em 1923, foi nomeado Tesoureiro da Deutscher Katholischer Lehrerverein (Associação dos Professores Alemães Católicos). Nesta cidade, foi Presidente da Diretoria da Casa de Saúde Roca-Salense. Mais tarde, foi nomeado Professor na Comunidade Católica de Conventos Vermelhos (cf. Mitteilungen nº 5, de maio de 1936). Foi eleito Conselheiro Municipal de Estrela, em 15/08/1928, com 1.090 votos, para o exercício de 15/10/1928 a 11/11/1930, sendo escolhido para Presidente da Mesa, no período de 15/10/1929 a 15/10/1930. Quando sobreveio a ditadura getulista, o seu mandado foi cassado. Na data de 15/11/1947, foi eleito pelo PTB como Vereador e Presidente da Câmara de 09/12/1947 a 31/12/1951. Depois, foi reeleito em 1951, pelo mesmo partido, cujo mandato vigorou de 31/12/1951 a 31/12/1955, sendo escolhido novamente como Presidente da Câmara Municipal. Na data de 16/07/1953, entrou em exercício como Prefeito Municipal de Estrela.



Família Schmitz (Philipp) - Casas Antigas - Ramo Carlos Schmitz


RAMO CARLOS SCHMITZ – FILHO DOS IMIGRANTES PHILIPP SCHMITZ E SUSANNA ROHR – CASADO COM MARIA THERESA ARENDT

SUB-RAMO LEONARDO SCHMITZ CASADO COM MARIA THERESA MACHRY


Casa construída por Leonardo Schmitz, filho de Carlos Schmitz, onde ele e o cunhado Emílio Selbach exerceram atividades comerciais na localidade de Lourdes, Venâncio Aires RS. Segundo Maria de Lourdes Pilz, Leonardo Schmitz dedicou sua vida ao comércio, mas sua profissão era a de marceneiro. Ele se estabeleceu em Lourdes no ano de 1892. Durante 25 anos, foi sócio de Emílio Selbach, seu cunhado. Depois, fez-se independente. A esposa Maria Theresa Machry instalou uma padaria nos fundos deste estabelecimento comercial. Mais tarde, o marido da neta Maria de Lourdes, Wunibaldo Kroth, ficou sendo proprietário de parte do estabelecimento – Fonte: Colônia de Santa Emília – Venâncio Aires RS – Autor: Cláudio Carlos Fröhlich


Família Schmitz (Philipp) - Álbum de Família - Ramo Maria Anna (Schmitz) Schmitz


RAMO MARIA ANNA SCHMITZ – FILHA DOS IMIGRANTES PHILIPP SCHMITZ E SUSANNA ROHR – CASADA COM PEDRO (PETER) SCHMITZ

SUB-RAMO FELIPPE SCHMITZ CASADO COM ELISABETHA WEBER


Família de Pedro Fridolino Schmitz, filho de Felippe Schmitz e Elisabetha Weber, neto dos imigrantes Maria Anna Schmitz e Peter Schmitz e bisneto dos pais deste casal, Philipp Schmitz (o Grande) e Maria Merges e Philipp Schmitz (o Pequeno, nosso imigrante) e Susanna Rohr – (de pé, atrás) Maria Anísia (Irmã Benedita), Padre Egídio Francisco, Reinaldo Eugênio, Padre Pedro Ignácio, Aloísio Roque; (de pé, à frente) Tereza Edwig e Maria Carmen; (sentados) Pedro Fridolino e a esposa Maria Hilda Angst – Bom Princípio RS – Foto: Acervo de Ana Maria Schmitz


Família de Aloísio Roque Schmitz, filho de Pedro Fridolino Schmitz e Maria Hilda Angst – (atrás) o casal Aloísio Roque e Maria Therezinha Poersch, com Maria Fidelis ao colo; (da esq. para dir. à frente) João Paulo, Ana Maria, Luis Antônio e Maria de Nazaré – Bom Princípio RS – Foto: Pedro Ignácio Schmitz do Acervo de Ana Maria Schmitz


Aloísio Roque Schmitz e Família – Bom Princípio RS – Foto: Jornal Vale do Caí


Família Schmitz (Philipp) - Álbum de Família - Ramo Maria Anna (Schmitz) Schmitz


RAMO MARIA ANNA SCHMITZ – FILHA DOS IMIGRANTES PHILIPP SCHMITZ E SUSANNA ROHR – CASADA COM PEDRO (PETER) SCHMITZ

SUB-RAMO MATHIAS SCHMITZ CASADO COM ELISABETHA FRÖHNER


Alberto Schmitz, filho de Mathias Schmitz e Elisabetha Fröhner, neto dos imigrantes Maria Anna Schmitz e Peter Schmitz e bisneto dos pais deste casal, Philipp Schmitz (o Grande) e Maria Merges e Philipp Schmitz (o Pequeno, nosso imigrante) e Susanna Rohr. Foi casado com Catharina Schaeffer – Foto: Site www.nossadica.com.br


Família Schmitz (Philipp) - 1ª Comunhão (Eucaristia) - Ramo Carlos Schmitz


RAMO CARLOS SCHMITZ – FILHO DOS IMIGRANTES PHILIPP SCHMITZ E SUSANNA ROHR – CASADO COM MARIA THERESA ARENDT

SUB-RAMO HENRIQUE SCHMITZ CASADO COM CAROLINA BÖHM


1ª Comunhão de Ildo José Schmitz e Delci Helena Schmitz, filhos de Amandio Balduino Schmita e Anita Irmgard Schlüter, netos de João Reinaldo Schmitz e Florentina Catharina Steffens, bisnetos de Henrique Schmitz e Carolina Böhm, trinetos de Carlos Schmitz e Maria Theresa Arendt e tetranetos dos imigrantes Philipp Schmitz e Susanna Rohr. A cerimônia foi realizada na Paróquia de San Antonio de Padua, atual Catedral, tendo como pároco o Padre Francisco Cichanoski. Na foto vê-se o Padre Alfonso Heck – Oberá, Misiones, Argentina – Anos 1960 - Foto: Acervo de Ildo José Schmitz


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Família Schmitz (Philipp) - A Viagem de Navio


Texto baseado nos artigos do genealogista alemão Friedrich Hüttenberger, além da correspondência pessoal com o mesmo. Ele é pesquisador do engano histórico envolvendo os navios Cäcilia, que nunca existiu, e o Helena e Maria, que sofreu um quase-naufrágio próximo ao porto inglês de Falmouth. Ler neste blog a publicação no marcador: A Lenda do Navio Cecília (Cäcilia) ou no link: https://memorialdotempo.blogspot.com.br/search/label/A%20Lenda%20do%20Navio%20Cec%C3%ADlia%20%28C%C3%A4cilia%29


Vista do Rio Mosel e Klüsserath – Foto: Derzno - Wikipédia

Os nossos imigrantes, Philipp Schmitz (o Pequeno), a esposa Anna Maria Susanna Rohr e a filha Maria Anna Schmitz, começaram os preparativos para a saída de sua pátria nos últimos meses do ano de 1827. Quais foram os motivos pelos quais estavam deixando para trás os seus bens, parentes e amigos? No Século XIX, as causas para a emigração de muitas famílias foram a fome e a pobreza, que assolava a região de Eifel-Mosel-Hunsrück na Alemanha. A América do Sul e do Norte eram os destinos mais procurados. Dentre os registros da Igreja de Ensch, encontramos uma nota revelando que um grupo formado por emigrantes desta cidade e de Klüsserath havia partido de suas cidades em 11/11/1827. Provavelmente, a família Schmitz tenha ido de Klüsserath até Bingen, como fez a maior parte dos emigrantes do Palatinado e do Hunsrück e, de lá, seguiram para a cidade de Amsterdã.


Bingen – Artista Stanfield C., Ed. Longman & Co. - Fonte: Heath's Annual 1833 - Travelling Sketches on the Rhine and in Belgium and Holland


View of Amsterdam toward the Zuyder Dee - Artista Craig – Ed. Nutall, Fisher & Dixon, Liverpool - 1814

Os Schmitz, assim como os demais emigrantes que pretendiam vir para o Brasil, contrataram a viagem com o Comandante Bartolomeus Karstens, pagando-lhe previamente uma vultosa quantia. Este capitão possuía um velho veleiro, um hoeker holandês, chamado "Helena en Maria" (no português, Helena e Maria ou Helena Maria, como ficou conhecido entre nós). Mas, como este serviria de navio de emigração, mandou instalar diversos beliches para poder acomodar os passageiros. Em função de seu tamanho, contendo três mastros, o navio não poderia zarpar direto de Amsterdã e, por isso, ele sairia do porto de Texel, uma das Ilhas Frísias, situada ao norte de Amsterdã.


Texel – Artista Stanfield C. - The Scheldt, Texel Island, from the Picture in the Vernon Gallery

O veleiro “Helena e Maria” foi construído anteriormente ao mês de novembro de 1813, como navio de carga, em Maassluis, na província da Holanda do Sul, com casco de madeira, dois mastros e um deque, possuindo 28,10 m de comprimento, 7,14 m de largura, 3,80 m de profundidade e 113 toneladas. Seu nome inicialmente era “Maassluis Welvaren”. 


Imagem de um antigo Hoeker, veleiro que era utilizado normalmente para a pesca no Mar do Norte – Fonte: http://ijsselvallei.info/

O veleiro de dois mastros chamado “hoeker’ na Holanda era popularmente utilizado como barco de pesca no Mar do Norte. Este tipo de embarcação existia desde o século XIII, evoluindo depois como navio de transporte e mercante, com dois ou três mastros, sendo utilizado até o final do Século XIX. O nome “hoeker” deriva da palavra promontório.

Seguindo o histórico do veleiro dos nossos imirantes, em 20/05/1814, o mesmo foi registrado com o nome “Welbedagt” ou “Welbedacht”, tendo como gerente Lambregt Schelvisvangst, de Maassluis, e consta a propriedade como ‘Partenrederij onder boekhouderschap van genoemde manage’, da mesma cidade. Na época, o capitão chamava-se Gerrit Scheepen.

Conforme a sua escritura de venda, em 04/07/1823, o navio sofreu mudanças na configuração, tendo-lhe sido acrescentado mais um mastro, isto é, ficou com três mastros, mais um deque, passando a se chamar “Thalia”, sendo gerente, proprietário e capitão, Coenraad Brandligt, de Amsterdã.

Na data de 03/09/1825, consta como gerente e proprietário a Firma Voûte & Co, de Amsterdã. No ano de 1826 teve como capitães: A. Bakker e J. H. D. Schröder.

Em 12/12/1827, em nova escritura de venda, já com o nome “Helena en Maria”, o navio contava com as medidas de 26,50 m de comprimento, 5,41 m de largura e 3,37 m de profundidade. Os proprietários do navio eram o capitão Bartolomeus Karstens, a Empresa Gieseke & Co. e Hendrik Fredrik Gieseke, comerciante, todos de Amsterdã. Seguiu-se a viagem narrada e, após ter sido avariado na tempestade, em 07/10/1828, o navio foi vendido em Falmouth (Fonte: http://www.marhisdata.nl/)

Segundo a carta do imigrante Johannes Weber, de Neunkirchen, Bosenbach, no Palatinado, que se encontrava guardada e esquecida nos USA, conforme Hüttenberger, seriam mais ou menos 40 famílias do Rio Mosel, que já estavam instaladas no “Helena e Maria”, além de famílias do Hunsrück, como Johannes Spindler, conhecido pela carta que escreveu em 1828, isto é, famílias que provinham de regiões do lado esquerdo do Reno, predominantemente católicas, que estariam a bordo, antes que outras famílias da região de Kusel, distrito da Alemanha, no oeste do Palatinado, de religião protestante, chegassem ao navio.

Como o número de passageiros e de bagagens excedia à capacidade do navio, ocorreu um sério conflito, que resultou na ordem do comandante de zarpar mesmo que todos passageiros não tivessem embarcado, permanecendo certo número de emigrantes em terra, com ou sem suas bagagens e, pior ainda, mesmo que estes tenham ficado separados dos demais membros de suas famílias, que já estavam no navio, sem que pudessem impedir a partida do veleiro “Helena e Maria”. Os que ficaram para trás conseguiram embarcar posteriormente no bergantim holandês Alexander para o Rio de Janeiro, sendo depois levados à cidade de Santos pelo navio Rocha e, mais tarde, seguiram para a colônia de Santo Amaro em São Paulo. 

Depois desta situação inusitada, os passageiros embarcados partiram no navio “Helena e Maria”, na data de 06/01/1828, do porto de Texel, e não no suposto navio chamado Cecília ou Cäcilia. Depois de quase uma semana de navegação, no dia 12/01/1828, o navio foi atingido por uma violenta tempestade ou furacão no Canal da Mancha, perdendo os três mastros, cujas partes superiores se partiram e caíram. Na tradição oral, o marceneiro Philipp Schmitz (o Grande), com ajuda dos imigrantes, teria tido a idéia de cortar os mastros, como tentativa de estabilizar o navio. O incidente aconteceu na Ponta de Lizzard ou Manacle Rock, perto da cidade portuária de Falmouth, onde o Canal da Mancha se encontra com o Oceano Atlântico.


Notícia sobre a partida do “Helena e Maria” do porto de Texel em 06/01/1828 - Fonte: Site da Família Kich, com dados fornecidos por Friedrich Hüttenberger

Cessada a tempestade, o “Helena e Maria” ficou à deriva por 3 dias, pois a chegada ao porto de Falmouth aconteceu em 15/01/1828, segundo consta no registro no Lloyd’s List. Providencialmente, o “Helena e Maria” foi socorrido pelo navio Plover Packet, comandado pelo Capitão Edward Jennings. Este navio foi lançado no ano de 1821, e foi nomeado em 06/12/1823 pelo Almirantado inglês para atuar em viagens regulares entre o Reino Unido e a América do Sul, além das Índias Ocidentais. Não houve abandono do navio “Helena e Maria” por parte da tripulação, nem do Capitão Bartholomeus  Karstens, os quais acompanharam os passageiros até Falmouth. Este capitão mandou reparar o navio para que os passageiros seguissem viagem, mas estes não aceitaram, por considerarem a embarcação pouco segura, já que o próprio Estado Maior da Marinha Inglesa o considerou não-navegável.


Antigo porto de Falmouth, na Cornualha, Inglaterra – Fonte: Pinterest


Agradecimento do Capitão Bartholomeus Karstens pela ajuda recebida no resgate do “Helena e Maria” – Fonte: Site da Família Kich, com dados fornecidos por Friedrich Hüttenberger


No período em que os emigrantes foram acolhidos em Falmouth, durante o ano de 1828, houve muitos registros de nascimentos e óbitos, que foram registrados nos livros da Igreja de Falmouth, ou seja, os primeiros Alemães em Falmouth apareceram em janeiro de 1828. Este fato é provado pelos artigos de jornais da Inglaterra sobre o naufrágio,  pelos registros da Igreja de Falmouth, onde, por exemplo, todos os sepultamentos de crianças alemãs estão registrados, sendo que o sepultamento de Jakob Drumm, em 26 de novembro 1828, foi o último registro de um alemão em Falmouth, além de registros de batismos e casamentos. Assim sendo, os emigrantes ficaram nesta cidade por quase onze meses, ou seja, de 15/01/1828 a 10/12/1828.

Quanto à data de nascimento do segundo filho de Philipp Schmitz, Peter Schmitz, que teria nascido fora da Alemanha, podemos supor primeiramente que ele pode ter nascido ao final do ano de 1827, enquanto a família estava em trânsito entre Klüsserath e Amsterdã, ou até mesmo em Texel. O ano de 1827 é o que consta como ano de nascimento em sua lápide em Bom Princípio RS (in Cemitério das Colônias Alemãs no RS, de Dullius e Petry). É também possível que o nascimento tenha ocorrido em 1828, mas durante o mês de dezembro, quando a família ainda estava em Falmouth. Como os Schmitz estavam em vias de viajar para o Brasil, talvez fosse tarde demais para registrá-lo na Igreja, pois não há nenhum registro de seu batismo na Igreja de Falmouth. Outra possibilidade é que a família Schmitz já estivesse no navio James Laing, quando ocorreu o seu nascimento. Mas ele também pode ter nascido na cidade do Rio de janeiro. Assim sendo, a data do natalício de Peter Schmitz permanece até hoje para nós um mistério. 

O "Helena e Maria" foi reparado, mas não foi mais considerado navegável. Então, os emigrantes passaram a buscar outro meio de transporte. Somente após muitos pedidos, o Governo Inglês pôs um navio à disposição destes (e não D. Amália von Leuchtenberg, como Amstad e Hunsche escreveram), mas foram advertidos que a roupa, pois estava chegando o inverno, além dos mantimentos, ficariam por sua própria conta. Esta ajuda foi dada, em parte, pela comunidade inglesa e, ao final de 1828, o navio "James Laing" foi colocado à disposição no Porto de Falmouth. Em 10/12/1828, quase um ano depois do início da viagem na Holanda, o navio zarpou deste porto com os imigrantes e, dois meses depois, sem qualquer acontecimento, chegaram ao Rio de Janeiro. A última coisa que os emigrantes fizeram antes de partir foi uma missa na capela católica de Falmouth, em 10/12/1828, para agradecer aos Ingleses pela ajuda e ao governo inglês pelo navio (conforme artigo em Devizes & Wiltshire gazette de 18/12/1828). 


Veleiro (imagem com finalidade meramente ilustrativa) – Fonte: Internet

O "Diário do Rio de Janeiro", de 10/02/1829, publicou a chegada do James Laing em 08/02/1829, após 61 dias, que era o tempo normal para a travessia do Atlântico naquela época, com 305 colonos. Revela que a empresa responsável era A. Miller & Comp. (em nota de rodapé). 



Notícia no Diário do Rio de Janeiro sobre a chegada do James Laing - Fote: Hemeroteca da Biblioteca Nacional do RJ



Notícia no “Jornal do Commercio”, do Rio de Janeiro, sobre a chegada do James Laing - Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional do RJ

A maior parte dos Hunsrükianos, Moselanos e Palatinos foi registrada em 18/03/1829 no Rio de Janeiro. Estes foram embarcados em 10/04/1829 no veleiro costeiro "Florinda" e, após, encaminhados para Porto Alegre no Rio Grande do Sul, finalizando nesta cidade a grande odisséia na data de 14/05/1829. Os imigrantes que possuíam parentes que chegaram ao Brasil no navio “Alexander”, puderam finalmente ir ao seu encontro, com exceções de alguns poucos que não os viram mais.


Brigue-Escuna semelhante ao Florinda – Autor: desconhecido - Fonte: Internet

O relato de os alemães imigrantes terem proposto festejar a data do salvamento anualmente, pode ou não ser verdade. O certo é que o imigrante responsável pela sugestão, de sobrenome Altmayer, nunca existiu, pois imigrantes com este sobrenome já teriam chegado a Porto Alegre em 16/12/1827. A data da Festa de São Miguel, realizada a 29 de setembro, dia do onomástico deste santo, não encontra qualquer relação com a chegada dos imigrantes ao RS, que ocorreu no mês de maio de 1829. Entretanto, as orações pedindo a Deus por suas vidas são incontestáveis, em que pese os episódios pelos quais passaram, conforme observação de Friedrich Hüttenberger.